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Estado do Rio
A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) conseguiu a liberação de cerca de R$ 153 milhões para os cofres públicos, recursos recuperados de esquemas de corrupção no âmbito de uma ação penal proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). Do total, R$ 114 milhões serão destinados pelo Governo do Estado a investimentos na área de segurança pública, incluindo a aquisição de veículos blindados. Os R$ 39 milhões restantes serão destinados à Controladoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (CGE-RJ).
-Essa importante recuperação de recursos demonstra a relevância do trabalho conjunto, pautado pelo diálogo constante e pela cooperação entre as instituições, em defesa dos interesses do Estado. A atuação coordenada é fundamental para proteger o patrimônio público e assegurar que os recursos sejam destinados a áreas estratégicas, em benefício da sociedade fluminense – afirmou o procurador-geral do Estado, Bruno Dubeux.
Os recursos permaneciam indisponíveis por determinação judicial, e a liberação exigiu a atuação da PGE-RJ para superar as questões processuais e administrativas envolvidas e assegurar o reconhecimento do direito do Estado sobre os valores. Com a conclusão do trabalho, a verba poderá ser efetivamente aplicada em ações positivas para o Estado.
A medida se soma a outras iniciativas recentes voltadas ao reforço da segurança pública. No início deste mês, a PGE-RJ obteve uma importante decisão da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro que permitiu ao Estado levantar recursos relacionados a ilícitos que causaram prejuízos à saúde pública. Os valores estavam depositados à disposição da Justiça Federal desde 2021. Foi a primeira vez que o Estado conseguiu obter o levantamento de recursos nessa unidade judicial, onde tramitam outros processos de grande relevância envolvendo irregularidades na área da saúde.
Já em junho deste ano, a PGE-RJ anunciou a recuperação de R$ 70 milhões pelo Governo do Estado, por meio de acordos de delação premiada e de leniência firmados no âmbito de ações da Operação Lava Jato. Esse montante estava travado na Justiça desde 2024. Na ocasião, os valores foram destinados à aquisição de mais de 10 mil fuzis para as forças policiais fluminenses.
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Nova frente fria derruba temperaturas e traz chuva para o Grande Rio a partir deste domingo
Uma nova frente fria se aproxima do Rio prometendo chuva e frio a partir deste domingo (12/07). Apesar do aumento das temperaturas registradas na sexta-feira (10/07) e neste sábado (11/07), a trégua deve durar pouco, após dias com tempo mais fechado.
De acordo com o Sistema Alerta Rio um sistema de alta pressão mantém as condições estáveis ao longo deste sábado. O céu varia de claro a parcialmente nublado, sem previsão de chuva, enquanto os ventos sopram com intensidade fraca a moderada. A temperatura deve oscilar entre 14°C, na mínima, e 30°C, na máxima.
A mudança no tempo começa a partir de amanhã, quando áreas de instabilidade associadas à formação de uma frente fria passam a influenciar o clima no Grande Rio. A expectativa é de céu parcialmente nublado e ocorrência de chuva fraca a moderada em pontos isolados a partir da tarde. Os ventos também tendem a se intensificar, variando entre moderados e fortes. A previsão é de mínima de 15°C e máxima de 27°C.
Com o avanço da frente fria, as temperaturas devem voltar a cair, sobretudo na segunda-feira (13/07). A previsão é de mínima de 14°C e máxima de 23°C, mantendo o tempo instável na cidade.
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MPRJ realiza operação contra esquema de R$ 86 milhões no Rio Metrópole
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Ouroboros para desarticular um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia vinculada ao Governo do Estado. De acordo com as investigações, contratos irregulares que somam cerca de R$ 86 milhões teriam sido firmados pelo órgão a partir de 2022.
Até a última atualização, cinco pessoas haviam sido presas, entre elas o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. Já Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do instituto e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), é considerado foragido.
Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Os investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. Entre os presos estão: Davi Perini Vermelho (Didê), presidente do Instituto Rio Metrópole; Caroline Soares Barros, ex-fiscal do IRM, conhecida como “Mulher da Mala”; Amanda Íthala Santos da Paschoa, gestora de contratos do instituto e nora de Maurício Knoploch; Franquis Dias Nepomuceno, delegado e diretor do IRM; e Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado e ex-procurador-geral do IRM.
Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia licitações fraudulentas e direcionadas para beneficiar empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole.
As investigações apontam que as empresas Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia e Consultoria receberam contratos da autarquia e, posteriormente, celebraram subcontratos considerados fictícios com a Brazilian Institute of Organic (Instituto Bio).
A ex-fiscal Caroline Soares Barros, apontada como fundadora do Instituto Bio, teria participado da movimentação dos recursos. Conforme a investigação, parte do dinheiro era sacada em espécie, sob escolta de uma empresa de vigilância privada.
Outro ponto investigado é a celebração de aditivos contratuais que ampliaram significativamente os valores dos contratos. Apenas em 2023, um dos contratos da Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões.
Criado em 2018, o Instituto Rio Metrópole é responsável por articular e acompanhar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e é vinculado à Secretaria de Estado de Governo.
As investigações prosseguem para apurar a participação de todos os envolvidos e o destino dos recursos públicos supostamente desviados.
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A SuperVia deixa de operar, nesta sexta-feira (29), o sistema ferroviário da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, encerrando uma licença que durou quase três décadas.
A partir de sábado (30), a governo dos trens passa para o consórcio Novidade Via Mobilidade, que assume a operação dos quase 300 quilômetros de malha ferroviária, distribuídos em cinco ramais e responsáveis por conectar a capital a outros municípios.
A troca de comando ocorre depois um período de crise na licença anterior. Em 2023, a SuperVia informou ao governo estadual que não tinha mais condições financeiras de manter o serviço, alegando prejuízos sucessivos, furtos de cabos e o frigoríficação da tarifa.
O novo operador foi escolhido em leilão judicial, que ocorreu sem concorrentes.
Antes da transição completa, será realizada uma tempo de operação assistida de 90 dias, durante a qual a antiga concessionária e o consórcio atuarão em conjunto.
A mudança também inclui um novo protótipo de remuneração: em vez de depender do número de passageiros, a empresa passará a receber por quilômetro rodado, numa tentativa de dar mais previsibilidade ao sistema.
Atualmente, a rede transporta tapume de 270 milénio passageiros por dia — número que chegou a 350 milénio, segundo a SuperVia, depois recuperação da demanda nos últimos dois anos.
A saída da SuperVia ocorre depois anos de críticas à qualidade do serviço prestado. A gestão foi marcada por uma crise de infraestrutura que afetou diretamente o dia a dia dos passageiros.
Polêmica
As investigações da Polícia Federalista concluem que o Novidade Via Mobilidade tem fundos de investimento geridos pela Planner Corretora, empresa que também foi escopo da operação de procura e mortificação realizada na última terça-feira (26).
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Nesta quinta-feira as chuvas se intensificaram em diversas regiões do estado, provocando alagamentos, ruína de infraestrutura e mobilização das defesas civis.
Na cidade histórica de Paraty, no sul fluminense, a tarde e noite foi marcada por um temporal que deixou ruas transformadas em rios, com chuva invadindo residências e estabelecimentos comerciais.
O volume de chuva superou 162 mm em 24 horas. Um dos maiores no estado, e abriu cratera em vias, além de provocar a queda de árvores e interdição de trechos da rodovia Rio-Santos. Um varão chegou a ser arrastado pela enxurrada e foi salvo por moradores que formaram um cordão humano para resgatá-lo.
Em Calheta as sirenes tocaram nos morros Santo Antônio e Caixa Dágua, na região medial da cidade, onde cachoeiras se formaram barranco aquém. A região de Mangaratiba também foi fortemente atingida pela chuva.
