O governador em exercício Ricardo Couto publicou, no Diário Oficial desta terça-feira (15), um decreto extinguindo 1.050 cargos em comissão que tinham salários irrisórios e estavam desocupados na estrutura do estado. Todos foram criados pelo artifício inventado no governo Cláudio Castro (PL) que dividia um só posto de trabalho em até dezenas de novas vagas.
Todas as vezes que usava a artimanha, o governo Castro afirmava que não haveria aumento de custos. O valor dos salários resultantes do desmembrameno era simbólico, mas a divisão permitia a vinculação de até dezenas de novos ocupantes à estrutura administrativa. Depois de nomeados, os então funcionários recebiam gratificações para complementar a remuneração, o que automaticamente ampliava — sabe-se lá quanto — os gastos do Poder Executivo.
O decreto de Couto extingue cargos distribuídos por diferentes órgãos e entidades da administração estadual.
A medida não representa exoneração de servidores ou ocupantes de cargos atualmente preenchidos. O objetivo foi eliminar da estrutura posições que não estão sendo utilizadas e evitar que continuem disponíveis para futuras nomeações. A maior concentração de cargos está na Secretaria da Casa Civil: 369 cargos, seguida da Secretaria de Governo, com 77.






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