Notícias e bastidores da Política
A visão crítica e independente sobre a política nacional.
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O presidente Lula (PT) mantém a liderança no 1º vez e venceria todos os possíveis adversários em eventuais segundos turnos nas eleições de outubro. É o que aponta a primeira pesquisa Quaest de 2026, divulgada nesta quarta-feira (14).
No primeiro vez, Lula marca entre 35% e 40% das intenções de voto nos cenários testados. No levantamento da Quaest, Flávio Bolsonaro se consolidou na segunda posição: no cenário que inclui Tarcísio e os demais nomes, ele aparece com 23%; sem o governador de São Paulo, ele vai para 26%. Sem Flávio, Ratinho e Zema, Tarcísio chegaria a 27%.

No segundo vez, a pesquisa simula disputas entre Lula e sete possíveis adversários: Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União) e Aldo Rebelo (DC).
Contra Flávio Bolsonaro (PL) e Ratinho Júnior (PSD), a vantagem do presidente é de sete pontos. No cenário com Lula e Flávio, o Lula oscilou de 46% para 45% em relação a dezembro. O senador tinha 36% e agora tem 38%.
A menor diferença é para Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. Nesse cenário, Lula tem 44% e Tarcísio, 39%. Em relação à pesquisa anterior, de dezembro, Lula oscilou de 45% para 44%. Tarcísio foi de 35% para 39%.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de crédito é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.

No primeiro cenário, que simula um embate entre o presidente Lula (PT) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Tarcísio soma 39%. Os indecisos representam 4%, e 13% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
No segundo cenário, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula amplia ligeiramente a vantagem, alcançando 45%, diante de 38% do justador. Os indecisos são 2%, e 15% dizem que votariam em branco, nulo ou não votariam.
No terceiro cenário, em uma disputa com o governador Ratinho Júnior (PSD), Lula registra 43% das intenções de voto, enquanto Ratinho Júnior aparece com 36%. Os indecisos somam 4%, e 17% indicam voto em branco, nulo ou exiguidade na eleição.
Já no quarto cenário, que coloca Lula frente a frente com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), o presidente tem 44%, contra 33% de Caiado. Os indecisos correspondem a 4%, e 19% afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não votar.
No quinto cenário, contra o governador Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Zema registra 31%. Os indecisos são 4%, e o percentual de branco, nulo ou não vai votar chega a 19%.
No sexto cenário, em uma disputa com Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Lula soma 45%, diante de 27% do justador. Os indecisos representam 4%, e 24% declaram voto em branco, nulo ou a intenção de não participar da eleição.
No sétimo cenário, contra Renan Santos (Missão), Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o justador registra 26%. Os indecisos são 4%, e 24% dos entrevistados dizem que votariam em branco, anulariam o voto ou não votariam.
No último mês, a repudiação do presidente Lula manteve-se em 54%, enquanto a repudiação ao senador Flávio Bolsonaro foi de 60% para 55%. A repudiação de Flávio, porém, se mantém supra de outros candidatos de direita, uma vez que Tarcísio de Freitas (43%), Ratinho Jr. (41%), Romeu Zema (36%) e Caiado (36%).

A primeira pesquisa Quaest de 2026 mostra que o trabalho do presidente Lula (PT) no governo é autenticado por 47% dos eleitores. 49% desaprovam. Os números representam empate técnico, assim uma vez que na pesquisa anterior, divulgada em dezembro, quando 49% desaprovavam o governo Lula e 48% aprovavam.
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O presidente Lula vetou nesta quinta-feira (8) integralmente o PL da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados nos atos golpistas de janeiro de 2023. A medida foi assinada durante cerimônia em resguardo da democracia, que lembrou os três anos dos ataques à Terreiro dos Três Poderes.
O projeto de lei foi ratificado em dezembro pelo Congresso Pátrio e beneficia principalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro. E agora deputados e senadores vão deliberar se mantém ou derrubam o veto.
Em seu exposição no Palácio do Planalto, ao falar sobre os atos golpistas, Lula destacou a influência da democracia e das instituições.
“Foi esse país mais justo e menos desigual que os inimigos da democracia tentaram desmantelar dia 8 de janeiro. Minhas amigas e meus amigos, não faz muito tempo as principais lideranças do golpe defendiam a ditadura. Eram favoráveis à tortura e zombavam dos que foram torturados. Chamavam os direitos humanos de esterco da bandidagem. Mas foi graças à firmeza das nossas instituições democráticas que tiveram a garantia de um julgamento justo e todos os seus direitos preservados.”
