Notícias e bastidores da Política
A visão crítica e independente sobre a política nacional.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, no último dia 6 de julho, o bloqueio de R$ R$ 6.150.378 do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

A decisão foi motivada por suspeita de direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, mesmo sem mandato eletivo. A destinação de emendas é uma prerrogativa de parlamentares em exercício.
A decisão se tornou pública neste domingo (12), após o levantamento do sigilo judicial.
“Das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação”, disse o ministro do STF.
Em nota enviada à imprensa, a defesa do ex-deputado negou irregularidades e disse rejeitar a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.
Os advogados afirmam que o ex-parlamentar não foi ouvido nem intimado nesse processo, e que tomou conhecimento da decisão pela imprensa.
O ministro relator da Petição nº 16.290/DF também reconheceu a conexão entre o encaminhamento de recursos públicos para Minas Gerais pelo ex-presidente da Câmara e os fatos investigados na primeira etapa da “Operação Transparência”.
A investigação bloqueou R$ 119 milhões do presidente do Partido Liberal (PL), o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, por indicação irregular de emendas parlamentares.
Durante a “Operação Transparência”, a Polícia Federal (PF) identificou, a partir da análise do aparelho celular da servidora da Câmara dos Deputados Mariangela Fialek, mensagens e planilhas que indicam um esquema de direcionamento de emendas comandado pelo ex-deputado Eduardo Cunha. O político não exerce mandato no Congresso desde que teve seu mandato cassado em setembro de 2016 e foi preso pela Operação Lava Jato.
Dino detalhou que Fialek, apelidada de Tuca, é investigada por ser “a responsável pela organização e encaminhamento das emendas do que se convencionou chamar de orçamento secreto”. O ministro ainda aponta que o orçamento secreto é popularmente reconhecido como uma forma indiscriminada de distribuição de recursos públicos.
Na decisão, Flávio Dino cita o comprometimento da integridade do sistema de emendas, com a grave distorção da destinação de recursos. “Fala-se de um espaço aberto para pagamentos motivados por interesses privados ou eleitorais, e não por critérios técnicos ou parlamentares.”
Segundo Flávio Dino, o direcionamento de orçamento público a partir da “atribuição artificial de status decisório a pessoa estranha à função formal” configura o cometimento de crime de peculato-desvio (Art. 312 do Código Penal).
O peculato é caracterizado quando um funcionário público prejudica a própria administração pública ao desviar valor ou qualquer bem de que tem a posse em razão do cargo, ainda que não haja enriquecimento pessoal direto e imediato do servidor executor.
“Não restam dúvidas de que as ações ora investigadas causaram prejuízo ao erário, no ponto em que emendas representativas de mais de R$ 6,1 milhões foram forjadamente encaminhadas e desviadas”.
“O fato de que um terceiro não atuante no parlamento brasileiro tinha o poder e a ingerência sobre o direcionamento do orçamento público é gravíssimo e materializa o que de mais nefasto há em termos de desvios envolvendo o tema do orçamento secreto”, frisou o ministro Dino nos autos.
Para tornar indisponíveis todos os bens do investigado, até o valor total do prejuízo estimado (R$ 6.150.378), Flávio Dino determinou uso do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), da ferramenta Restrições Judiciais sobre Veículos Automotores (Renajud) e do cadastro da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (Cnib).
Além de decretar o bloqueio e sequestro de ativos financeiros e patrimoniais do ex-parlamentar, o ministro suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas associadas às emendas sob suspeita, impedindo novos empenhos, liquidações ou pagamentos.
Dino também intimou a Câmara dos Deputados, a Advocacia Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a cumprirem a ordem.
A AGU deve comunicar formalmente os municípios beneficiários afetados, em até dez dias.
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB) terá que, em dez dias, apresentar os documentos que comprovem a tramitação interna, de modo individualizado, das emendas identificadas pela Polícia Federal.
No mesmo prazo, a Câmara dos Deputados, a Advocacia Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) devem informar as providências adotadas para o cumprimento desta decisão.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu, nesta sexta-feira (10), liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella, do União Brasil.
A decisão também alcança o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Os dois haviam sido presos em flagrante pela Polícia Federal na última terça-feira (7), durante as buscas realizadas na sexta fase da Operação Unha e Carne.
