Na manhã deste domingo (19), o jornalismo fluminense perdeu mais um guerreiro, o jornalista e diretor do jornal A Tribuna, de Niterói, Jourdan Amóra, aos 87 anos.
A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos, após ficar internado por cerca de duas semanas no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN).
“Liberdade de imprensa é direito do povo.

Jourdan Norton Wellington de Barros Amóra nasceu em Araçuaí (MG), em 6 de maio de 1938, e foi criado em Niterói. Filho do cearense Geographo Barros Amóra e da mineira Maria Neiva Tanure Amóra, ele cresceu rodeado por livros, histórias de militância e os sons das máquinas de impressão.
Aos 14 anos, fundou o jornal Praia das Flechas, voltado à vida social do bairro, que logo evoluiu para a Folha Juvenil. Naquela época, também presidiu a Federação dos Estudantes Secundários de Niterói (FESN) e editou o jornal A Voz da FESN.
Trabalhou, entre outros, no Jornal Última Hora. Por sua independência, Jourdan, assim como o Jornal A Tribuna, foi perseguido na época da ditadura militar. Atulmente, atuava como diretor do Jornal A Tribuna e do Jornal de Icaraí.
Casado desde 1972 com a professora Eva de Loures Amóra, Jourdan definiu sua união como “a mais longa e leal redação da vida”. Eva faleceu em 9 de setembro deste ano. O casal deixa os filhos Gustavo e Luis Jourdan, que são responsáveis pelo jornal atualmente.
Ainda não há informação sobre sepultamento.