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Brasília (DF), Marcelo Camargo/Dependência Brasi
Para Lula, o julgamento no Supremo Tribunal Federalista (STF) mostra a força da democracia.
“Talvez a prova mais contundente do vigor da democracia brasileira seja o julgamento dos golpistas pelo STF. Todos eles tiveram extenso recta de resguardo, foram julgados com transparência e imparcialidade. E ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas e não com ilegalidades em séries, médias convicções ou power points fajutos. Por isso, quero parabenizar a Suprema Golpe pela conduta irrepressível ao longo de todo esse processo.
”O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou a Constituição e que os crimes são imprescritíveis.
“Conforme consta da Constituição e de decisão do Supremo Tribunal Federalista, são imprescritíveis, impassíveis de indulto, perdão ou anistia, sobretudo quando envolvem grupos civis e militares armados”.
Depois a cerimônia, o presidente Lula desceu a rampa do Palácio do Planalto e cumprimentou manifestantes.
Na tarde desta quinta-feira (8), o Supremo Tribunal Federalista tem programação privativo com brecha de exposição, exibição de documentário e debates com jornalistas. Tudo em recordação aos atos golpistas de 8 de janeiro. E a que a Terreiro dos Três Poderes, inclusive, está com esquema privativo de segurança.
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Ricardo Lewandowski apresentou nesta quinta-feira um pedido de exoneração do incumbência de ministro da Justiça e Segurança Pública, por motivos pessoais e familiares. Ele deixa o incumbência a partir desta sexta-feira, em seguida a publicação no Quotidiano Solene da União.
Em sua epístola de deposição, o ministro disse que sai com a persuasão de ter exercido as atribuições do incumbência com zelo e honra, apesar das “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” enfrentadas ao longo do período em que esteve adiante da pasta. Ele também agradeceu ao presidente Lula pelo escora e destacou que foi um privilégio continuar servindo ao país em seguida sua aposentadoria do STF.
Lewandowski assumiu o incumbência em 2024, em seguida a saída do ministro Flávio Dino, que deixou o incumbência para assumir uma cadeira no STF.
Em uma mensagem endereçada aos servidores do Ministério da Justiça, Lewandowski fez um balanço da sua gestão em seguida quase dois anos adiante da pasta. Ele reafirmou que, ao longo desse período, trabalhou para reconstruir políticas públicas, restabelecer capacidades institucionais e oferecer respostas concretas aos grandes desafios do Brasil.
Entre os pontos de atuação mais relevantes, destacou o destravamento das demarcações de terras indígenas, que permitiu a assinatura de 5 decretos de homologação em 2024 e outros 7 em 2025.
Na segurança pública, o ministro citou a implantação das câmeras corporais para substanciar a transparência e a legitimidade das ações policiais, o que contou com investimentos federais de mais de 155 milhões de reais entre 2024 e 2025.
Lewandowski também ressaltou os avanços no combate ao violação organizado, com a integração entre diversos órgãos e a venda de dezenas de imóveis vinculados ao tráfico de drogas, que resultaram em uma arrecadação de mais de 104 milhões de reais, o maior valor já registrado na história.
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A Polícia Federalista (PF) determinou o retorno subitâneo de Eduardo Bolsonaro ao função de escrivão, sob o risco de adoção de “providências administrativas e disciplinares cabíveis” em caso de “escassez injustificada”.
O ato declaratório, publicado no Quotidiano Solene da União (DOU) nesta sexta-feira (2), estabelece o “retorno subitâneo para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação formal”. Ele assumiu o função em 2010, mas se licenciou para exercitar a função de deputado federalista em 2015.
O rebento do ex-presidente Jair Bolsonaro está nos Estados Unidos desde março do ano pretérito e afirma que deixou o Brasil para evitar uma suposta perseguição política e jurídica. Em território estadunidense, Eduardo atuou para deslegitimar o julgamento da trama golpista, no qual o pai dele e outros réus foram condenados.
Em 18 de dezembro de 2025, Eduardo perdeu o procuração de deputado federalista em seguida ultrapassar o limite de faltas correspondente a um terço das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou novidade crise de soluços e elevação da pressão arterial na noite de sábado (27) em seguida passar por um procedimento para bloquear o nervura frênico recta, informou neste domingo (28) o Hospital DF Star. Segundo o boletim médico mais recente, no momento, Bolsonaro encontra-se inabalável e sem soluços.
