Notícias e bastidores da Política
A visão crítica e independente sobre a política nacional.
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A Polícia Federal (PF) concluiu que o banqueiro Daniel Vorcaro pagou diárias em um hotel em Lisboa para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) em 2024. 

A informação consta em um relatório das investigações da Operação Compliance Zero, produzido pela corporação em abril deste ano. O documento foi tornado público nesta terça-feira (16) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master na Corte.
Segundo a PF, mensagens de WhatsApp encontradas no celular do banqueiro revelam que Vorcaro solicitou a um aliado chamado Leo Serrano, no dia 18 de junho de 2024, a realização de reservas de hotel na capital portuguesa para “Ciro e Hugo”. De acordo com os investigadores, nomes se referem ao presidente da Câmara e ao senador.
Em seguida, o banqueiro enviou uma mensagem de áudio para Serrano e demonstrou preocupação com a privacidade do Hotel Four Seasons, local escolhido para a hospedagem.
“Após a realização das reservas, ainda no mesmo dia, Daniel Bueno Vorcaro encaminhou mensagem de áudio na qual demonstrou acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior”, diz o relatório.
Motta não é investigado pela PF. O senador está entre os investigados e já foi alvo de busca e apreensão autorizada pelo STF.
De acordo com a PF, o custo de cinco diárias no hotel foi de aproximadamente 3 mil euros, equivalente a R$ 18 mil. Uma fatura do pagamento foi encontrada no e-mail do banqueiro
“A própria invoice [nota fiscal] indica a contratação de “2x Jr. Suítes”, sendo uma destinada a Ciro Nogueira e outra a Hugo Motta, o que reforça a identidade dos beneficiários da despesa”, informou a corporação.
O relatório da Operação Compliance também revelou a proximidade entre Ciro Nogueira e Vorcaro. Segundo a PF, Ciro teve viagens pagas por Vorcaro a Paris, Nova Iorque e Courchevel, nos Alpes franceses.
Pelos cálculos da corporação, as viagens custaram mais de R$ 400 mil.
“Conclui‑se que o benefício econômico direto atribuído a Ciro Nogueira, decorrente das viagens internacionais examinadas no subtópico 5.3.4, perfaz o montante de R$ 468.721,78, sem considerar os gastos com voos privados”, concluiu a PF.
Na tarde de hoje, ao ser perguntado por jornalistas sobre o episódio, Motta disse que está “tranquilo” e que esteve em Lisboa para participar de um evento jurídico promovido pelo ministro Gilmar Mendes.
Até o momento, Ciro Nogueira não se pronunciou sobre o relatório da PF.
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A Percentagem de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC nº 32/15) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.

A PEC recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. O aval da percentagem representa o primeiro passo da tramitação da proposta, que agora seguirá para estudo de uma percentagem privativo antes de ser votada em dois turnos, no Plenário da Moradia.
A aprovação do parecer favorável do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), ocorreu em seguida mais de duas horas de intenso debate. Para o relator, a medida é juridicamente viável, não viola as chamadas cláusulas pétreas da Constituição Federalista, nem tratados internacionais.
A desenlace de Assis foi rebatida por deputados contrários à iniciativa, que argumentam que os direitos da puerícia e da juventude são cláusulas pétreas que não podem ser alteradas salvo com uma novidade constituinte.
“Esta é uma cláusula pétrea da Constituição. Ou seja, só pode ser modificada com uma novidade Constituição. E não estamos cá falando de uma novidade Constituição, mas sim de modificar a atual, modificando uma cláusula que não pode ser alterada”, alegou o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), para quem a PEC, se aprovada no Congresso Vernáculo, será barrada no STF.
“Não podemos iludir a população de que isto vai prosperar. Não vai. Vai chegar no STF e vai parar. E teremos feito um grande debate unicamente com cunho eleitoral”, acrescentou Veneri.
A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) endossou a tese de que a redução da maioridade penal é uma resposta populista, eleitoreira e que não resolverá os graves problemas da segurança pública.
“O pressuposto é que, com a ingressão destes jovens no sistema penitenciário, e não mais no sistema socioeducativo, teremos uma punição mais severa e à fundura das infrações que eles cometeram. Isto é uma pataratice. O índice de reentrada no sistema socioeducativo é de 23%. No sistema prisional é de 42%”, afirmou Sâmia.
A parlamentar argumentou que, segundo dados oficiais, unicamente 0,5% das infrações cometidas por adolescentes são consideradas crimes gravíssimos.
