O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, retirou neste domingo (13.set.2026) o sigilo das investigações sobre o caso do filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O processo envolve o possível direcionamento de emendas para a produção do longa.
A decisão foi tomada neste domingo (13) e alcança o material produzido pela Polícia Civil de São Paulo sobre a Go Up, produtora responsável pelo filme.
A investigação é uma das duas frentes no STF relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”. O braço relatado por Dino mira o possível uso irregular de emendas parlamentares. O outro inquérito, sob relatoria do ministro André Mendonça, apura uma frente distinta de financiamento da obra.
Entre os alvos da investigação de Dino estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo do longa e ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, e Karina Gama, dona da Go Up.
Na última quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará na Operação Make Up, autorizada por Dino. Frias e Karina estavam entre os alvos.
Segundo a PF, a investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa formada por agentes públicos e privados e suspeita de direcionar recursos recebidos por meio de emendas para empresas subcontratadas de maneira irregular e sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.
Na decisão, Dino disse haver uma “viragem jurisprudencial em curso” sobre a publicidade dos procedimentos em tramitação na Corte e citou decisões do presidente do Supremo, Edson Fachin, e do ministro André Mendonça. Afirmou que pretende se adaptar a ela em homenagem ao “princípio da colegialidade”.
“Se proprietários de bancos, políticos ou magistrados figuram como suspeitos em um conjunto de procedimentos, todas as investigações devem ter marcha congruente, com ampla publicidade”, escreveu.
Na 5ª feira (10.set), Dino autorizou operação da Polícia Federal para apurar se houve desvio de emendas para a produção do filme. Entre os alvos, estavam o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up.
Na decisão deste domingo (13.set), o ministro também determinou que todo o material bruto extraído dos celulares das pessoas físicas e jurídicas apreendidos pela Polícia Civil sejam enviados à PF. Também pediu que todos os aparelhos celulares, computadores e demais documentos sejam transferidos à custódia da Polícia Federal.
Leia a íntegra.
dino-sigilo-dark-horse-13set26