Nesta segunda (29), o ex-presidente passará por uma novidade mediação para bloquear o nervura frênico esquerdo, responsável pelo controle do diafragma, para completar o tratamento que pretende serenar as crises de soluços. Bolsonaro também seguirá com fisioterapia para reparação, medidas de prevenção de trombose venosa e cuidados clínicos.
Esse será o terceiro procedimento do ex-presidente desde a internação, no dia 24. Na quinta-feira (25), Bolsonaro fez a primeira cirurgia, para tratar uma hérnia inguinal.
No sábado, o ex-presidente foi submetido à segunda mediação, para bloquear o nervura frênico recta. Bolsonaro está sendo escoltado diariamente para verificar se os procedimentos para reduzir os soluços foram bem-sucedidos.
No início da semana passada, o ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federalista, em Brasília, para a internação. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela pena pela trama golpista.
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A Câmara dos Deputados determinou o cancelamento dos passaportes diplomáticos dos ex-deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).
A medida foi determinada na última sexta-feira (19) posteriormente a Mesa Diretora da Moradia declarar a cassação dos mandatos dos parlamentares.
Com a perda do procuração, Eduardo e Ramagem também vão perder diversos benefícios, uma vez que imóvel funcional, verba de gabinete e cotas de passagens aéreas, por exemplo.
Eduardo Bolsonaro foi cassado por faltas. De concordância com a Constituição, o parlamentar que não comparece a um terço das sessões deliberativas deve perder o procuração.
O fruto do ex-presidente Jair Bolsonaro faltou a 56 das 71 sessões realizadas neste ano, equivalente a 79% das sessões.
Em fevereiro, Eduardo viajou para os Estados Unidos, onde ajudou a promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, o cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federalista (STF) e a emprego da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.
O procuração de Alexandre Ramagem foi cassado posteriormente a pena na ação penal da trama golpista ocorrida durante o governo Bolsonaro. Nesses casos, a Constituição determina que a Câmara declare a perda do procuração em função da pena.
Réprobo a 16 anos de prisão, Ramagem está fugido nos Estados Unidos e é níveo de um pedido de extradição para o Brasil.
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O ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Flávio Dino suspendeu neste domingo (21) os efeitos do Cláusula 10 do Projeto de Lei (PL) nº 128/2025, legalizado pelo Congresso Vernáculo, que permite o pagamento das chamadas emendas de relator (RP 9), conhecidas porquê o orçamento secreto.
O trecho revalida os sobras a remunerar desde 2019, que são as despesas empenhadas não pagas que haviam sido canceladas a partir de lei de 2023.
Esses valores poderão ser quitados até o término de 2026, inclusive recursos de emendas parlamentares. A estimativa de impacto para os cofres do governo está em torno de R$ 3 bilhões.
A decisão de Dino tem caráter liminar, mas passará por referendo do plenário da Namoro. Ela foi tomada em uma ação apresentada por deputados federais e pelo partido Rede Sustentabilidade. Eles afirmam que, do montante aproximado de R$ 1,9 bilhão em sobras a remunerar de emendas parlamentares inscritos no orçamento desde 2019, tapume de R$ 1 bilhão corresponde a sobras a remunerar oriundos de RP 9.
O PL foi legalizado no Senado na última quarta-feira (17) e seguiu para sanção presidencial. O prazo para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é 12 de janeiro. Caso o trecho seja vetado por Lula, o ato deve ser enviado ao ministro relator.
Para Dino, a revalidação de sobras a remunerar não processados ou já cancelados relativos às emendas de relator é incompatível com o regime jurídico atual. “Com efeito, cuida-se de ressuscitar modalidade de emenda cuja própria existência foi reputada inconstitucional [pelo STF]”, diz Dino, na decisão.
O ministro deu, ainda, prazo de dez dias para que a Presidência da República preste informações sobre a compatibilidade da “ressuscitação” das emendas de relator com a responsabilidade fiscal e com o projecto de trabalho homologado pelo plenário do STF.
Entenda
O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 (emenda de percentagem) e RP9 eram inconstitucionais. Em seguida a decisão, o Congresso Vernáculo aprovou uma solução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para executar a regra da Namoro.
No entanto, o PSOL, partido que entrou com a ação contra as emendas, apontou que a decisão continuava em descumprimento. Em agosto do ano pretérito, Dino determinou a suspensão das emendas e decidiu que os repasses devem seguir critérios de rastreabilidade.
No início deste ano, o STF homologou o projecto de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses. A decisão também liberou o pagamento das emendas que estavam suspensas.