A investigação apura a atuação de organizações criminosas violentas e suas possíveis conexões com agentes públicos no Estado do Rio de Janeiro.
Canella foi preso por porte ilegal de arma de fogo depois que agentes encontraram um fuzil calibre 5,56, pertencente à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, dentro de um de seus veículos.
A defesa sustenta que o armamento pertencia ao policial militar responsável pela segurança do ex-prefeito. Durante o depoimento à Polícia Federal, Canella negou ser o proprietário do fuzil.
Após a decisão, o pré-candidato publicou a mensagem: “Volto ainda mais forte”.
Alexandre de Moraes reconheceu a legalidade das prisões em flagrante, mas entendeu que a manutenção dos investigados na cadeia poderia ser substituída por medidas cautelares.
Para deixar a prisão, Canella e Antônio Gomes deverão usar tornozeleira eletrônica e permanecer em casa durante o período noturno e nos finais de semana.
A decisão também determina comparecimento semanal à Justiça, entrega dos passaportes e suspensão imediata do porte de armas.
O descumprimento de qualquer uma das condições poderá resultar no retorno dos investigados à prisão.
O ministro também determinou que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro apresente, no prazo de cinco dias, esclarecimentos sobre a situação funcional dos envolvidos e a origem das armas apreendidas.
Canella foi prefeito de Belford Roxo e atualmente é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil. A soltura ocorre quatro dias após a prisão durante a operação da Polícia Federal.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) o bloqueio de R$ 119 milhões em bens que estão em nome do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

A decisão é um desdobramento da Operação Transparência, na qual a Polícia Federal (PF) investiga desvios de emendas.
Na decisão, Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal.
“Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Valdemar Costa Neto, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos”, afirmou Dino.
De acordo com as investigações, as indicações irregulares de emendas ocorriam por meio de funcionários da Câmara.
A PF apupou que funcionários da liderança do PL entravam em contato com uma servidora responsável pelo registro das emendas e solicitava a inclusão das indicações de recursos em nome de Valdemar.
Em uma mensagem descoberta pelos investigadores, Garigham Amarante Pinto, apontado como interlocutor direto de Valdemar, procurou a servidora Mariângela Fialek para saber se as indicações foram formalizadas.
“No dia seguinte (26/08/2025), Garigham cobra a Mariâgela: ‘Fechou o valor do Pres Valdemar?’, uma provável referência ao presidente do PL. Mariângela responde: ‘Se puder trocar tudo turismo ótimo’. Em resposta a essa mensagem, Garigham diz: “24 milhões tá bom”, diz trecho da investigação.
De acordo com o material apurado pela PF, foram registradas 21 emendas em nome de Valdemar, que totalizam R$ 119 milhões, valor bloqueado pelo STF para garantir o ressarcimento em caso de condenação.
Os valores foram registrados entre os anos de 2024, 2025 e 2026.
A emenda com maior valor foi R$ 24 milhões, destinada ao município de Porto Seguro (BA). Em seguida, aparecem duas emendas de R$ 15,8 milhões e R$ 11 milhões para Suzano (SP).
Os municípios de Mogi das Cruzes (SP), Rio de Janeiro, Caraguatatuba (SP) e Dom Eliseu (PA) também receberam indicações de emendas do presidente do PL.
Na decisão em que determinou o bloqueio dos bens de Costa Neto, o ministro Flávio Dino ressaltou que o ex-deputado não tem direito à indicação de emendas.
“A espantosa ascendência que alguns servidores da Câmara dos Deputados parecem atribuir ao investigado Valdemar Costa Neto contrasta com a ausência de título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público, sejam quais forem os valores, sejam quais forem os seus destinatários”, afirmou o ministro.
A Agência entrou em contato com a assessoria de imprensa do PL e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.
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Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado no palanque de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), virou alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (7). A ação ocorreu na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
A proximidade com o núcleo bolsonarista também ajudou a projetar Canella como nome útil para o Senado. Rogéria Bolsonaro passou a ser associada à chapa, reforçando a ligação do ex-prefeito com a família Bolsonaro e ampliando sua presença no desenho político da direita no Rio.
Com a operação da PF, porém, o cenário mudou. Canella deixa de ser apenas uma alternativa eleitoral e passa a carregar o peso de uma investigação sensível, envolvendo lavagem de dinheiro, setor de combustíveis e possível participação de agentes públicos. O desgaste atinge diretamente a estratégia de Flávio Bolsonaro para 2026.
