Notícias e bastidores da Política
A visão crítica e independente sobre a política nacional.
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A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta segunda-feira (10) o cumprimento da sentença que condenou o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) a suspensão dos direitos políticos por oito anos. A principal consequência é sua inelegibilidade, o que ainda deve ser analisado pela Justiça Eleitoral.
A decisão é do juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele afirma que o caso transitou em julgado depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) negou recurso a Garotinho.
O ex-governador foi condenado por improbidade administrativa no esquema de desvio de verbas na Saúde, na época em que era secretário de governo na gestão de sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho.
Defesa contesta decisão da Justiça
A defesa de Anthony Garotinho contestou a decisão da Justiça do Rio e disse que “persistir na execução de uma pena já exaurida viola a Lei de Improbidade e a segurança jurídica”. Veja abaixo a íntegra da nota da defesa de Garotinho.
A defesa de Anthony Garotinho contesta, com veemência, a decisão proferida em 10 de agosto de 2026, pelo Juízo da 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital, que determinou a comunicação da suspensão dos direitos políticos ao TRE-RJ e ao TSE.
“Aquele r. Juízo foi informado por nós, em defesa, que o título condenatório transitou em julgado, juridicamente, em 1º de agosto de 2018. Os recursos seguintes foram inadmitidos por intempestividade, de modo que as decisões posteriores dos Tribunais Superiores possuem natureza meramente declaratória e efeitos anteriores (ex tunc), conforme pacífica orientação do Supremo, do STJ e do próprio Tribunal Superior Eleitoral. A suspensão dos direitos políticos, portanto, se exauriu em 1º de agosto de 2026.
Conforme informado por nós, àquele Juízo, repita-se, a certidão formal de trânsito em julgado não cria o marco temporal; apenas o documenta. Sendo assim persistir na execução de uma pena já exaurida viola o art. 20 da Lei de Improbidade, viola a segurança jurídica e também viola a própria limitação temporal fixada no título“.
A defesa assim reitera sua convicção de que o sr. Anthony Garotinho está em pleno gozo dos seus direitos políticos, circunstância esta que certamente será reconhecida quando da apreciação do registro de sua candidatura ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro, pela Justiça Eleitoral do Brasil.
MP pediu execução da condenação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) havia pedido à Justiça a execução imediata da condenação por improbidade administrativa do ex-governador Anthony Garotinho e a suspensão de seus direitos políticos.
O pedido foi baseado em uma condenação relacionada a irregularidades em um programa de saúde de 2005. Segundo o MPRJ, não há mais possibilidade de recurso, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proferida no ano passado e confirmada pelo ministro Dias Toffoli.
Na petição, o promotor Alexey Kolouboff solicitou que a Justiça determinasse, com urgência, o cumprimento da sentença e comunicasse o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a suspensão dos direitos políticos de Garotinho.
O promotor também destacou a necessidade de uma decisão rápida em razão do calendário eleitoral, já que o período de registro de candidaturas está em andamento. Garotinho é candidato ao governo do estado pelo Republicanos.
Defesa alega prescrição
A defesa de Garotinho afirmou que o pedido do MP não tem “amparo jurídico” porque a condenação de Garotinho está prescrita. Veja abaixo íntegra da nota de Garotinho.
“A defesa do ex-governador Anthony Garotinho esclarece que, embora o membro do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) tenha protocolado petição requerendo a execução da sentença, esse pedido não altera a atual situação jurídica do processo.
A defesa sustenta que a pretensão relacionada ao caso encontra-se prescrita desde o mês de junho, razão pela qual considera que a execução pretendida não encontra amparo jurídico.
A defesa ressalta ainda que a situação jurídica do ex-governador será demonstrada nos autos competentes e, se necessário, adotará as medidas cabíveis para resguardar a correta divulgação dos fatos e evitar a propagação de informações que considera equivocadas.
Por fim, os advogados reiteram confiança no Poder Judiciário e afirmam que eventuais questões relacionadas à elegibilidade deverão ser apreciadas pela Justiça Eleitoral no momento oportuno, à luz do quadro jurídico vigente.“
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O Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta segunda-feira (10), após o recesso parlamentar. Embora a Constituição determine o retorno em 1º de agosto, Câmara dos Deputados e Senado Federal estenderam a pausa por mais uma semana.
Para compensar, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), definiu ainda em julho um calendário com semanas específicas de “esforço concentrado”, permitindo que os deputados se dediquem às campanhas eleitorais em suas bases. O modelo também foi adotado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Entre agosto e outubro, as sessões das duas Casas ocorrerão em apenas duas semanas. Além desta semana, o Congresso terá atividades concentradas entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro.
