Notícias e bastidores da Política
A visão crítica e independente sobre a política nacional.
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Em uma eleição extraordinária boicotada e quesitonada judicialmente pela oposição, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (26).
Com a vitória, de acordo com a linha sucessória, Douglas deve assumir também o cargo de governador em exercício do Rio, cargo ocupado nesta quinta por Ricardo Couto, presidente do TJRJ. Douglas tinha sido anunciado pré-candidato ao governo do estado pelo PL em fevereiro.
Quarenta e sete deputados, em um total de 70, estavam presentes na votação, que foi convocada no fim da manhã pelo então presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL). Douglas foi eleito com 45 votos.
A votação foi aberta, com definição por maioria absoluta. Com a renuncia de Cláudio Castro e a cassação de Rodrigo Bacellar, o presidente da Alerj também será o governador. Após o resultado, alguns deputados aplaudiram Ruas e outros gritaram “golpista”.
No fim da tarde, a Alerj publicou um Diário Oficial Extra com a ata da sessão, oficializando a eleição de Douglas Ruas como presidente da Casa.
A oposição tenta barrar judicialmente a eleição. Cotado para disputar a presidência da Alerj, o deputado Chico Machado (PSD) anunciou que desistiu da candidatura ao comando da Casa. Entre os argumentos da ação que tenta barrar a eleição desta quinta na Alerj, estão críticas ao fato da marcação da eleição antes da retotalização dos votos determinada pelo TSE depois da cassação de Bacelar.
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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) elegeu, na tarde desta quinta-feira (26), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) para a presidência da Casa. Na prática, a votação alça Ruas a exercer o cargo de governador do estado até o fim do ano.

Douglas Ruas foi eleito por 45 dos 47 deputados presentes. A oposição boicotou o pleito e 22 deputados não compareceram à votação.
A eleição de Ruas, de 37 anos de idade, é o episódio mais recente de um imbróglio sobre o comando do Poder Executivo estadual.
A eleição para a presidência da Casa atendeu a uma ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato de Cláudio Castro (PL), que tinha recém renunciado ao cargo, e do deputado Rodrigo Bacellar (União), presidente afastado da Alerj.
Desde maio de 2025, o estado do Rio de Janeiro não tinha vice-governador, uma vez que Thiago Pampolha renunciou para assumir vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), aprovado pela própria Alerj.
Com a manobra, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, passou a ser o primeiro na linha sucessória.
No entanto, em 3 de dezembro de 2025, Bacellar foi preso pela Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que investigou a ligação de políticos com o Comando Vermelho (CV), principal organização criminosa do estado.
Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), Bacellar foi afastado da presidência, mesmo depois de libertado da prisão.
Dessa forma, a Alerj passou a ser presidida, de forma interina, pelo deputado Guilherme Delaroli (PL). Mas, por causa da interinidade, Delaroli não ocupa lugar na linha sucessória.
Na segunda-feira (23), Cláudio Castro renunciou ao cargo, manifestando interesse em disputar uma vaga no Senado na eleição de outubro.
A manobra era vista também para escapar de uma eventual inelegibilidade, uma vez que enfrentava um julgamento no TSE por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.
O julgamento terminou de forma desfavorável para Castro, com o TSE o considerando governador cassado e inelegível até 2030.
A decisão também cassou e tornou inelegível o deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo de Castro.
Na mesma decisão, a Justiça Eleitoral determinou então que a Alerj realizasse eleições indiretas para o governo do estado.
Desde a renúncia de Castro, o comando do Executivo do Rio de Janeiro está sendo exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Ricardo Couto de Castro.
Castro, Bacellar, Delarori e Ruas são do mesmo campo político. A oposição ao grupo na Alerj decidiu boicotar a votação para presidência da Casa e ajuizar uma ação na Justiça contra o resultado.
A deputada Renata Souza (PSOL) argumenta que a Mesa Diretora da Alerj não respeitou o prazo mínimo para convocação da eleição.
“É uma Assembleia Legislativa que se demonstra inimiga do povo do Rio de Janeiro, justamente porque não seguiu o mínimo de rito para uma ação como essa”, disse à Agência Brasil.
“Quando o presidente interino colocou a votação, disse que ocorreria em uma antecedência de 2 horas, uma coisa escandalosa, não deu para preparar a chapa”, reclama.
“Acredito que eles fizeram dessa maneira atabalhoada porque vinha crescendo um apoio de uma chapa de oposição”, avalia a deputada.
Nascido em 17 de janeiro de 1989, Douglas Ruas dos Santos é natural de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O pai de Ruas, Capitão Nelson, é o prefeito da cidade.
Para a eleição de 2022, Ruas se identificou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) como branco, policial civil, bacharel em direito e pós-graduado em gestão pública.
