Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026
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PF diz que não conseguiu ver vídeos Operação Contenção e aciona STF

by REDAÇÃO
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A Polícia Federalista informou ao Supremo Tribunal Federalista (STF), segunda-feira (24), que não conseguiu periciar os vídeos da Operação Contenção, enviados pela Polícia Social do Rio de Janeiro. Foram disponibilizados 945 arquivos somente em nuvem, inviabilizando as perícias, de harmonia com ofício enviado à Incisão.

Deflagrada em outubro de 2025, a Operação Contenção, contra a partido Comando Vermelho, deixou 122 mortos. Uma secção dos corpos foi abandonada em extensão de mata no Multíplice da Penha, na zona setentrião da cidade, e enfileirados em uma das principais vias da Vila Cruzeiro posteriormente o resgate. No dia, as famílias e agentes comunitários denunciaram sinais de realização.

Os vídeos das câmeras corporais usados por agentes da Polícia Social foram solicitados pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, chamada ADPF das Favelas.

O procedimento buscou impor limites à atuação policial em favelas, devido à subida mortandade nessas ocasiões. Entre as medidas determinadas pelos juízes, estava a obrigatoriedade de preservar cenas de crimes (mortes),  além da instalação de câmeras nas viaturas. O uso do equipamento nas fardas já era obrigatório.

No entanto, apesar da lei do STF, a Polícia Social disponibilizou somente o chegada à reprodução direta dos 945 vídeos.

“Porquê o download não se encontrava ativo, restou inviabilizada a extração dos arquivos para fins de preservação, estudo de viabilidade técnica e eventual realização de perícia”, reclamou o diretor-geral substituto da PF, William Marcel Murad, em ofício ao STF. Ele pediu o chegada ao material em mídia física.

A Polícia Social disse que menos da metade dos agentes utilizou as câmeras corporais na operação devido a falhas técnicas nos equipamentos. Entre o material solicitado, acredita-se que estejam registros audiovisuais das necropsias dos mortos, a pedido da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Procurada a corporação não comentou o ofício da Polícia Federalista e não informou quando disponibilizará o material.

Investigação

Em seguida a operação nos Complexos da Penha e do Teutónico, o Ministério Público Federalista e a Defensoria Pública da União questionaram o cumprimento das regras estabelecidas pela ADPF. As denúncias ganharam força posteriormente seis policiais serem denunciados à Auditoria de Justiça Militar pelos crimes de peculato, violação de habitação, constrangimento ilícito, roubo e recusa de obediência a ordem superior.

Segundo as investigações, os policiais arrombaram casas, ingressam em imóveis sem premência e autorização, reviraram cômodos e constrangeram moradores sob ameaço. Pela estudo de imagens corporais, o Ministério Público Estadual, responsável da ação, identificou o roubo de um aparelho celular e de um fuzil posposto por criminoso em fuga.

Também foram identificadas tentativas reiteradas de ocultar ou obstruir as câmeras presas às fardas, o que não é permitido.

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