“Em tal Projecto de Trabalho, mas, não há previsão quanto à possibilidade de ‘ressuscitação’ de sobras a remunerar, o que evidencia que a disciplina ora impugnada extrapola os parâmetros institucionais e as balizas fixadas em conjunto, pelos 3 Poderes, para a superação das inconstitucionalidades portanto reconhecidas”, diz Dino.
Para o ministro, a aprovação do Cláusula 10 do projeto de lei é uma sufocação à Constituição. “Verifico indícios de que o projeto de lei complementar impugnado promove violação ao devido processo constitucional orçamentário, à Responsabilidade Fiscal e às cláusulas pétreas [sobre separação dos Poderes e direitos e garantias fundamentais] da Constituição Federalista”, diz.
Além de tratar dos sobras a remunerar, o PL legalizado faz o golpe de incentivos fiscais, a principal aposta do governo para lastrar o Orçamento de 2026. Com potencial de louvar a arrecadação em tapume de R$ 22,4 bilhões no próximo ano, a proposta também aumenta tributos sobre empresas de apostas on-line (bets), fintechs e grandes empresas que remuneram sócios por meio de juros sobre capital próprio (JCP).
Colaboração ativa
Na decisão liminar, o ministro Flávio Dino lembrou que o contexto atual do país é marcado por “graves dificuldades fiscais” e que todos os Poderes da República têm o obrigação constitucional de “colaborar ativamente” para a preservação do estabilidade fiscal. Para ele, o pode público não pode fabricar ou ampliar despesas de caráter repreensível, desproporcional ou dissociado das capacidades fiscais do Estado.
“Tal obrigação de contenção projeta-se, de modo inequívoco, sobre práticas problemáticas, porquê a proliferação de ‘penduricalhos remuneratórios’ no contexto do Poder Judiciário e das funções essenciais à Justiça — Ministério Público, Advocacia Pública e Defensoria Pública —, muito porquê sobre a licença reiterada e pouco transparente de benefícios fiscais a determinados setores econômicos, sem avaliação consistente de impacto orçamentário e financeiro”, escreveu.
“A mesma lógica constitucional de contenção deve incidir, com rigor, sobre tentativas de reativação de recursos oriundos de emendas parlamentares à margem do ciclo orçamentário regular. Vale expressar: os três Poderes estão diante do inadiável obrigação de executar os ditames constitucionais da Responsabilidade Fiscal, para que haja fidelidade à moral no treino dos cargos mais elevados da República”, afirmou Dino.
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A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (19), a Operação Galho Fraco, para aprofundar as investigações de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.
Policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro.
Um dos alvos é o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) que se manifestou sobre a operação no Instagram.
“Hoje, no aniversário da minha filha, a PF fez busca e apreensão novamente na minha casa por determinação de Flávio Dino [ministro do STF]. Perseguição implacável!”, escreveu.
Segundo Jordy, a alegação é que ele teria desviado recursos de cota parlamentar para uma empresa de fachada com aluguel de carros. Trata-se da mesma empresa que ele disse que aluga carros desde seu primeiro mandato.
“A mesma empresa que o deputado Sóstenes [Cavalcante, PL-RJ], que eu também acredito que está sendo alvo de busca e apreensão aluga desde o início do primeiro mandato dele”, afirmou Jordy na rede social.
Durante as ações, R$ 430 mil em dinheiro vivo foram apreendidos em um endereço ligado ao deputado Sóstenes Cavalcante, em Brasília. O dinheiro estaria dentro de um armário, numa sacola preta.

A reportagem procurou a assessoria do deputado Sóstenes, mas ainda não recebeu retorno sobre seu posicionamento.
De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública.
Segundo a PF, a ação é desdobramento de operação deflagrada em dezembro de 2024 e apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassar os mandatos dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Os atos que determina a perda dos mandatos foram publicados nesta quinta-feira (18) em edição extra do Diário da Câmara dos Deputados.
Além do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), assinam as cassações o primeiro e segundo vice-presidentes, Altineu Côrtes (PL-RJ) e Elmar Nascimento (União-BA); e os primeiro, segundo, terceiro e quarto secretários: Carlos Veras (PT-PE), Lula da Fonte (PP-PE), Delegada Katarina (PSD-SE) e Sergio Souza (MDB-PR).
Eduardo Bolsonaro
A Mesa cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro por faltas, devido ao fato de o deputado ter deixado de comparecer à terça parte das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados, conforme prevê a Constituição.
Em março, Eduardo Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e pediu licença do mandato parlamentar. A licença terminou em 21 de julho, mas o parlamentar não retornou ao Brasil e já acumulava um número expressivo de faltas não justificadas nas sessões plenárias.
