A Câmara Municipal do Rio de Janeiro promove, no dia 15 de setembro de 2026, um debate público para discutir a viabilidade da Linha 3 do Metrô – Conexão da Baía de Guanabara, projeto que visa interligar as cidades do Rio de Janeiro e Niterói por meio do transporte sobre trilhos.
O evento acontecerá das 10h às 13h no Salão Nobre do Palácio Pedro Ernesto, sede do legislativo carioca. A iniciativa foi proposta pelo vereador Flávio Valle, presidente da Comissão de Turismo da Casa, e conta com o suporte institucional do presidente da Câmara, Carlo Caiado.
Durante a sessão, a equipe do Projeto Prisma-RJ e pesquisadores da Coppe/UFRJ, sob a coordenação do professor Rômulo Orrico, apresentarão análises técnicas e diagnósticos acadêmicos sobre a integração metropolitana, mobilidade sustentável e os impactos urbanísticos que a travessia metroviária traria para os dois lados da baía.
Para o encontro, foram convidados chefes dos Executivos municipal e estadual, parlamentares, lideranças da sociedade civil e figuras do cenário político fluminense, com a meta de dar tração e embasamento científico ao projeto.
A primeira linha de metrô subaquática do Brasil — caso saia do papel — poderá reduzir uma viagem que hoje leva cerca de 75 minutos de carro para apenas 11 minutos.
Essa redução no tempo de deslocamento corresponde ao trajeto entre o Aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense, e o bairro de Icaraí, no município vizinho.
A primeira linha de metrô subaquática do Brasil — caso saia do papel — poderá reduzir uma viagem que hoje leva cerca de 75 minutos de carro para apenas 11 minutos.
Essa redução no tempo de deslocamento corresponde ao trajeto entre o Aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense, e o bairro de Icaraí, no município vizinho.
O trajeto entre Alcântara e o Centro de Niterói cairia de 55 para 37 minutos. Já a ligação entre Itaboraí e Alcântara passaria de 45 para 36 minutos.
Entre o Centro de São Gonçalo e o campus da UFF no Gragoatá, a viagem seria reduzida de 50 para 33 minutos.
Traçado atravessa três municípios
O traçado parte da estação Carioca, no Centro do Rio, e segue por Niterói, com paradas em pontos como UFF, Icaraí e Praça do Rink.
Em seguida, avança por São Gonçalo até chegar a Itaboraí, cruzando bairros como Alcântara, Neves, Zé Garoto, Antonina e Manilha. A operação prevê intervalos de até 90 segundos entre trens e velocidade de até 80 km/h.
Região concentra milhões de deslocamentos
A área atendida pelo projeto soma cerca de 3,3 milhões de deslocamentos diários. Entre Niterói e São Gonçalo, são aproximadamente 340 mil viagens por dia, segundo o estudo.
O levantamento também aponta predominância do transporte por ônibus e aumento do uso de motocicletas como alternativa diante dos longos tempos de deslocamento.
Prazo de 30 meses e custo de R$ 26 milhões
Solicitado pelo governo federal, o estudo foi lançado em junho de 2025 e tem prazo de 30 meses para conclusão, com custo estimado em R$ 26 milhões.
O objetivo é fornecer base técnica para decisões sobre traçado, viabilidade econômica e impactos sociais da futura ligação metroviária.
O desenvolvimento está a cargo de dois laboratórios da Coppe/UFRJ: a Rede de Estudos em Engenharia e Socioeconômicos de Transportes (Reset) e o Laboratório de Otimização e Sistemas de Informações Geográficas (OPTGIS).
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