A arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e a diocese da Campanha (MG) orientaram os fiéis a não participarem de encontros e celebrações da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), depois que a Santa Sé declarou que a fraternidade entrou em cisma em consequência das sagrações episcopais feitas sem autorização papal em 1º de julho.
No dia 2 de julho, o Dicastério para a Doutrina da Fé publicou um decreto declarando que os dois bispos que realizaram as sagrações episcopais sem autorização papal e os quatro sacerdotes ordenados bispos incorreram em excomunhão latae sententiae (automática). O dicastério declarou que a FSSPX está em cisma e advertiu o clero católico e os fiéis leigos a não aderir ao “cisma” da FSSPX, sob pena de excomunhão automática.
Segundo a nota da arquidiocese do Rio de Janeiro, a fraternidade “justifica a controversa cerimônia alegando um suposto estado de necessidade, como forma de garantir a continuidade da celebração do Rito Romano anterior à reforma litúrgica do Concílio Vaticano II”.
A nota disse, porém, que “a ligação à forma antiga do Rito Romano, não pode ser justificativa para a ruptura”, pois “existem experiências positivas de grupos de fiéis ligados à forma antiga do Rito Romano que não escolheram o caminho da ruptura”.