INTERNACIONAL

Corte Internacional de Justiça a chegada de alimento em Gaza

A Corte Internacional de Justiça ordenou que Israel garanta a chegada de alimentos à população palestina, na Faixa de Gaza.

Israel também enfrenta outros dois problemas, estes internos: os ultraortodoxos que se recusam a servir ao exército sob a justificativa de que se dedicam apenas a estudos religiosos e as famílias de soldados sequestrados pelo Hamas, sem disposição de esperar mais.

“Preciso do meu irmão de volta”, diz Daniel sobre Omer, uma das vítimas dos atentados terroristas de 7 de outubro.

As famílias pressionam o governo por um acordo que permita a libertação dos reféns, mas nem Israel, nem o Hamas, estão próximos disso.

Em Gaza, Israel avança na contramão do que boa parte do mundo considera razoável e mantém os planos de invasão de Rafah, onde estão mais de 1,5 milhão de refugiados.

À medida que esses planos avançam, Israel tende a ficar ainda mais isolado diplomaticamente, e agora há um novo elemento: a Irlanda decidiu se juntar à África do Sul na ação que acusa o governo israelense de genocídio na Corte Internacional de Justiça, Isso é significativo porque é o primeiro país da União Europeia a tomar essa decisão.

Em Dublin, o vice-primeiro-ministro irlandês afirmou que há comida suficiente na região pra alimentar toda a população de gaza até agosto.

“É um crime, um escândalo absoluto que crianças estejam desnutridas e metade da população enfrentando a fome”, disse Michael Martine.

Faltam comida e remédios. “Eles estão exaustos. Não tem mais recursos, que estão sendo impedidos de entrar”, conta Tânia, pediatra jordaniana que está há uma semana na Faixa de Gaza. Ela se refere à imensa fila de caminhões na fronteira. Só passa o que Israel autoriza.

Há um consenso na comunidade internacional, inclusive entre os aliados israelenses, de que o país está, deliberadamente, dificultando a entrada do que pra centenas de milhares em Gaza é uma questão de vida ou morte.

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