DESTAQUE RIO DE JANEIRO Zanin suspende eleições indiretas no RJ e mantém presidente do TJ como governador REDAÇÃOMarço 28, 2026077 Visitas Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a realização das eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro. A decisão também mantém o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro, no exercício do cargo de governador interino. Zanin entendeu que o tema precisa ser analisado no plenário físico da Corte, e não no ambiente virtual. Ainda não há data definida para o julgamento presencial, que dependerá de decisão do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Com a medida, o julgamento que estava em andamento no plenário virtual do Supremo fica suspenso. As ações que tratam das regras para a escolha do novo governador deverão ser analisadas em conjunto pelos ministros. Nesta sexta-feira (27), o PSD protocolou uma nova ação no STF pedindo a suspensão do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que autoriza a realização de eleições indiretas no estado. O partido defende que a escolha do novo governador seja feita por meio de eleições diretas, com participação da população. Zanin é relator do caso e já havia se posicionado, em outra ação, a favor da realização de eleições diretas no Rio de Janeiro. No julgamento virtual, ele foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Por outro lado, formou-se maioria no STF para validar as regras da eleição indireta com voto secreto. Votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Edson Fachin. Nesse modelo, os deputados estaduais escolhem o novo governador sem a obrigatoriedade de divulgar seus votos. Com a decisão de Zanin, o julgamento será reiniciado e levado ao plenário presencial, onde os ministros deverão analisar conjuntamente as ações que discutem tanto o formato da eleição quanto a possibilidade de realização de eleições diretas no estado. A indefinição prolonga o cenário de instabilidade política no Rio de Janeiro, após a renúncia do governador Cláudio Castro (PL) em meio a questionamentos no TSE sobre sua inelegibilidade.