“Estamos propondo modificar todo o tratamento oferecido aos adolescentes [em geral] por desculpa de 0,5% […] quando levante Congresso Vernáculo deveria estar se dedicando a identificar onde estamos falhando para que haja tantos jovens cometendo crimes em vez de estarem sentados nos bancos escolares”, ponderou Sâmia.
Protector da proposta, o deputado Mendonça Fruto argumentou que o correto seria subordinar o tema a um referendo popular.
“Ninguém aguenta mais a violência no Brasil. Temos 44 milénio homicídios por ano. Vivemos um padrão de guerra social e fazemos de conta que esta veras não existe”, comentou Fruto, atribuindo a instabilidade a “leis frouxas” e à “impunidade” que, segundo ele, facilita a ação do delito organizado.
Ele admitiu que a redução da maioridade penal para 16 anos não vai resolver o problema da violência. Mas defendeu que, em conjunto com outros mecanismos legais, vai contribuir para o combate ao delito organizado.
“Tapume de 25% da população brasileira vive hoje sob a influência direta de milícias e de organizações criminosas que, inclusive, aliciam menores de 18 anos para praticar crimes porque, para elas, o dispêndio de fazer isto é barato”, disse.
O deputado Rodrigo de Castro (União-MG) também classificou a aprovação da PEC porquê um “evidente sinal” contra a impunidade, mas lamentou que a discussão, que se arrasta há anos no Congresso Vernáculo, tenha se transformado em um debate sobre aspectos ideológicos que zero têm a ver com a segurança pública. “Me constrange ver levante debate se tornar um debate de ideologias”.
Para Otoni de Paula (PSD-RJ), é um erro o Congresso Vernáculo discutir um projeto tão importante e polêmico porquê a redução da maioridade penal às vésperas de uma eleição.
“Por que não aprovamos a redução da maioridade penal durante os quatro anos do governo Bolsonaro já que tínhamos base para isso? Da mesma forma porquê não transformamos as facções criminosas em grupos terroristas. Tivemos quatro anos e não fizemos isto”, argumentou.
Ele afirmou que há risco de que, com a redução da maioridade penal, os criminosos passem a atrair crianças e adolescentes ainda mais novos.
“Porquê ficarão os adolescentes de 15 anos e 11 meses que cometeram crimes hediondos? Amanhã, vamos debater a redução para 14 anos? Depois para 12? Porque levante problema é estrutural. E a partir da redução da maioridade penal para 16 anos, o tráfico vai recrutar meninos inferior de 16 anos”, concluiu de Paula.
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu nesta terça-feira (9) o julgamento sobre a validade da divulgação de uma pesquisa intenção do voto para presidente da República promovida pela AtlasIntel.

A estudo do caso foi suspensa por um pedido de vista da ministra Estela Aranha. Até o momento, o placar do julgamento está 1 a 0 pela suspensão da pesquisa. Não há data para retomada do julgamento.
Ontem (8), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a divulgação do levantamento e entendeu que a pesquisa induziu as respostas dos eleitores.
A pesquisa foi divulgada no dia 19 de maio e apontou queda de cinco pontos na intenção de voto para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, posteriormente o surgimento da conversa do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O ministro atendeu ao pedido de suspensão feito pelo PL. O partido questionou perguntas relacionadas ao caso Master e disse que também foi apresentado aos eleitores o áudio no qual Flávio aparece pedindo quantia a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a decisão individual de Kassio, a pesquisa não pode permanecer publicada nos canais oficiais da empresa, ser republicada ou impulsionada nas redes sociais.
Na sessão de hoje, o plenário do TSE começou a sentenciar se a decisão do presidente será referendada.
Ao reafirmar seu voto, Kassio disse que há elementos consistentes para o verosímil “comprometimento da neutralidade metodológica” do questionário submetido aos eleitores e que citaram o caso Master.
“A existência de sequência de perguntas que, ao menos em raciocínio de cognição sumária, aparentam extrapolar a simples aferição neutra da opinião pública para introduzir estímulos narrativos possivelmente aptos a influenciar as respostas”, afirmou.
Depois o voto do relator, a ministra Estela Aranha pediu vista e o julgamento foi suspenso.
O legisperito Gualter Rafael Maciel Bezerra, representante da AtlasIntel, afirmou que o PL não apontou violação às regras para realização de pesquisas eleitorais e afirmou subjetivamente que Flávio foi prejudicado.
“O que se tem na representação é uma discordância da metodologia com relação a um vestuário político público e notório, qual seja, a relação de Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, com Daniel Vorcaro e a questão do Banco Master”, afirmou.
A advogada Maria Claudia Bucchianeri fez a resguardo do PL e disse que o interesse pela divulgação de “pesquisas íntegras” é apartidário.