O deputado declarou patrimônio de R$ 1,266 milhão, entre investimentos, terreno, imóvel e dinheiro em espécie.
Ele foi eleito como o segundo candidato a deputado estadual mais bem votado, com quase 176 mil votos.
No currículo, Ruas já atuou como subsecretário de Trabalho de São Gonçalo, de 2017 a 2018, e superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), de 2019 a 2020.
Em 2021, ocupou a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais em São Gonçalo.
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O governo brasileiro recebeu nesta quinta-feira (26/3) uma notificação de que a Justiça italiana decidiu pela extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão não é final: a defesa ainda tem 15 dias para apresentar recurso.
A extradição também precisa ser referendada pelo Ministério da Justiça da Itália.
Condenada a quinze de anos de prisão em dois processos diferentes que tramitaram no Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-deputada é considerada foragida no Brasil. Ela saiu do país em maio de 2025, em direção aos EUA. Em julho, foi presa Itália, onde tem cidadania.
Zembelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outra de cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal — quando perseguiu um homem na rua às vésperas das eleições de 2022.
O Brasil e a Itália têm um acordo de extradição em vigor desde 1993. Ele permite extradição em casos em que o crime é punível com mais de um ano de prisão.
Zambelli pretendia se refugiar na Itália por ter cidadania italiana e acreditar que não pode ser deportada do país.
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, nesta quarta-feira (25/3), pela manutenção da suspensão dos trechos da lei com as novas regras criada por deputados estaduais fluminenses para eleições indiretas ao mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL).
Fux votou para manter a própria liminar. A principal mudança estabelecida pela liminar é a suspensão do voto “nominal e aberto” para a eleição realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Com liminar, a votação passa a ser secreta.
O ministro argumentou que, embora a publicidade seja a regra no Legislativo, a situação específica da segurança pública no Rio de Janeiro justifica o sigilo.
Segundo o magistrado, a influência de grupos criminosos, como narcotraficantes e milícias, e o histórico de violência política no estado poderiam comprometer a liberdade de voto dos parlamentares caso suas escolhas fossem públicas.
O objetivo é evitar retaliações e garantir a independência dos deputados no exercício da função de eleitores.
Outro ponto invalidado pela decisão foi o prazo de desincompatibilização para candidatos. A lei estadual previa que ocupantes de cargos e funções públicas precisariam se afastar apenas 24 horas após a ocorrência da dupla vacância para estarem aptos a concorrer.
O STF julga no Plenário Virtual a decisão liminar de Fux. O julgamento teve início na noite desta quarta-feira (25/3). Os ministros terão até as 18h da próxima segunda-feira (30/3) para registrar seus votos e decidir se mantêm ou revogam a liminar.
Fux entendeu que, mesmo em eleições indiretas, devem prevalecer os prazos de seis meses estabelecidos na legislação federal e em precedentes do STF para garantir a igualdade de chances entre os candidatos
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar, após internação por pneumonia. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A decisão atende a um novo pedido da defesa, que já havia sido negado anteriormente, mas foi reapresentado após o agravamento do estado de saúde do ex-mandatário. A solicitação contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Na determinação, Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária em caráter temporário, pelo prazo inicial de 90 dias, a contar da alta hospitalar. O objetivo, segundo o ministro, é garantir a recuperação completa do quadro de broncopneumonia.
O magistrado também estabeleceu que, ao fim desse período, a situação será reavaliada, inclusive com a possibilidade de nova perícia médica. Bolsonaro deverá cumprir a medida em sua residência, com o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições impostas pela Justiça.
O ex-presidente foi preso em novembro do ano passado, antes do trânsito em julgado da sentença, após tentar romper a tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar. Inicialmente, ficou sob custódia na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.
Em janeiro, Bolsonaro foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo da Papuda, conhecido como “Papudinha”, onde passou a cumprir a pena em cela com estrutura ampliada.
Estado de saúde motivou decisão
Bolsonaro foi internado em 13 de março no hospital DF Star, em Brasília, após diagnóstico de pneumonia bacteriana. Ele chegou a ser encaminhado à UTI e, posteriormente, transferido para a ala semi-intensiva.
Na petição, a defesa argumentou que o ex-presidente possui histórico de doenças respiratórias, apneia do sono e outras comorbidades, o que exigiria monitoramento constante. Os advogados também alegaram que o ambiente prisional não oferece condições adequadas para atendimento emergencial, destacando demora no socorro durante o episódio recente.
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Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (24) condenar o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.

Castro disse que irá apresentar recurso contra a decisão.
Com a decisão, Castro ficará inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030.
Ontem (23), ele renunciou ao mandato e anunciou que é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.
A saída ocorreu em função do prazo eleitoral para desincompatibilização. Pela regra, Castro precisava deixar o governo estadual seis meses antes das eleições para se candidatar a outro cargo.