Canella, que era tratado como solução para fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro, agora se torna mais um problema político. A investigação não representa condenação, mas coloca o pré-candidato no centro de uma apuração com potencial de influenciar diretamente a eleição de 2026 no Rio de Janeiro.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à manutenção do atual regime de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parecer, assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, baseou-se diretamente nas conclusões da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que apontaram a ausência de infrações que pudessem comprometer a execução da pena do ex-mandatário. Conforme o documento, “não há como imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena”.
Apesar de referendar a permanência de Bolsonaro no regime domiciliar, o chefe da PGR adotou uma postura rígida em relação à devolução de uma pistola de propriedade do ex-presidente, que havia sido apreendida pelas autoridades de segurança. Gonet argumentou que a atual situação jurídica de Jair Bolsonaro é frontalmente incompatível com o porte ou a posse de armamentos, haja vista as exigências legais para o controle de armas no país.
Diante do cenário, a manifestação ministerial foi conclusiva pelo prosseguimento da execução penal nos moldes atuais, mas sem a restituição do objeto. “A manifestação é, assim, pelo regular prosseguimento da execução no regime em que se encontra, mantendo-se a pistola apreendida”, sentenciou Gonet.
A manifestação da PGR atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que solicitou o parecer da procuradoria e abriu igual prazo para a manifestação da defesa do ex-presidente. O caso teve origem após a apreensão da pistola com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz de rotina realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), na região administrativa de Taguatinga.
O inquérito conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) resultou no indiciamento do agente do GSI, Estácio Leite da Silva Filho, pelo crime de porte ilegal. No entanto, o relatório final enviado ao STF isentou o ex-presidente de responsabilidade criminal direta pelo episódio específico do flagrante. Segundo os investigadores da PCDF, a pistola possuía registro válido e devidamente confirmado pelo Exército Brasileiro, não havendo restrições que, na época do fato, impedissem Bolsonaro de mantê-la guardada em sua residência.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolveu nesta terça-feira (30/06) o processo que discute como será escolhido o governador para um eventual mandato-tampão no Estado do Rio de Janeiro. Com isso, o caso está liberado para voltar à pauta da Corte.
Agora, caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, definir a nova data do julgamento. Como esta terça-feira marca o último dia de atividades antes do recesso do Supremo, a expectativa é que a análise seja retomada em agosto.
O processo estava parado desde abril, quando Flávio Dino pediu vista e interrompeu o julgamento. A Corte discute se a eleição para o comando temporário do Palácio Guanabara deve ser direta, com voto da população, ou indireta, com escolha feita pelos deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Quando o julgamento foi suspenso, o placar estava em 4 a 1 para que a escolha do governador tampão seja feita por eleição indireta, dentro da Alerj. Votaram por esse modelo os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.
O relator, ministro Cristiano Zanin, foi o único a votar pela realização de eleição direta. A ação foi apresentada pelo diretório estadual do PSD, que defende a escolha do governador interino por meio do voto popular.
A decisão do STF definirá o caminho para a sucessão no governo estadual após a saída de Cláudio Castro (PL). O ex-governador renunciou ao cargo antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que depois manteve sua condenação à inelegibilidade.
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24), em suas redes sociais, que deixará a liderança do governo no Senado. Na nota, Wagner informa que a decisão foi tomada, em comum acordo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu hoje no Palácio da Alvorada. 

“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado. Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil”, diz o comunicado.
No dia 18 de junho, a Polícia Federal realizou ação de busca e apreensão nas residências do senador em Brasília e Salvador. Os agentes acusam Jaques Wagner de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
Em entrevista à Band News no mesmo dia, Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria se reunido com o banqueiro Daniel Vorcaro em pelo menos uma outra ocasião além do encontro já admitido publicamente pelo parlamentar no fim de 2025. A nova informação reforça o histórico de contatos entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o controlador do Banco Master.
Segundo informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, houve outras conversas presenciais. Uma delas ocorreu ainda no primeiro semestre do ano passado, na mansão que Vorcaro alugava em Brasília. O encontro teria sido realizado de forma reservada, apenas entre os dois.