Na Câmara, os líderes partidários se reúnem nesta terça-feira (11) para definir a pauta da semana. Um dos projetos com possibilidade de votação é o que permite utilizar receitas extras do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis, enviado pelo governo ao Congresso em abril.
Segundo a relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), há um acordo encaminhado para a votação da proposta nesta semana. “Há previsão de votar”, afirmou. Ela disse ainda que pretende finalizar o parecer ao longo dos próximos dias.
Com as campanhas eleitorais já em andamento nos estados, no entanto, Hugo Motta deverá enfrentar dificuldades para colocar em votação projetos de maior viés ideológico, como o projeto de combate à misoginia, defendido por partidos de esquerda.
Líderes partidários ouvidos pela reportagem afirmam que o governo articula a inclusão do projeto na pauta em troca da votação de propostas de interesse da direita, como a que aumenta o limite de faturamento anual dos Microempreendedores Individuais (MEIs). Até o momento, porém, não houve acordo para a elaboração dos relatórios das duas propostas.
“Chance nenhuma”, afirmou o líder do Republicanos, Augusto Coutinho (PE), sobre a possibilidade de os projetos serem votados nesta semana.
No Senado, mesmo sem uma reunião formal com os líderes partidários, a pauta já foi definida por Davi Alcolumbre.
Na terça-feira, estão previstos projetos que criam o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e fundos para o Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública da União.
Na quarta-feira (12), os senadores devem analisar a criação do Estatuto do Aprendiz, que estabelece regras para a aprendizagem profissional de jovens e pessoas com deficiência.
Também está prevista a análise do projeto que cria o Estatuto da Vítima, que estabelece direitos para vítimas de infrações penais, atos infracionais, calamidades públicas, desastres e epidemias. A proposta, no entanto, ainda não tem relator designado.
Além do projeto de combate à misoginia, outras propostas devem ficar para depois das eleições de outubro.
A renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos está parada enquanto o governo negocia com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) a elaboração de uma medida provisória. A intenção é substituir o projeto aprovado pelo Senado, considerado pelo Executivo uma “pauta-bomba”.
No Senado, propostas de interesse do governo Lula, como a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além da PEC da Segurança, também não têm acordo e não devem ser votadas durante as semanas de esforço concentrado.
Câmara e Senado também precisarão analisar medidas provisórias com prazo de validade próximo do fim.
É o caso da MP que cria linhas de crédito para exportadores abrangidos pelo Plano Brasil Soberano, que precisa ser analisada pelas duas Casas até 26 de agosto.
Outra medida que pode entrar na pauta amplia o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) para financiar caminhões e ônibus sustentáveis. A MP perde a validade em 27 de agosto, antes da próxima semana de esforço concentrado da Câmara.
Já a medida provisória que criou o novo Desenrola Brasil perde validade em 31 de agosto e ainda não teve a comissão mista responsável pela análise instalada.
No início de setembro, também vence o prazo de outra MP polêmica, que alterou a chamada “taxa das blusinhas”, referente ao imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por meio do programa Remessa Conforme.
Produtores nacionais e importadores já se movimentam no Congresso e na Justiça para defender seus interesses.
O Congresso tem uma pauta com cerca de 100 vetos presidenciais a propostas aprovadas pelos parlamentares, além de 23 projetos que ainda precisam ser deliberados. Apesar disso, líderes governistas já sinalizaram, antes mesmo do início do recesso, que é improvável a realização de uma sessão conjunta das duas Casas neste momento.
A expectativa é que uma nova sessão do Congresso ocorra somente após o segundo turno das eleições, provavelmente em novembro. Se isso acontecer, serão quase seis meses desde a última sessão conjunta, realizada em 30 de abril.
Entre os vetos que aguardam análise estão trechos relacionados à Lei Geral do Esporte, à regulamentação da reforma tributária, ao ressarcimento de descontos indevidos do INSS, à reserva legal de florestas madeireiras não nativas e a incentivos fiscais para o desenvolvimento de jogos eletrônicos brasileiros independentes.
Segundo Davi Alcolumbre, a falta de acordo entre os líderes durante o primeiro semestre inviabilizou a realização de novas sessões conjuntas.
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O governo brasileiro repudiou a revogação do visto da embaixadora nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada nesta terça-feira (4). O país norte-americano justificou a medida pela demora do Brasil na resposta à concessão de aprovação diplomática do indicado do governo Trump a assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

O governo brasileiro rebateu as alegações, afirmando serem falsas.