“Essa pesquisa tem um problema inevitável, ela não trouxe a íntegra do questionário, porque ela incluiu um vídeo, que submeteu aos entrevistados, mas essa mídia não foi anexada, não foi sequer transcrita”, alegou.
Durante o julgamento, o ministro Dias Toffoli pediu um aparte para questionar se um instituto de pesquisa pode mostrar um áudio ou vídeo ao formular perguntas ao sufragista.
“Pode fazer vídeo? A gente sabe o que vai suceder, vai ter vídeo para tudo quanto é lado, e pesquisa que mostra aquele vídeo e depois faz a pergunta. Diante desse vídeo, você votaria em A, B ou C, votaria neste ou naquele. Vai ter vídeo até citando juízes. Não vamos ser ingênuos”, afirmou.
O ministro também disse que a decisão que será tomada pelo TSE vai fixar parâmetros para a divulgação de pesquisas de intenção de voto para as eleições de outubro.
“Vamos sentenciar o horizonte. Pesquisa pode tudo ou não pode zero, ou pode perguntas claras e objetivas, sem instigação. E qual seria esse limite do que é instigação ou que não é instigação”, completou.
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O governador em treino, Ricardo Couto, promoveu uma série de mudanças na estrutura do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Entre as principais alterações está a troca no comando do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ), oficializada no Quotidiano Solene desta segunda-feira (08/06).
Depois o pedido de destituição de Pedro Henrique de Oliveira Ramos, a presidência do órgão passou a ser ocupada por Gabryela Reis Dantas. O DER-RJ é responsável pela gestão e manutenção das rodovias estaduais.
Ao todo, o governo realizou 15 nomeações e exonerações em áreas consideradas estratégicas da governo pública.
Na segurança pública, Aristheu de Goes Lopes foi nomeado subsecretário-adjunto de Comando e Controle da Polícia Militar, Alessandro Raggio Santos assumiu a subcorregedoria da corporação e Ronaldo Martins Gomes da Silva passou a comandar o 5º Comando de Policiamento de Superfície (CPA).
O Rioprevidência também teve mudanças. Marcio Martins Rocha Ramos foi nomeado diretor do órgão, enquanto Jose Luis Martins da Silva assumiu a Gerência de Recursos Humanos.
No Instituto Estadual do Envolvente (Inea), Roberta Martins Pinto da Silva e Luciana Maria Baptista Ventura foram nomeadas diretoras-adjuntas. Já a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos passou a recontar com Dayane Gomes Silva Pumar de Paula uma vez que assessora-chefe.
As alterações atingiram ainda a Controladoria Universal do Estado (CGE), a Loterj, o Detran-RJ e a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas.
Segundo o governo, as mudanças fazem secção de uma reorganização administrativa voltada ao fortalecimento da gestão e à perenidade dos serviços públicos em áreas prioritárias do Estado.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política mercantil adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao proclamação de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.

“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos permanecer reclamando. Se não quiser investir cá, nós vamos procurar outro. O Brasil é possuidor do seu nariz. Isso cá é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos reverência”, acrescentou.
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Mercantil dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre secção das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no transacção com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, porquê operadoras de cartões de crédito, porquê MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Uno. O Brasil vai porquê convidado do anfitrião, o presidente gálico, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na moradia e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua resguardo de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Parecer de Segurança.
De contrato com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaço diretamente 21% do totalidade das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasiliano e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.
Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um contrato sobre a questão mercantil.
Os dois se reuniram na Moradia Branca e, na ocasião, o presidente brasiliano entregou documentos que comprovavam a relação mercantil favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit mercantil dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.
“Eu saí de lá convicto de que a gente estava estabelecendo uma novidade lógica no relacionamento democrático e urbano entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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Seis dias depois aprovação na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a graduação 6×1, segue sem tramitação no Senado. 

O presidente da Vivenda, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém silêncio sobre o curso da material, enquanto a oposição apresentou PEC selecção que preserva a graduação de seis dias de trabalho e a jornada de 44 horas semanais.
A PEC 12/2026 da oposição foi apresentada no dia seguinte à aprovação da PEC 221/2019, que acaba com a graduação 6×1 e reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 para 40 horas semanais.
Diferentemente da PEC aprovada na Câmara – que segue aguardando tramitação no Senado –, Alcolumbre despachou a proposta da oposição para a Percentagem de Constituição e Justiça (CCJ), no mesmo dia.
Procurada pela Dependência Brasil, a assessoria de Alcolumbre não se manifestou.
