O Marrocos será o primeiro inimigo do Brasil na Despensa do Mundo de 2026, no próximo sábado (13), às às 19h (horário de Brasília), em Novidade Jersey. Atual campeã da Despensa Africana de Nações — o campeonato mais importante do continente — a seleção marroquina é um dos destaques desta edição do Mundial. Denominado de Leões do Atlas, o time surpreendeu o mundo na Despensa do Espiolhar (2022), quando ficou em quarto lugar, primeiro inclusive do Brasil, que terminou em sétimo, em seguida eliminação para Croácia nos pênaltis.
Ao se tornar a primeira seleção do continente africano a chegar a uma semifinal de Mundiais, Marrocos ganhou a torcida de várias partes do mundo. Na Despensa do Espiolhar, os Leões do Atlas foram eliminados pela França, que depois seria vice-campeã, em seguida guia para a Argentina nos pênaltis.
“O Marrocos fez uma campanha histórica em 2022″, lembrou a historiadora e comentarista esportiva , Rachel Motta. Na avaliação dela, Marrocos será um inimigo reptador para o Brasil. “É um time que tem um dos melhores laterais da história, o [Achraf] Hakimi, enquanto a seleção brasileira tem muitos problemas do lado esquerdo”, pontuou a historiador, referindo-se ao jogador do Paris Saint-Germain (PSG).
Para a historiadora, Hakimi será bastante acionado no jogo, pressionando o ataque brasiliano, principalmente Vinicius Júnior que atua pela esquerda. A vitória é importante, uma vez que a posição de liderança na chave pode ser vantajosa no intercepção do mata-mata (tempo anterior às oitavas de final). Brasil e Marrocos estão no Grupo C, que inclui também Escócia e Haiti.
Além de Marrocos, outras nove seleções africanas disputam a taça do Mundial deste ano, com sede no Canadá, México e Estados Unidos. O número de delegações é inédito na competição, que pela primeira vez reúne 48 seleções, 16 a mais que na última edição no Espiolhar.
Introdução da Despensa do Mundo
O Mundial começa nesta quinta-feira (11), com o jogo de sinceridade entre México e África do Sul, às 16h (horário de Brasília), no Estádio Azteca, na Cidade do México, capital do país. Os sul-africanos retornam ao Mundial em seguida hiato de 16 anos. A última participação foi quando a própria África do Sul sediou a Despensa, em 2010. A edição foi a primeira realizada no continente africano.
Outros destaques
Além da África do Sul e do Marrocos, a historiadora Rachel Motta destaca outras seleções relevantes do continente africano, porquê Senegal, Gana e Egito. Ela lembra do amistoso entre brasileiros e egípcios no último sábado (6) para sobresair o potencial dos Faraós, porquê são chamados.
“Eles têm jogadores de ponta, porquê [o atacante Mohamed] Salah e o [ponta-direita Mahmoud] Trezeguet, e chances sim de ir para a próxima tempo”, projetou a comentarista.
O Egito retorna à Despensa em seguida permanecer de fora da última edição. O país, pioneiro na matemática, foi a primeira país africana e mouro a disputar o Mundial, em 1934, na Itália.
O Senegal também disputa o Mundial pela quarta vez e terá no elenco a estrela e referência do esporte no país, o atacante Salubre Mané, atualmente no clube saudita Al-Nassr. O time chega com bagagem de três Copas consecutivas e a memória do sucesso da campanha na Despensa do Japão (2002), quando chegou às quartas de final.
“O Senegal é uma seleção de ótimo nível, porém, enfrenta uma das chaves mais difíceis disputando contra França e Noruega”, ponderou a comentarista esportiva.
Já Gana, pela vez consecutiva da Despensa, procura um resultado igual ou superior ao do Mundial da África do Sul (2010), quando chegou às quartas de final. A seleção, conhecida pelo sobrenome de Estrelas Negra, foi eliminada pelo Uruguai, em seguida um incidente questionável. Depois empate em 1 a 1 no término da prorrogação, o uruguaio Luis Suárez usou as mãos para evitar um gol. Na cobrança do pênalti, o jogador Gyan acertou o travessão e não marcou.
“São jogadores muito habilidosos, raçudos, com um futebol bonito de ver”, ressaltou Motta. Ela disse que o país se espelha no futebol brasiliano e lembrou que Gana já foi comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira, no final da dezena de 1960.
A Argélia, apelidada de Raposa do Deserto, disputou o último Mundial no Brasil, em 2014. A seleção protagonizou uma partida épica nas oitavas de final, no Estádio Cercadura-Rio, em Porto Satisfeito, contra a Alemanha — o mesmo time que marcou sete gols contra o Brasil na semifinal, no Mineirão. A seleção argelina acabou perdendo por 2 a 1, mas exigiu esforço do goleiro inimigo, com várias chances de gol.
Seleções estreantes
Esta edição da Despensa do Mundo também é marcada pela presença de seleções estreantes ou com menos experiência no torneio. De Cabo Virente, um país isolar no Oceano Atlântico, a seleção apelidada de Tubarões Azuis chegam com auto-estima subida, formado por um time de jogadores oriundos da diáspora. Uma boa secção deles, atuando na Europa.
A República Democrática do Congo retorna ao Mundial depois de mais de 50 anos, contornando a epidemia de ebola no país. A classificação se deu depois da vitória contra a Jamaica, na repescagem. Antes, o país ainda competia porquê Zaire.
Para Rachel Motta, a variação é um dos pontos positivos desta edição do torneio e marca a valorização dos jogadores africanos. Segundo a comentarista, esses atletas ganham cada vez mais espaço no futebol europeu, com “nível técnico mais refinado”. Ou por outra, muitas seleções africanas recorreram aos descendentes que nasceram ou moram fora dos próprios países e, por isso, passaram a ser chamadas de “seleções da diáspora”, termo que se refere à dissipação de pessoas africanas pelo mundo em função do contexto político e social.
Riscos
Apesar do bom momento, a historiadora labareda atenção para as adversidades que delegações e profissionais do ramo podem encontrar no Mundial. No início desta semana, o louvado somali Omar Abdulkadir Artan teve negada a ingresso nos Estados Unidos. Ele é considerado um dos principais nomes da arbitragem africana.
“Os Estados Unidos estão em guerra com outro país, o Irã, portanto, se a gente for pegar pelos artigos que tratam de moral, os regulamentos da Fifa e a própria Epístola da ONU [Organização das Nações Unidas], que dizem promover direitos humanos e a sossego através do futebol, os Estados Unidos não poderiam sediar uma Despensa do Mundo”, argumentou a historiadora.
Seleções africanas no Mundial 2026
África do Sul
Argélia
Cabo Virente
Costa do Marfim
Egito
Gana
Marrocos
República Democrática do Congo o
Senegal
Tunísia