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Niterói debate a construção do Plano Municipal de Redução de Riscos

A Prefeitura de Niterói realizou, nesta segunda-feira (25), o workshop de construção do Plano Municipal de Redução de Riscos. O plano está sendo elaborado pela Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia e conta com a participação da Universidade Federal Fluminense, da Fundação Oswaldo Cruz e do Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional das Periferias, entre outros órgãos.

O prefeito de Niterói, Axel Grael, destacou que a união e o debate entre várias instituições são fundamentais para a construção do plano.

“Vamos construir esse plano com o grande desafio de manter o mesmo nível de reconhecimento à importância de toda a nossa estrutura da Defesa Civil, não só em momentos de emergência, mas também em situações de normalidade, já que o trabalho consiste em uma série de ações nas comunidades que são fundamentais, pois salvam vidas”, disse o prefeito.

O secretário nacional das Periferias, Guilherme Simões, destacou o papel emblemático de Niterói por trabalhar com uma política preventiva.

“Niterói foi uma das primeiras cidades a entrar em contato para tratar sobre a questão dos desastres e das catástrofes com o governo federal. A gente está construindo o plano de gestão de riscos através da Secretaria Nacional de Defesa Civil e também através da Secretaria Nacional de Periferias, retomando investimento e parcerias com os municípios. O que a gente está celebrando aqui hoje, de alguma maneira, é parte de um projeto que a gente está chamando de periferia sem risco. Entendemos que quem vive em área de risco, seja de alagamento, de inundação ou de deslizamento, não vive nesses lugares por opção, porque gosta, porque acha legal. Infelizmente, essa é uma condição do nosso país e de países como o nosso, de profunda desigualdade social”.

Niterói foi uma das cidades do Brasil escolhidas para participar desse projeto a convite da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades. O trabalho, conta com a parceria da Universidade Federal Fluminense e da ilustre e contribuição da Universidade de Glasgow, parceira na construção de modelos de participação e engajamento comunitário, reforçando os esforços e ações pioneiras que a gestão municipal vendando nos últimos anos à gestão de redução de risco de desastres, através do fortalecimento técnico e tecnológico da Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia e das políticas públicas transversais de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, Walace Medeiros, esse encontro acontece em um momento muito emblemático para o Rio de Janeiro que sofreu dias de chuvas intensas.

“É emblemático estarmos aqui para falar da construção de um plano municipal de redução de risco. Desde o primeiro momento, quando fomos convidados a participar desse plano, mostrei muita empolgação e vontade de participar desse tipo de trabalho porque é uma referência técnica importantíssima para dar sequência às políticas de resiliência do município. Nesse exato momento em que tivemos um final de semana de chuvas intensas, a gente tem pessoas sofrendo por consequências de desastres, pessoas fora de casa, pessoas com água acima do joelho… É muito importante estarmos aqui porque isso aqui é uma política preventiva e que deve ser colocada relevante. Ao mesmo tempo, temos que saber que as políticas preventivas em defesa civil têm que acontecer em longo e médio prazo junto com aquelas de curto prazo, como por exemplo o atendimento ao cidadão que é uma resposta imediata as emergências”, reforçou o secretário.

Walace Medeiros destacou ainda que Niterói vem cumprindo essa agenda de planejamento e melhorando o trabalho levando em consideração os desafios mostrados pela projeção dos cenários que chegam com as mudanças climáticas.

“É necessário somarmos esforços e unirmos governo federal, universidades e cidadãos em prol de uma construção coletiva e que com certeza vai dar ótimos resultados”, disse o secretário de Defesa Civil de Niterói.

O workshop durou o dia inteiro e contou com a participação do coordenador do projeto data civil da Universidade de Glasgow, Philip Ulbrich, o vice-reitor da UFF, professor Fábio Passos, secretários e representantes do governo municipal, além dos voluntários dos Núcleos de Defesa Civil (Nudecs).

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