“O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas”.
Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o governo afirmou que os EUA feriram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas quando divulgaram o nome do seu indicado para assumir a embaixada no Brasil. Segundo o governo, o nome só poderia ser tornado público após a concessão da anuência do país anfitrião.
O pedido norte-americano, acrescenta a nota, ainda está em análise.
“Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément”, destacou.
O governo do Brasil também citou a negativa dada a dois funcionários do governo dos Estados Unidos, e justificou a medida dizendo que a presença de ambos no país teria como objetivo colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.
“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”.
A nota afirma que o episódio de hoje faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o Brasil.
“A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”.
O Palácio do Planalto lembrou que autoridades brasileiras, como funcionários do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda estão sob sanções da Lei Magnitsky, impostas pelo governo norte-americano em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. E ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito esforços pelo entendimento entre os dois países.
“O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais”.
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O Congresso Nacional retoma hoje (3) os trabalhos após duas semanas de recesso parlamentar, sem previsão de sessão plenária deliberativa tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado.

Os presidentes das Casas concordaram em limitar os trabalhos legislativos a duas semanas de “esforço concentrado” devido ao período eleitoral. A primeira semana será entre os dias 10 e 14 de agosto, e a segunda entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro.
A expectativa é que votações nos plenários da Câmara e do Senado ocorram apenas nessas duas semanas até as eleições gerais de outubro. Historicamente, o semestre de eleições é mais esvaziado no Congresso.
Entre os projetos que não foram votados no primeiro semestre, e que podem entrar nos debates a partir de agosto, está a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, que segue na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Apesar da pressão do governo, que deseja votar o tema antes da eleição, não há indicativo de Alcolumbre, quando o tema será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A oposição defende a votação de uma PEC alternativa, mantendo a possibilidade de escala 6×1.
Outro projeto que o governo gostaria de ver votado é a PEC da Segurança Pública, votada na Câmara, e que aguarda deliberação no Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem cobrado Alcolumbre, publicamente, para colocar o tema em votação.
No Senado, há ainda a expectativa de se votar o projeto de lei de regulação da exploração dos minerais críticos, já aprovado pela Câmara.
O Congresso precisaria ainda votar os projetos de lei orçamentários, tanto o de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), quanto o de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que deve ser encaminhado pelo governo até o dia 31 de agosto.
O Congresso tem ainda 87 vetos que trancam a pauta do Legislativo, entre eles, ao projeto de regulamentação da reforma tributária, ao Estatuto do Pantanal, às LDO e LOA de 2026, ao marco do setor elétrico e o veto integral à Lei da Dosimetria, que reduz o tempo de prisão para condenados pelo 8 de janeiro.
Outros temas debatidos no semestre anterior, mas que não chegaram ao plenário das Casas, são o PL da Misoginia, que criminaliza a discriminação contra mulheres, e o PL da Inteligência Artificial (IA), que regula a tecnologia no Brasil e foi apresentado como uma das prioridades do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
Nesta primeira semana da volta do recesso, estão previstas apenas sessões solenes, como a homenagem à fundação da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, marcada para esta terça-feira (4) na Câmara.
No Senado, a previsão é de uma sessão, na sexta-feira (7), no plenário, para marcar o Agosto Lilás, voltado à campanha pelo fim da violência contra mulheres.
Algumas comissões convocaram sessões para esta primeira semana. A Comissão Mista do Orçamento (CMO) discute o financiamento da educação infantil do Brasil, em audiência pública na quarta-feira (5). Outra agenda é o debate da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, que debate nesta segunda-feira (3) a campanha Agosto Dourado, dedicada à promoção do aleitamento materno.
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Michelle Bolsonaro veio a público, na noite desta quinta-feira (23), selar de vez as pazes com o enteado, Flávio, pré-candidato à presidência da República pelo PL. Em vídeo, a ex-primeira-dama declarou apoio ao senador e falou sobre reconstruir o apoio à família Bolsonaro, cerca de 1 mês depois do desentendimento entre os dois.
O vídeo é uma resposta direta a uma publicação feita por Flávio, no início da noite, onde ele pede novamente desculpas à madrasta e pede apoio na campanha ao Palácio do Planalto. Além de aceitar o pedido de perdão do enteado, Michelle comentou sobre montar um ‘exército de pessoas de bens’ e planejar, juntos, as estratégias para as eleições de outubro.
