Notícias e bastidores da Política
A visão crítica e independente sobre a política nacional.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai relatar as ações que contestam a constitucionalidade da Lei da Dosimetria, promulgada nesta sexta-feira (8) pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Moraes foi relator das ações penais em que os acusados foram apenados. A norma permite a redução das penas dos réus que foram condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Até o momento, o Supremo recebeu ações protocoladas pela Federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).
Os partidos e a associação contestam a deliberação do Congresso, que, na semana passada, derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei.
Para a federação, a redução das penas incide sobre crimes contra a democracia e representa uma “gravidade institucional”.
“Trata-se de matéria que transcende interesses individuais e alcança a própria preservação da ordem democrática e da integridade das instituições republicanas, circunstância que exige atuação cautelar firme e imediata do Supremo Tribunal Federal”, afirmaram os partidos.
No entendimento da ABI, a lei “banaliza” os ataques à democracia brasileira.
“A multidão que pega em armas e se propõe a abolir o Estado Democrático de Direito de forma violenta, por meio de golpes de Estado, deve ter os seus membros mais fortemente sancionados pelo Direito Penal exatamente pelo potencial que têm de agir sem quaisquer amarras morais”, defendeu a entidade.
Após ser escolhido relator do caso, Moraes deu prazo para cinco dias para a Presidência da República e o Congresso se manifestarem sobre a questão.
Em seguida, será a vez da Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Depois de receber as manifestações, o ministro vai decidir se a lei será suspensa. Não há prazo para decisão.
A federação partidária formada pelo PT, PCdoB e PV também anunciou que vai contestar a Lei de Dosimetria no Supremo.
Segundo os partidos, não há qualquer justificativa constitucional para que crimes contra a democracia tenham penas abrandadas.
“Os crimes contra o Estado Democrático de Direito constituem o núcleo mais grave de ofensas ao ordenamento jurídico, pois atentam contra as próprias bases do sistema constitucional”, argumentaram as legendas.
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A Polícia Federal (PF) afirma ter indícios de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebia pagamentos mensais que variaram entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

Ele também teria outras benesses, como o custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas em restaurantes. Também desfrutava de voos privados e de imóveis de alto padrão pertencentes a Vorcaro.
Essas informações constam da representação que a PF apresentou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e que resultou na deflagração da 5ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (7).
Em troca dessas vantagens, o senador apresentava projetos de lei de interesse do banqueiro, como a Emenda nº 11, que Nogueira apresentou à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65, em agosto de 2024.
O texto, que depois ficou conhecido como Emenda Master, ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
De acordo com os investigadores, o texto foi elaborada por assessores do Banco Master e entregue na residência de Ciro Nogueira, para que ele apresentasse ao Congresso.
Segundo as investigações da PF, Vorcaro teria dito a interlocutores que a emenda “saiu exatamente como mandei” – fato que, segundo os mesmos interlocutores, tinha potencial para “sextuplicar” os negócios do Master, provocando verdadeira “hecatombe” no mercado.
Ainda segundo as diligências, por conta da suposta conduta parlamentar em favor de Vorcaro, Nogueira recebeu outras vantagens econômicas indevidas, como a aquisição, por apenas R$ 1 milhão, de participação societária na empresa Green Investimentos S.A. equivalente a R$ 13 milhões.
A participação societária na Green foi formalmente adquirida pela CNLF Empreendimentos Imobiliários, administrada por Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira.
O senador Ciro Nogueira é o atual presidente do Partido Progressista (PP) e foi ministro-chefe da Casa Civil em 2021 e 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Analisando as informações da Polícia Federal, o ministro André Mendonça afirma que “os autos reúnem diversos elementos de prova, dentre os quais se destacam comprovantes bancários de transferências, registros de viagens e mensagens eletrônicas trocadas, em tese, entre integrantes da organização criminosa”.
“Os elementos descritos na representação são suficientes para indicar, em tese, o estabelecimento de um arranjo funcional e instrumentalmente orientado para obtenção de benefícios mútuos, extrapolando relações de mera amizade, entre o senador Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro.”