Para a pesquisador política Luciana Santana, professora da Universidade Federalista de Alagoas (Ufal), a morosidade na definição da tramitação da PEC no Senado demonstra certa “cautela institucional” de Alcolumbre.
“O silêncio do presidente do Senado pode ser interpretado uma vez que uma tentativa de evitar um posicionamento precoce diante de uma taxa que reúne poderoso base popular, mas também intensa resistência de setores empresariais e de segmento dos parlamentares”, destacou.
A professora acrescentou que, nos últimos dias, representantes dos empresários defenderam que a discussão ocorra de forma mais lenta, inclusive depois as eleições, “e têm pressionado o Senado por mudanças no texto”.
Lideranças governistas esperam a definição da tramitação depois a reunião de líderes que deve ocorrer na próxima semana, devido ao feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (4).
Nesta terça (2), as comissões e corredores do Senado estavam esvaziados. Há a previsão unicamente de uma sessão semipresencial – quando os senadores podem votar sem estarem presentes no Plenário.
A pesquisador política Luciana Santana acrescenta que Alcolumbre quer lastrar interesses contraditórios, com seu comportamento indicando mais uma estratégia para controlar o ritmo da tramitação do que uma repudiação oportunidade ao valor da PEC.
“Se açodar a PEC, atende à pressão social e evita o desgaste de ser visto uma vez que tropeço a uma taxa popular. Se retardar ou permitir alterações profundas, responde às preocupações de empresários e de grupos parlamentares que consideram a proposta precipitada”, acrescentou.
O texto da oposição prevê um regime de trabalho recíproco à carteira regida pela CLT. Nesse protótipo, a jornada deve ser definida por negociação direta e individual entre patrão e trabalhador, via contrato por hora trabalhada e não por jornada semanal.
A PEC da oposição mantém a graduação de até seis dias de trabalho na semana e 44 horas semanais. Outrossim, a jornada negociada valeria mais que acordos coletivos, negociados pelo conjunto dos trabalhadores de uma empresa ou setor com mediação de sindicatos.
A proposta selecção, de autoria do líder Rogério Marítimo (PL-RN), já conta com a assinatura de base de 41 senadores. Ele criticou a redução da jornada de trabalho no Brasil prevista na PEC aprovada na Câmara.
“[A PEC da oposição] preserva a liberdade de escolha do trabalhador e evita a adoção — com algumas exceções — de um protótipo único de jornada imposto de forma generalizada a todos os setores da economia”, disse o senador potiguar.
A mobilização da oposição é criticada pela líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que considera a medida um retrocesso e alerta que ela pode atrasar o término da graduação 6×1:
“Espero que haja momentos de reflexão, de negociação, de acordos e também de pressão social, porque o apelo popular do término da jornada 6×1 pegou, e pegou porque é uma veras de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras.”
A professora da Ufal Luciana Santana pondera que, ao perfurar espaço para propostas alternativas, o Senado pode modificar o texto e prolongar a tramitação da PEC.
“O Senado tradicionalmente se apresenta uma vez que uma morada revisora e tende a provar maior sensibilidade às pressões econômicas e federativas. Por isso, é provável que os senadores busquem introduzir ajustes, realizar audiências e ampliar o debate”, comentou.
A PEC que acaba com a graduação 6×1 deve ser analisada primeiro na CCJ, liderada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), antes de ir ao Plenário, onde precisa ser aprovada em dois turnos.
O presidente da CCJ informou que vai priorizar a votação da PEC da Câmara, que começou a tramitar primeiro que a da oposição, que teria que “entrar na fileira”, segundo Otto Alencar. O senador espera definir o relator na próxima semana, em conjunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A pesquisador política da Ufal Luciana Santana avalia que, mais importante que uma posição pública de Alcolumbre, é a definição do nome do relator e de um verosímil calendário de audiências públicas.
“São esses movimentos institucionais que mostrarão se o Senado pretende açodar, revisar ou efetivamente esfriar a tramitação da material”, disse a professora.
A próxima reunião da CCJ deve ocorrer em 10 de junho, quarta-feira da próxima semana. O governo espera votar a proposta até o final do mês. Um requerimento da oposição para realizar uma audiência pública no plenário da Vivenda foi revalidado, mas ainda sem data definida.
O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), espera que o Senado escute a demanda das ruas.
“Espera-se agora que o Senado Federalista cumpra sua subida responsabilidade política, sintonize-se com o clamor popular e aprove a material com a ligeireza que o momento histórico exige”, disse em cláusula publicado em um portal do PT.
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Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta terça-feira (2) recurso apresentado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro contra a decisão do tribunal que o condenou à inelegibilidade até 2030. Também foi mantida a pena do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. 

