Neste sábado (8), o Theatro Municipal João Caetano completa 142 anos.
O Theatro Municipal João Caetano, um dos principais patrimônios históricos e culturais de Niterói,foi Inaugurado em 1884, o espaço atravessou períodos de esplendor, abandono, reconstruções e restaurações até se consolidar como uma das mais tradicionais casas de espetáculos do estado do Rio de Janeiro.
Para quem não está ligando o nome à pessoa, trata-se do Theatro Municipal de Niterói, que fica no centro da cidade.
História e restauração
O teatro é citado pelos historiadores como um dos marcos inaugurais do teatro brasileiro. Desde 1827, funcionava, no local, uma pequena casa de espetáculos administrada pela Sociedade Filodramática da Praia Grande. O imóvel, em 1842, foi adquirido por João Caetano. Este ator, então, reformou a casa e a transformou em Teatro Santa Tereza, em homenagem à futura imperatriz brasileira Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias. João Caetano explorou o teatro até sua morte em 1863. Em sua homenagem, em 1900, a Câmara Municipal de Niterói mudou o nome do teatro para Teatro Municipal João Caetano. O prédio foi tombado em 1990 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.
Fachada do Teatro em 1904
O prédio (totalmente restaurado entre 1992 e 1995)[1] passou pela mais completa e rigorosa restauração de que se tem notícia na história do patrimônio cultural brasileiro. Seu projeto de recuperação encarou um grande desafio: respeitar os aspectos históricos (na fachada, mantiveram-se as linhas arquitetônicas neoclássicas da reforma de 1888 e 1889) e, ao mesmo tempo, dotá-lo de modernidade. Foi adotada uma filosofia de restauração baseada na manutenção das intervenções de qualidade das reformas anteriores, e na eliminação das que não respeitavam seu caráter estilístico. Dessa forma, foram demolidos os anexos incompatíveis com o conjunto.
Luís Antônio Melo, Cláudio Valério, João Sampaio, Jorge Roberto Silveira e Ítalo Campofiorito
O trabalho preservou elementos incorporados em diferentes fases da história do prédio, como a fachada em estilo renascentista e as pinturas decorativas executadas pelo artista alemão Thomas Driendl. Também foram recuperados detalhes históricos e instalado um novo pano de boca assinado por Roberto Burle Marx.
No mesmo período, a antiga casa anexa foi integrada ao complexo e transformada na Sala Carlos Couto, utilizada para exposições, lançamentos de livros e apresentações de pequeno porte.
As cortinas do “novo” Theatro Municipal João Caetano foram reabertas no dia 20 de dezembro de 1995. Para um plateia apenas de convidados, a Companhia de Balllet da Cidade de Niterói apresentou a montagem de “Na floresta”, que contava com figurinos da carnavalesca Rosa Magalhães.
O teatro já foi cenário de diversas novelas e minisséries televisivas como “A favorita”, “Dalva e Herivelto: uma Canção de Amor” e “Os Maias”. Entre os artistas que já se apresentaram na casa, podem ser citados Alcione, Beth Carvalho, Fagner, Cauby Peixoto, João Bosco, Gilberto Gil, Luiza Possi, Zélia Duncan e Tim Maia, que fez sua última aparição pública no teatro no dia 8 de março de 1998 (após começar a apresentação, ele passou mal e morreu oito dias depois, no Hospital Universitário Antônio Pedro).