Com base nos indícios apresentados pela PF e no parecer do Ministério Público, o ministro André Mendonça proibiu Ciro Nogueira de manter qualquer tipo de contato com investigados na Operação Compliance Zero, bem como testemunhas no inquérito.
Também decretou a prisão temporária, por cinco dias, de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, apontado como operador financeiro do banqueiro e operador da aquisição societária da Green Investimentos pela CNLF. Cançado foi detido na manhã de hoje.
Mendonça também proibiu o irmão de Ciro Nogueira de deixar o país. Silva Nogueira Lima terá de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com investigados e testemunhas do inquérito da Compliance Zero.
Em nota, o advogado do senador repudiou “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”, reiterando o compromisso de “contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.
“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completa.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas de Felipe Cançado Vorcaro e de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (7) uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
O presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), está entre os alvos, segundo informações obtidas .
A PF cumpre mandados de busca e apreensão no endereço dele em Brasília, nesta manhã.
Ao todo são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
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O governador em exercício, Ricardo Couto, voltou a fazer uma série de exonerações nesta quinta-feira (30). Segundo o Palácio Guanabara, em quase 40 dias 1.477 comissionados foram desligados das suas funções. Só nesta quinta, 58 nomeados foram dispensados, entre eles, o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e funcionários do Rioprevidência.
A previsão é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”.
A estimativa do governo com as exonerações é de uma economia anual de até R$ 85 milhões. As demissões atingem cargos comissionados e são justificadas pela necessidade de reorganização administrativa, corte de gastos e combate a possíveis irregularidades, incluindo casos de servidores sem função efetiva.
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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (29), por 16 votos a 11, a indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). O atual advogado-geral da União passou por sabatina no colegiado que durou cerca de oito horas. O nome de Messias segue agora para a análise do plenário.
Para a aprovação no plenário, serão necessários ao menos 41 votos. Se receber o aval dos senadores, o indicado estará apto a assumir a função de ministro do Supremo e ocupará a vaga deixada com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Messias foi indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro do ano passado. Desde então, ele já passou a percorrer os gabinetes dos senadores em busca de vencer a resistência ao seu nome. A indicação, no entanto, só foi formalizada pelo governo em abril. O Executivo segurou o envio para ganhar tempo de articulação de apoio.
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A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou pela inelegibilidade do deputado federal Carlos Jordy (PL) por oito anos, em um processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação trata de supostas irregularidades na campanha para a Prefeitura de Niterói em 2024.
A denúncia foi apresentada pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). Segundo a acusação, Jordy e a então candidata a vice-prefeita, Alexandra da Conceição, teriam se beneficiado de um esquema de abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação durante a disputa eleitoral.
Na eleição, Jordy foi derrotado por Rodrigo Neves.
O caso chegou ao TSE após recurso da coligação de Neves. Em 2025, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) havia absolvido o deputado das acusações.
Em manifestação enviada ao TSE, a PGE se manifestou pela condenação e pela aplicação da pena de inelegibilidade por oito anos.
A defesa de Carlos Jordy afirmou que o parecer da PGE não reflete as provas do processo.
“A defesa do deputado federal Carlos Jordy esclarece que o parecer não reflete as provas do processo, limitando-se a repetir argumentos do Ministério Público Eleitoral. No julgamento, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), por unanimidade (7 a 0), rejeitou o recurso e absolveu o parlamentar, reconhecendo a ausência de participação nos fatos.
A defesa reafirma confiança na Justiça Eleitoral e entende que eventual novo recurso não deve prosperar, já que a matéria foi devidamente analisada nas instâncias anteriores com base no conjunto probatório”, disse em nota.
O julgamento será feito pelo plenário do TSE, em data ainda a ser definida.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu o julgamento virtual do processo em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é acusado de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento começou na sexta-feira (17). Até o momento, o placar está 4 votos a 0 pela condenação do ex-parlamentar.
Além de Alexandre de Moraes, relator, os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. A data para retomada do julgamento ainda não foi definida.
O processo foi movido pela deputada contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.
Em 2021, ele escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.
Moraes votou pela condenação e aplicou pena um ano de prisão em regime aberto. O ministro entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada.
“A divulgação realizada pelo réu revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora, tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, afirmou.
Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.