Apesar da decisão da Galanteio eleitoral, caberá ao Supremo Tribunal Federalista (STF) a decisão final sobre a realização de eleições diretas ou indiretas para o mandato-tampão de governador interino.
No dia 23 de março, Castro foi réprobo à inelegibilidade. O TSE aceitou pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) e condenou Castro por contratações irregulares na Instauração Meio Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). As irregularidades na Ceperj e na UERJ ocorreram na campanha eleitoral de 2022.
O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem apoio legítimo, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da gestão pública do Rio.
De contrato com a delação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.
A decisão do TSE julgamento não coloca um ponto final na discussão sobre as eleições para o governo interino do Rio. A vocábulo final será do STF.
O PSD, partido do pré-candidato Eduardo Paes, recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao procuração para executar o prazo de desincompatibilização e candidatar ao Senado. A medida foi vista uma vez que uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. O ex-governador poderia deixar o incumbência até o dia 4 de abril.
O pleito indireto ocorre por meio dos votos de deputados da Reunião Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O direto é realizado pelo voto popular.
A eleição para o mandato-tampão deve ser realizada porque a risco sucessória do estado está desfalcada.
O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o incumbência, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado não tem vice-governador.
Próximo na risco sucessória, o presidente da Reunião Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Douglas Ruas (PL), pediu para ocupar o comando do estado interinamente, mas o Supremo disse que ele deve esperar a decisão final da Galanteio sobre a questão. Ruas foi eleito em seguida o ex-presidente Rodrigo Bacellar ter o procuração cassado.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o incumbência de governador do estado.
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A percentagem privativo da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) por 34 votos favoráveis e quatro contrários o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a graduação de trabalho 6X1. 

O texto prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de folga e sem redução salarial.
O texto segue agora para o plenário da Vivenda para votação em dois turnos, onde precisará do espeque de, no mínimo, 308 parlamentares. A expectativa é que a proposta seja votada ainda nesta quarta-feira.
Apenas três deputados se pronunciaram contra a proposta na reunião: Gilson Marques (Novo-SC), Julia Zanatta (PL-SC) e Daniela Reinerh (PL-SC). Na sessão anterior, o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) já havia se pronunciado contra e foi o responsável por solicitar o pedido de vista.
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federalista (STF), votou nesta terça-feira (26) contra as mudanças feitas pelo Congresso para flexibilizar a Lei da Ficha Limpa, norma que impede a candidatura de políticos condenados nas eleições. O ministro não divulgou voto escrito.

Com a sintoma, o placar da votação virtual está 2 votos a 0 contra as alterações. Na sexta-feira (22), a relatora, Cármen Lúcia, também proferiu voto contrário a flexibilização da lei.
A Incisão julga uma ação protocolada pela Rede Sustentabilidade para derrubar a Lei Complementar 219 de 2025, que reduziu a resenha dos prazos de inelegibilidade.
Entre as principais mudanças, a lei unificou em 12 anos o prazo sumo de inelegibilidade para políticos condenados em diversas ações por improbidade administrativa.
Se esse dispositivo for validado pela Incisão, a decisão pode liberar as candidaturas de José Roberto Arruda ao governo do Recta Federalista, do ex-deputado Eduardo Cunha e dos ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Sérgio Cabral.
A lei também mudou marco de resenha do prazo de inelegibilidade de oito anos para políticos condenados. Pelo texto ratificado pelo Congresso, os oito anos devem descrever a partir da pena, e não em seguida o cumprimento da pena, uma vez que ocorre atualmente.
O julgamento virtual prossegue até sexta-feira (29). Faltam os votos de oito ministros.
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O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados anunciou nesta segunda-feira (11/4) que deixou a defesa do senador Ciro Nogueira no inquérito que apura suspeitas envolvendo o Banco Master.
A informação foi confirmada pelo advogado Antônio Carlos Almeida Castro, conhecido como Kakay, após nota que afirma que a decisão foi tomada em comum acordo com o parlamentar.
Sem muitos detalhes, o escritório informou que não continuará atuando no caso. A saída ocorre após o senador ser alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal em sua residência em Brasília na última quinta-feira (7).
A investigação, que tramita no Supremo Tribunal Federal, aponta uma suposta relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador envolvendo interesses políticos e financeiros ligados ao Banco Master. Segundo relatório da Polícia Federal enviado ao STF, os investigadores suspeitam que Ciro tenha atuado em defesa de interesses do grupo empresarial no Congresso.
De acordo com a apuração da PF, o parlamentar teria recebido vantagens econômicas e patrimoniais enquanto mantinha interlocução política favorável ao banco.
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