Na região setentrião fluminense, no município de Macaé, registrou um potente temporal deixou um rastro de ruína. O transbordamento do Rio São Pedro na RJ-162 forçou a interdição de trechos da estrada, e a queda de cabeceiras de pontes comprometeu o tráfico entre distritos porquê Sana e Frade. Em vários pontos, pontes foram totalidade ou parcialmente destruídas, impedindo o aproximação de moradores às suas comunidades. Equipes de Prefeitura e Resguardo Social trabalham no lugar para restaurar a circulação e determinar os danos estruturais.
No Médio Paraíba, a Resguardo Social emitiu alerta vermelho para o município de Três Rios, posteriormente registros de chuva volumosa que atingiu o municípios nas últimas 24 horas. A movimentação das águas causou alagamentos em bairros porquê Palmital, Jaqueira e Vila Novidade. Equipes de resgate atuam em ocorrências de inundação. Não foram relatados feridos graves nem famílias desalojadas até o início da noite.
Na Região dos Lagos a situação não é muito dissemelhante. Choveu muito potente em quase todos os municípios, mas em Barra de São João, Unamar, Rio das Ostras e Búzios, há relatos de ruas completamente alagadas e chuva entrando nas casas e nos comércios.
Para as próximas horas, ainda são esperadas chuvas moderadas a muito fortes até o final da noite nas regiões Serrana, Setentrião, Noroeste, Baixada Litorânea, Baixada Fluminense e Metropolitana. A grande preocupação é que os municípios atingidos e sob aviso enfrentam situação de solo saturado, risco ressaltado de deslizamentos de terreno, queda de barreiras e transbordamentos de rios menores e córregos urbanos.
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Justiça suspende lei que permitia uso de recursos da previdência para pagamento da dívida do Estado do Rio
O Tribunal de Justiça do Rio concedeu uma liminar suspendendo os efeitos de uma lei, aprovada no final do mês passado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que permite ao Governo do Estado utilizar recursos dos royalties e participações especiais do petróleo para o pagamento da dívida com a União.
Esses recursos eram vinculados ao fundo de previdência estadual, o Rioprevidência, destinado ao pagamento de servidores aposentados do estado.
Na decisão, publicada no fim da tarde desta quarta-feira (05), o desembargador Milton Fernandes de Souza entendeu que a medida “poderá afetar a solvência do Fundo e a segurança dos benefícios previdenciários, o que justifica a intervenção cautelar deste Tribunal”.
Em 2024, o Governo do RJ já usou cerca de R$ 4,9 bilhões dos royalties para o pagamento da dívida com a União. O projeto de lei orçamentária para o ano de 2026 prevê um déficit de R$ 19 bilhões, dos quais R$ 12 bilhões correspondem à divida com o Governo Federal.
A ação foi movida pelos deputados estaduais Luiz Paulo (PSD), Flavio Serafini (PSOL), Carlos Minc (PSB), Marina do MST (PT) e Martha Rocha (PDT).
“A lei era um absurdo, porque comprometia o futuro do pagamento de aposentados e pensionistas, que, para completar sua forma de pagamento, precisam também dos recursos dos royalties”, disse Luiz Paulo.
O governo afirmou que a proposta autorizava o estado a reter “apenas o excedente dos recursos de Royalties e Participações Especiais”. Veja abaixo a íntegra da nota:
“O Governo do Estado ressalta que a lei, de autoria do Poder Executivo, autoriza a reter apenas o excedente dos recursos de Royalties e Participações Especiais, sem qualquer prejuízo para o pagamento da folha de aposentados e pensionistas.
Importante destacar ainda que a proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, respeitando todo o processo legislativo e o debate público.
Além disso, a medida é uma das ações que visam contribuir para o equilíbrio das finanças públicas fluminenses, fortalecendo o Tesouro Estadual, o verdadeiro garantidor do Rioprevidência.”
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