O ex-deputado está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.
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O PDT entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira, pedindo a anulação da eleição que levou o deputado Douglas Ruas (PL) à presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), a sigla representada no parlamento pelos deputados estaduais Martha Rocha e Vitor Júnior também solicita a convocação de um novo pleito, mas desta vez com voto secreto.
O partido afirma, na peça, que a escolha do deputado Douglas Ruas “configurou inequívoca afronta a preceitos fundamentais da Constituição da República, notadamente à liberdade de exercício do mandato parlamentar, à autonomia do Poder Legislativo, ao princípio da moralidade administrativa, ao devido processo legislativo e à própria integridade do regime democrático, comprometendo a legitimidade do processo deliberativo e a autenticidade da vontade institucional formada”.
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O ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD), cumpriu agenda estratégica em Duque de Caxias neste domingo (19). Ao lado da família Reis, Paes visitou o novo programa municipal de Segurança Pública e aproveitou para reforçar a aliança com o MDB, consolidando o nome de Jane Reis como sua pré-candidata a vice-governadora.
A visita, guiada pelo prefeito Netinho Reis (MDB) e pelo ex-prefeito Washington Reis, serviu como plataforma para o discurso de segurança de Paes. O pré-candidato defendeu um modelo de cooperação onde o Estado foque no combate ao crime organizado, enquanto as prefeituras assumam maior protagonismo no ordenamento urbano.
Aposta na integração policial
Para Paes, o fortalecimento das Guardas Municipais armadas — projeto defendido tanto por Netinho em Caxias quanto por Eduardo Cavaliere no Rio — é a chave para liberar as forças estaduais para missões complexas.
“Isso vai fazer toda diferença: as guardas municipais focadas no combate a roubos e furtos, permitindo às forças policiais combater territórios dominados, tráfico e milícias. Teremos um estado mais seguro”, afirmou Paes.
O ex-prefeito pontuou que, embora a responsabilidade primária seja do Estado (PM e Polícia Civil), a parceria com os municípios é indispensável para a eficácia das políticas públicas.
Estratégia e Representatividade
A confirmação de Jane Reis (MDB) na chapa majoritária é vista por analistas como um movimento cirúrgico para romper resistências na Baixada Fluminense. A escolha atende a três frentes principais:
A movimentação marca uma união pragmática entre o PSD de Paes e o MDB de Washington Reis — este último, um aliado histórico de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Cláudio Castro. Atualmente, Washington enfrenta o desafio de reverter sua inelegibilidade, devido a uma condenação por crime ambiental, em recurso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar dos passados políticos distintos, a aliança foca no futuro imediato: utilizar a estrutura de prefeitos e lideranças regionais do MDB para pavimentar o caminho de Paes rumo ao Palácio Guanabara.
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O deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito, nesta sexta-feira (17), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A votação foi marcada por um boicote da oposição, que não concordou com o formato aberto e deixou o plenário.
Ruas comandará o Legislativo fluminense até o fim de 2026. Único inscrito na disputa, o parlamentar também é pré-candidato ao governo do estado nas próximas eleições.
O parlamentar foi eleito por 44 votos favoráveis. Havia 45 deputados presentes na votação e 25 ausentes. Eram necessários 36 parlamentares na votação. Além de Douglas Ruas, também foi eleito o deputado Doutor Deodalto (PL), para assumir o cargo de 2º secretário.
Ao longo da semana, nove partidos, PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV, entraram com um pedido para suspender a eleição, mas a solicitação foi negada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O boicote foi uma forma de protesto contra a decisão judicial que manteve o voto aberto. Paralelamente à retirada da candidatura de Vitor Junior (PDT), um grupo formado por 25 deputados de nove partidos já havia anunciado que não participaria da votação.
No último dia 26, Douglas chegou a ser eleito presidente da Alerj em uma sessão extraordinária, que foi questionada e anulada no mesmo dia pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Isso porque havia uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinando a retotalização dos votos das eleições de 2022, por causa da cassação do mandato do ex-deputado Rodrigo Bacellar (União). No entanto, a Assembleia Legislativa não seguiu a determinação e abriu uma votação interna sem cumprir a determinação da Corte.
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