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O Republicanos oficializou, nesta segunda-feira (20), a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho ao Governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. A decisão encerra uma disputa interna com o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, que também buscava ser o nome do partido na sucessão do governador Cláudio Castro (PL).
Será a quarta candidatura de Garotinho ao Palácio Guanabara nos últimos 30 anos. Recentemente, ele voltou a ficar elegível após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anular uma condenação eleitoral que o impedia de disputar cargos públicos.
Com a definição, o Republicanos amplia o grupo de partidos do Centrão que não aderiram à pré-candidatura de Douglas Ruas ao governo estadual. A legenda também confirmou que lançará o deputado federal e ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella como candidato ao Senado.
Antes da escolha, o partido encomendou pesquisas qualitativas e quantitativas do Instituto PreFab Future para embasar a decisão entre Garotinho e André Português.
Garotinho foi eleito governador do Rio em 1998, pelo PDT. Em 2002, deixou o cargo para disputar a Presidência da República e apoiou a eleição de Rosinha Garotinho ao governo estadual. Em 2014, terminou a disputa em terceiro lugar e, em 2018, teve a candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral em razão de uma condenação por improbidade administrativa, posteriormente revertida.
Em maio, dirigentes do Republicanos chegaram a defender que Garotinho disputasse uma vaga na Câmara dos Deputados, estratégia que fortaleceria a bancada federal da legenda. O ex-governador, no entanto, recusou a possibilidade e reafirmou o interesse em concorrer ao governo, citando seu desempenho em pesquisas de intenção de voto.
Na época, levantamento Genial/Quaest apontava Garotinho com 8% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Douglas Ruas, que aparecia com 9%. André Português não foi incluído no cenário pesquisado.
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O PSD oficializou nesta segunda-feira (20/7), durante convenção partidária, a candidatura de Eduardo Paes ao governo do Rio de Janeiro. Ex-prefeito da capital fluminense, ele terá como candidata a vice-governadora a advogada Jane Reis (MDB), cuja indicação deve ser confirmada pelo partido em convenção prevista para esta segunda.
Esta convenção representa a esperança do início de um novo ciclo de desenvolvimento para o estado do Rio. Ela reúne um grupo de pessoas que não pensa igual, mas que tem uma mesma missão: recuperar nosso estado e devolver a ele o lugar que merece no nosso país. Muito mais do que a definição de uma candidatura, hoje firmamos um compromisso com a reconstrução do Rio de Janeiro. Este grupo que está aqui comigo é de homens e mulheres corajosos, que têm a capacidade de comando e gestão para melhorar a qualidade de vida do nosso povo – na capital, na Baixada e no interior. Este é um grupo que não tem medo de ameaça. Que tem serenidade, firmeza e coragem para enfrentar os criminosos que amedrontam nossas famílias e tiram a tranquilidade da população. Nós formamos uma frente ampla, sem coloração ideológica, que sabe dialogar, que constrói consensos com quem pensa diferente. O estado do Rio tem pressa, e nós estamos prontos para dar início a esse urgente processo de transformação. E eu quero firmar desde já um compromisso com nossos municípios, com nossos prefeitos. O estado do Rio vai deixar de virar as costas para as prefeituras e voltar a ser parceiro de quem está na ponta – afirmou Eduardo Paes.
Paes lidera as pesquisas de intenção de voto para o Palácio Guanabara. Ele deixou o comando da Prefeitura do Rio de Janeiro em março para disputar o governo estadual e conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A chapa também terá os deputados federais Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT) como candidatos ao Senado.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional expliquem, em até dez dias úteis, se interferem na destinação de emendas parlamentares.

Proferida nesta quarta-feira (15), a intimação foi motivada por uma entrevista que o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, concedeu na terça-feira (14), à GloboNews, e na qual confirmou que os dirigentes partidários interferem na indicação de emendas parlamentares.
“Valdemar Costa Neto é um político de destaque e preside um dos maiores partidos brasileiros, logo, suas afirmações públicas merecem atenção”, escreveu Dino em seu despacho.
O ministro Flávio Dino é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, instaurada para apurar a constitucionalidade e eventuais irregularidades na execução de emendas parlamentares.
Em seu mais recente despacho, Dino destaca que Costa Neto concedeu a entrevista no mesmo dia em que ele determinou que o Congresso Nacional explique, entre outras ações, se políticos sem mandato interferem no processo de escolha dos destinatários das emendas parlamentares, prática que o ministro já tinha afirmado que viola os princípios da moralidade, legalidade e finalidade.