O TSE julgou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) para reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação do mandato e absolveu o ex-governador e os outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.
De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.
A inelegibilidade foi definida no processo no qual o TSE derrubou a decisão da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, que rejeitou a cassação do mandato de Castro e a consequente declaração de inelegibilidade.
Os votos pela condenação foram proferidos ao longo de várias sessões para decidir o caso.
Votaram pela inelegibilidade os ministros Maria Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia.
Durante o julgamento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, disse que o Judiciário voltou a julgar “práticas gravíssimas” cometidas por representantes dos eleitores do Rio.
“Quero dar início [ao voto], no meu caso, com minha tristeza, mais uma vez, estarmos a votar um caso de práticas gravíssimas praticadas por governantes, que receberam do bom povo do Rio de Janeiro, a incumbência de representá-lo, e que de novo se vê com um julgamento a desmerecer aquela belíssima terra”, afirmou.
O ministro Nunes Marques proferiu o primeiro voto contra a inelegibilidade de Castro. Segundo o ministro, não ficou comprovado o uso eleitoreiro das contratações pelo ex-governador.
Marques entendeu que não houve impactos negativos nas campanhas dos demais concorrentes na eleição.
“A candidatura dos recorridos, que alcançou a vitória no primeiro turno, obteve 58,67% dos votos, tendo conquistado mais que o dobro dos votos do segundo colocado. Foram 4.930.288 votos contra 2.300.980 votos”, afirmou.
Em seguida, André Mendonça também divergiu e entendeu que não houve participação direta de Castro nas irregularidades.
“Embora tenha colhido os dividendos eleitorais, o que de fato justificaria a cassação, caso não tivesse havido a renúncia ocorrida na data de ontem. Não se aplica a sanção de inelegibilidade”, afirmou.
Durante o julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.
Após o julgamento, Castro publicou uma mensagem nas redes sociais e disse que vai recorrer da decisão.
O ex-governador disse que comandou o estado dentro da legalidade, “com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”.
“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, comentou.
O TSE também declarou inelegíveis: Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.
O tribunal determinou que os votos recebidos por Bacellar deve ser retotalizados, ou seja, ele deve perder o cargo de deputado. A medida não é imediata porque ainda cabe recurso.
O ex-vice-governador Thiago Pampolha foi condenado ao pagamento de multa.
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A Câmara Municipal do Rio de Janeiro deu posse, nesta sexta-feira (20/03), ao novo prefeito da cidade, Eduardo Cavaliere, em cerimônia realizada no Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo carioca. A mudança no comando do Executivo ocorre após a renúncia de Eduardo Paes, formalizada oficialmente junto à Casa.
O ato foi conduzido pelo presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), acompanhado de integrantes da Mesa Diretora. A solenidade seguiu os trâmites previstos na Lei Orgânica do Município, que estabelece a substituição automática do prefeito pelo vice em caso de vacância do cargo.
Papel institucional e defesa da governança
Durante a cerimônia, Carlo Caiado destacou a importância da harmonia entre os Poderes para a gestão da cidade e ressaltou o papel do Legislativo na viabilização de políticas públicas.
“Esses momentos também servem para reforçar a responsabilidade do poder público com a gestão da cidade e com as demandas da população. Nenhuma administração se faz de forma isolada, e a Câmara cumpre um papel essencial ao aprovar leis, viabilizar recursos, autorizar investimentos e fiscalizar a Prefeitura. É dessa interação que se conquistam avanços importantes. Seguimos confiantes de que Legislativo e Executivo continuarão atuando com responsabilidade e compromisso com a população. Ao prefeito Eduardo Cavaliere, desejo muito sucesso na nova missão”, afirmou o presidente.
Cabe ao Parlamento municipal receber a renúncia do chefe do Executivo e dar posse ao substituto legal. Com isso, a transição ocorre de forma imediata e sem necessidade de nova eleição.
Compromisso com continuidade e responsabilidade
Após assinar o livro de posse, Eduardo Cavaliere fez o juramento de cumprir a Constituição Federal, a Constituição do Estado e a Lei Orgânica do Município. O novo prefeito também assumiu o compromisso de atuar em favor da população e preservar a autonomia da cidade.
“Aqui só há pessoas comprometidas com o melhor para o Rio de Janeiro. Este time, formado pelos vereadores, no Parlamento municipal, foi fundamental para aprovar medidas importantes nos últimos anos, que ajudaram a melhorar a vida dos cariocas. Agora, nessa honrosa missão de assumir a Prefeitura, podem contar comigo, assim como com a liderança do presidente Carlo Caiado, para conduzir esse trabalho com a mesma responsabilidade que a cidade espera de todos nós”, declarou Cavaliere.