Em setembro, Motta rejeitou a indicação do deputado para exercer a liderança da minoria na Casa, com o argumento de não haver possibilidade do exercício de mandato parlamentar estando ausente do território nacional.
Eduardo Bolsonaro também é réu em processo no STF por promover sanções contra o Brasil para evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, pela trama golpista.
Ramagem
No caso de Ramagem, a cassação foi aplicada após o Supremo Tribunal Federal ter definido a perda de mandato no julgamento da tentativa de golpe de estado. Ele foi condenado a 16 anos de prisão.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, Ramagem está foragido em Miami, nos Estados Unidos. Desde setembro, Ramagem apresentava atestados médicos para justificar sua ausência na Câmara.
Após a descoberta da fuga, a Câmara informou que a Casa não foi comunicada sobre o afastamento do parlamentar do território nacional nem autorizou nenhuma missão oficial de Ramagem no exterior.
Repercussão
O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que recebeu uma ligação de Hugo Motta relatando a cassação. O deputado disse ainda considerar a decisão grave.
“Trata-se de uma decisão grave, que lamentamos profundamente e que representa mais um passo no esvaziamento da soberania do Parlamento. Não se trata de um ato administrativo rotineiro. É uma decisão política que retira do plenário o direito de deliberar e transforma a Mesa em instrumento de validação automática de pressões externas. Quando mandatos são cassados sem o voto dos deputados, o Parlamento deixa de ser Poder e passa a ser tutelado”, escreveu na rede social X.
Já o líder da federação PT, PCdoB e PV, Lindbergh Farias (PT-RJ), comemorou a decisão afirmando que a cassação extingue a “bancada dos foragidos”.
“Somados, os dois casos deixam um recado institucional inequívoco no sentido de que ou o mandato é exercido nos limites da Constituição e da lei, ou ele se perde, seja pela condenação criminal definitiva, seja pela ausência reiterada e pela renúncia de fato às funções parlamentares”, afirmou.
Segundo Lindbergh, o mandato parlamentar não deve ser escudo contra a justiça e nem salvo-conduto para o abandono das funções públicas.
“A perda do mandato, em ambos os casos, constitui efeito constitucional objetivo que independe de julgamento discricionário ou político (artigo 55, parágrafo 3°, da CF). Como sempre defendemos, à Mesa coube apenas declarar a vacância, sob pena de usurpação da competência do Judiciário e violação frontal à separação dos Poderes, pois o mandato parlamentar não é escudo contra a Justiça e nem salvo-conduto para o abandono das funções públicas”, finalizou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (17) que o governo precisa alcançar a “narrativa correta” para informar ao povo brasileiro as coisas que aconteceram no país nos últimos anos. O presidente comanda, nesta manhã, a última reunião ministerial de 2025, na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília.

Para o presidente, o país está em uma situação “amplamente favorável”, embora, segundo ele, isso não apareça com a força que deveria aparecer nas pesquisas de opinião pública em razão da polarização política no país. Lula disse que o discurso da equipe precisa estar definido para o processo eleitoral do ano que vem.
“O ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, nós temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o quê nesse país, o que aconteceu antes de nós e o que acontece quando nós chegamos ao governo”, disse aos seus ministros, citando ações em diversas áreas, como economia e inclusão social.
“É importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste país”, acrescentou.
Lula disse que vai aceitar o afastamento dos ministros que quiserem disputar um cargo ou reeleição. No pleito de 2026, será escolhido o novo presidente da República, mas também governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
O presidente destacou ainda a capacidade de articulação da equipe para a aprovação de medidas de interesse do governo no Congresso Nacional, como a isenção do imposto de renda e a reforma tributária. Para ele, o país vive um “momento ímpar” do ponto de vista econômico também pelo aumento da capacidade de investimento e financiamento dos bancos públicos.
O presidente Lula reafirmou a sua política de que o dinheiro precisa circular nas mãos da população. “Nós precisamos fazer muito mais, porque a minha teoria é que pouco dinheiro na mão do povo resolve o problema. Não tem macroeconomia, não tem câmbio. Se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema. Está resolvido o problema da industrialização, do consumo, da agricultura, está resolvido o problema da inflação”, disse.
“Nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre desse país. Nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, afirmou o presidente.
Após o discurso de abertura da reunião, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, falou sobre as políticas industriais em desenvolvimento, e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez um balanço dos primeiros 3 anos da gestão.
Também estão previstas falas dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; e da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
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