“Em decisão de [terça-feira] 14 de julho de 2026, ressaltei que a proposição e a deliberação sobre emendas parlamentares constituem prerrogativas inerentes ao exercício do mandato parlamentar, competindo exclusivamente aos membros do Poder Legislativo no curso de seus mandatos”, escreveu Dino na decisão desta quarta-feira.
“Não obstante, fatos públicos e notórios, consubstanciados em manifestações aparentemente contrárias a essa premissa, suscitam, ao menos em tese, dúvidas quanto à sua estrita observância, circunstância que recomenda a obtenção de esclarecimentos, visando ao fiel cumprimento das decisões do Plenário do STF”, acrescenta o ministro, referindo-se à entrevista de Costa Neto ao programa Estúdio i, da GloboNews.
“Indagado se dirigentes partidários interferem na destinação de emendas parlamentares, [Costa Neto] respondeu afirmativamente. Na ocasião, afirmou, ainda, que outros presidentes de partidos também indicam emendas parlamentares”, destacou Dino.
O ministro argumenta ainda que, caso as informações do presidente do PL sejam procedentes, “constituem uma novidade relevante”, já que a apuração em curso, no STF, desde 2021, “não contém registro dessa modalidade de emendas ao Orçamento Geral da União”.
Além do PL, de Costa Neto, a decisão de Dino se aplica a outras 20 legendas: Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, REDE, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.
Cada partido deverá esclarecer se seu presidente dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares e, em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência.
Também deverão esclarecer a quem compete autorizar e deliberar sobre a utilização da cota ou mecanismo; o fundamento jurídico-normativo que embasa tal prática; o instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares) e como é definida a destinação dos respectivos recursos.
“As informações ora requisitadas são relevantes para subsidiar a definição de providências eventualmente necessárias ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, a fim de garantir o cumprimento das decisões do Plenário do STF”, justificou Dino.
Na sexta-feira (10), o ministro determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens atribuídos a Costa Neto e de R$ 6 milhões do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.
Na ocasião, a defesa do presidente do PL argumentou que as medidas cautelares foram decretadas com base em “premissas frágeis, inferências subjetivas e uma indevida criminalização da atividade político-partidária”.
A defesa de Costa Neto informou que ele nega a prática de qualquer crime e considera “natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada”.
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A três dias do recesso parlamentar o Senado aprovou hoje (14), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/21 que cria regras específicas para aposentadoria diferenciada aos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE). Foram 73 votos favoráveis e um contrário tanto no primeiro turno quanto no segundo turno. O texto segue agora para promulgação.

A PEC fixa requisitos diferenciados de aposentadoria para ACS e ACE no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, condicionada a 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade.
A votação em dois turnos ocorreu após a aprovação de um requerimento para quebrar o interstício mínimo de cinco sessões ordinárias, passado o primeiro turno.
Aprovada pela Câmara dos Deputados em 2025, a proposta gerou preocupação no governo em razão do impacto nas contas públicas. De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, a proposta poderá gerar impacto anual de R$ 3 bilhões no orçamento.
Durante a sessão, o governo liberou sua bancada. A líder do governo na Casa, senadora Teresa Leitão (PT-PE) lembrou que a medida traz impactos previdenciários e que o governo recebeu pressão de estados e municípios, mas que o desejo da bancada era favorável a PEC.
“O Governo entende que a valorização dos profissionais deve caminhar juntamente com a preservação do equilíbrio das contas públicas e da capacidade do Estado de manter e ampliar a prestação desses serviços de qualidade a toda a população, assegurando a proteção dos servidores e a sustentabilidade das políticas sociais no presente e no futuro, especialmente em áreas como educação, saúde, assistência social e habitação”, afirmou.
A senadora disse ainda que agora o governo terá que trabalhar em cima das implicações.
“O Governo vai ter muita coisa para trabalhar, não é pouca, e ele precisa estar livre para trabalhar aquilo que nessa proposta, todos nós sabemos, tem implicações previdenciárias”, disse.
O texto também estabelece regras permanentes e transitórias de aposentadoria, disciplina a forma de contratação dos profissionais, prevê assistência financeira complementar da União e estende as novas regras aos agentes indígenas de saúde e aos agentes indígenas de saneamento.
A proposta prevê assistência financeira complementar da União a estados, ao Distrito Federal e aos municípios para compensar o aumento das despesas dos regimes próprios de previdência. Também determina repasses ao RGPS para compensar o impacto das aposentadorias concedidas com base nas novas regras.