Em seguida, ele destacou o simbolismo do momento e a responsabilidade de suceder a Eduardo Paes no comando da cidade.
“Sinto-me extremamente honrado, não há nada que se compare a este momento. E faço questão de registrar: tudo o que foi construído até aqui passou pelo debate com a população, foi fruto do processo eleitoral e de decisões coletivas dentro do nosso campo político. Coube a mim a missão de suceder o prefeito Eduardo Paes, e assumo esse compromisso com muita responsabilidade”, concluiu.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (16) proibir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de ter acesso a novos dados da quebra de sigilos dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

Com a decisão, os dados, que estão em uma sala-cofre da CPMI, no Senado, deverão ser devolvidos para a Polícia Federal (PF).
A medida foi tomada após o ministro determinar a abertura de inquérito para investigar o vazamento de conversas privada entre Vorcaro e sua ex-namorada.
Na decisão, Mendonça disse que, a partir de agora, ninguém poderá ter acesso ao material que está armazenado na sala-cofre.
O ministro também determinou que a CPMI não poderá ter acesso a conteúdo sobre a vida privada de Vorcaro. A seleção do material deverá ser feita pela PF.
“A Polícia Federal deverá, em colaboração interinstitucional com a presidência da CPMI-INSS, retirar todos os equipamentos que estão armazenados no referido local para realizar uma nova e detida separação dos dados existentes”, determinou o ministro.
No mês passado, Mendonça assumiu a relatoria do inquérito do Banco Master após Dias Toffoli deixar o caso.
Uma das primeiras medidas do ministro foi devolver para a CPMI do INSS o acesso à quebra de sigilo de Vorcaro. A liberação havia sido vetada por Toffoli.
Após a liberação, foram vazadas mensagens íntimas trocadas entre Vorcaro e sua ex-namorada, a modelo Martha Graeff. As conversas foram retiradas dos celulares do banqueiro, que foram apreendidos pela PF.
A publicação das mensagens na imprensa e nas redes sociais levou André Mendonça a determinar a abertura de inquérito para investigar quem foi o responsável pelo vazamento.
Na ocasião, o ministro disse que o compartilhamento dos dados de Vorcaro com a comissão não autoriza que as informações sejam tornadas públicas.
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O Partido Social Democrático (PSD) do Rio entrou com uma representação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta sexta-feira (13), contra o governador Cláudio Castro (PL) e o secretário de Polícia Civil Felipe Curi.
O documento, apresentado pelo partido do prefeito Eduardo Paes e do vereador Salvino Oliveira, afirma que forças policiais do estado estariam sendo usadas para perseguir adversários políticos.
O partido também alega a prática de crimes eleitorais e abuso de poder e pede o afastamento de Castro e de Curi dos cargos.
A iniciativa ocorreu após a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD), ex-secretário da prefeitura do Rio, durante a Operação Contenção Red Legacy.
Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de ter negociado diretamente com o traficante conhecido como Doca autorização para fazer campanha eleitoral em uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho.
Salvino foi solto nesta tarde. Ao deixar a prisão, afirmou que está sendo vítima de uma grande injustiça e disse: “Não pense que vai ficar assim.”
A prisão do ex-secretário municipal e de um ex-secretário do governo estadual ampliou o embate político entre o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro. Os dois trocaram ataques nas redes sociais com críticas mútuas sobre gestão pública.
O Governo do RJ afirmou que a análise da prisão passou por três esferas diferentes e independentes: Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário.
Em nota, o governo disse estranhar que o prefeito esteja tentando politizar uma investigação que, segundo a gestão estadual, foi conduzida de forma legal.
Também afirmou que esse tipo de insinuação acaba colocando em questionamento o trabalho da Polícia Civil, a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.
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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adiou pela 2ª vez o julgamento que pode cassar o procuração do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), nesta 3ª feira (10.mar.2026). A decisão foi tomada depois que o ministro Antonio Carlos Ferreira proferiu seu voto pela pena do governador. O ministro Nunes Marques fez um pedido de vista (mais tempo para estudo).
Conforme o regimento interno do TSE, o pedido de vista vale por 30 dias, prorrogáveis por mais 30. Entretanto, a presidente Cármen Lúcia afirmou que o caso voltará ao plenário em 24 de março. Se for sentenciado, Castro pode perder o procuração e permanecer inelegível por 8 anos. Ele e Rodrigo Bacellar, presidente remoto da Alerj (Reunião Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), são acusados de ataque de poder político e econômico nas eleições de 2022.
As ações julgadas pelo TSE investigam suspeitas de ataque de poder político e econômico durante as eleições de 2022 no Rio de Janeiro. O caso envolve contratações temporárias feitas pelo governo estadual por meio da Ceperj (Instalação Meio Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
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