A revelação surge semanas após vir a público que Flávio e Vorcaro haviam mantido conversas para tratar do financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em maio, foi divulgado que os dois discutiram a possibilidade de aporte de 24 milhões de dólares para a produção cinematográfica, valor equivalente a R$ 134 milhões pela cotação da época.
Reuniões além do encontro admitido
Até então, o encontro mais conhecido entre os dois havia ocorrido no fim de novembro de 2025. Na ocasião, Flávio reconheceu ter ido à residência de Vorcaro, em São Paulo, para, segundo relatou, “dar um ponto final” às negociações relacionadas ao financiamento do longa-metragem sobre a trajetória política do ex-presidente.
As novas informações indicam, porém, que os contatos presenciais entre o senador e o banqueiro não se limitaram àquela reunião.
Ainda de acordo com Lauro Jardim, a mansão ocupada por Vorcaro em Brasília recebia visitantes de diferentes campos políticos e institucionais. O imóvel também teria sido frequentado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
A informação chama atenção pelo fato de Moraes ser um dos principais protagonistas dos processos envolvendo Jair Bolsonaro e aliados do ex-presidente, além de ser frequentemente alvo de críticas do grupo político bolsonarista.
A divulgação de mais um encontro entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ocorre em meio à continuidade das investigações e dos desdobramentos envolvendo o Banco Master, ampliando o interesse sobre as relações políticas e empresariais mantidas pelo banqueiro nos últimos anos.
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O deputado estadual Val Ceasa (PRD) compareceu à sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (18), horas após ser alvo de uma operação do Ministério Público do Estado e da Polícia Civil. O parlamentar é investigado por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Ao discursar no plenário da Alerj, o parlamentar afirmou que foi surpreendido pela chegada dos agentes em sua casa e classificou a operação como um episódio constrangedor.
Ainda assim, disse considerar positiva a realização de uma investigação que, segundo ele, ocorre de forma séria e sem motivações políticas, acrescentando que entende o papel das autoridades encarregadas da apuração.
“Todo mundo poder ser investigado. O filho do presidente Lula está sendo, imagina esse humilde deputado da Zona Norte do Rio”, afirmou.
Embora tenha dito compreender a atuação dos órgãos de investigação, Val Ceasa afirmou que ficaria “triste” se descobrisse ser alvo de perseguição política.
Ele comparou sua situação à do vereador carioca Salvino Oliveira (PSD), que também enfrentou investigação por supostas ligações com organizações criminosas, no caso envolvendo suspeitas relacionadas ao Comando Vermelho.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve deixar para agosto a retomada da discussão sobre as eleições suplementares para o governo do Rio, o chamado mandato-tampão.
A decisão pode ficar já para o início do período eleitoral e pode servir de indicativo sobre a dinâmica entre o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no cenário das eleições de 2026.
O ministro Flávio Dino, que suspendeu a discussão sobre o mandato-tampão no Rio, tem sinalizado que, para retomar o julgamento no STF, é necessário aguardar o fim de toda a tramitação do caso Castro no TSE. O prazo para que o ministro devolva a ação para julgamento se encerra no dia 9 de julho, no meio do recesso Judiciário.
O ex-governador Cláudio Castro (PL) foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico, ficando inelegível por oito anos.
Ao retomar o julgamento do caso Castro, no último dia 2, o TSE não apenas rejeitou os recursos apresentados por Castro, como também negou o pedido do Ministério Público Eleitoral para que fosse declarada a cassação de seu diploma.
A decisão tem impacto direto sobre a definição do modelo de sucessão no Rio de Janeiro. É justamente essa questão — se haverá eleição direta ou indireta para o mandato-tampão — que passou a ser discutida no STF.
O julgamento foi interrompido com placar de 4 votos a 1 a favor da realização de eleições indiretas, nas quais a escolha do governador seria feita pelos deputados estaduais do Rio. Votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia. Até o momento, apenas o relator, Cristiano Zanin, defendeu a realização de eleições diretas.
Apesar da desvantagem momentânea, a corrente favorável ao voto popular ainda pode ganhar maioria. Isso porque os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino já sinalizaram que devem acompanhar o entendimento de Zanin. Com isso, as atenções se voltam para os votos de Dias Toffoli e do presidente da Corte, Edson Fachin, que podem definir o desfecho do julgamento.
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