As regras valerão tanto para os profissionais vinculados ao RPPS quanto para os segurados do RGPS, administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Atualmente, essas categorias seguem as regras gerais de aposentadoria, que preveem idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.
Além disso, o texto assegura o cômputo, para fins previdenciários, de período de mandato classista e de tempo em readaptação funcional quando decorrente de acidente de trabalho, doença profissional ou doença do trabalho, e estabelece regras transitórias específicas para agentes vinculados ao RPPS e ao RGPS, com escalonamento de idades, regra de pontos e disciplina de integralidade e paridade em hipóteses definidas no texto.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, no último dia 6 de julho, o bloqueio de R$ R$ 6.150.378 do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

A decisão foi motivada por suspeita de direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, mesmo sem mandato eletivo. A destinação de emendas é uma prerrogativa de parlamentares em exercício.
A decisão se tornou pública neste domingo (12), após o levantamento do sigilo judicial.
“Das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação”, disse o ministro do STF.
Em nota enviada à imprensa, a defesa do ex-deputado negou irregularidades e disse rejeitar a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar.
Os advogados afirmam que o ex-parlamentar não foi ouvido nem intimado nesse processo, e que tomou conhecimento da decisão pela imprensa.
O ministro relator da Petição nº 16.290/DF também reconheceu a conexão entre o encaminhamento de recursos públicos para Minas Gerais pelo ex-presidente da Câmara e os fatos investigados na primeira etapa da “Operação Transparência”.
A investigação bloqueou R$ 119 milhões do presidente do Partido Liberal (PL), o ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, por indicação irregular de emendas parlamentares.
Durante a “Operação Transparência”, a Polícia Federal (PF) identificou, a partir da análise do aparelho celular da servidora da Câmara dos Deputados Mariangela Fialek, mensagens e planilhas que indicam um esquema de direcionamento de emendas comandado pelo ex-deputado Eduardo Cunha. O político não exerce mandato no Congresso desde que teve seu mandato cassado em setembro de 2016 e foi preso pela Operação Lava Jato.
Dino detalhou que Fialek, apelidada de Tuca, é investigada por ser “a responsável pela organização e encaminhamento das emendas do que se convencionou chamar de orçamento secreto”. O ministro ainda aponta que o orçamento secreto é popularmente reconhecido como uma forma indiscriminada de distribuição de recursos públicos.
Na decisão, Flávio Dino cita o comprometimento da integridade do sistema de emendas, com a grave distorção da destinação de recursos. “Fala-se de um espaço aberto para pagamentos motivados por interesses privados ou eleitorais, e não por critérios técnicos ou parlamentares.”
Segundo Flávio Dino, o direcionamento de orçamento público a partir da “atribuição artificial de status decisório a pessoa estranha à função formal” configura o cometimento de crime de peculato-desvio (Art. 312 do Código Penal).
O peculato é caracterizado quando um funcionário público prejudica a própria administração pública ao desviar valor ou qualquer bem de que tem a posse em razão do cargo, ainda que não haja enriquecimento pessoal direto e imediato do servidor executor.
“Não restam dúvidas de que as ações ora investigadas causaram prejuízo ao erário, no ponto em que emendas representativas de mais de R$ 6,1 milhões foram forjadamente encaminhadas e desviadas”.
“O fato de que um terceiro não atuante no parlamento brasileiro tinha o poder e a ingerência sobre o direcionamento do orçamento público é gravíssimo e materializa o que de mais nefasto há em termos de desvios envolvendo o tema do orçamento secreto”, frisou o ministro Dino nos autos.
Para tornar indisponíveis todos os bens do investigado, até o valor total do prejuízo estimado (R$ 6.150.378), Flávio Dino determinou uso do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), da ferramenta Restrições Judiciais sobre Veículos Automotores (Renajud) e do cadastro da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (Cnib).
Além de decretar o bloqueio e sequestro de ativos financeiros e patrimoniais do ex-parlamentar, o ministro suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas associadas às emendas sob suspeita, impedindo novos empenhos, liquidações ou pagamentos.
Dino também intimou a Câmara dos Deputados, a Advocacia Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a cumprirem a ordem.
A AGU deve comunicar formalmente os municípios beneficiários afetados, em até dez dias.
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB) terá que, em dez dias, apresentar os documentos que comprovem a tramitação interna, de modo individualizado, das emendas identificadas pela Polícia Federal.
No mesmo prazo, a Câmara dos Deputados, a Advocacia Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) devem informar as providências adotadas para o cumprimento desta decisão.
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