Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado no palanque de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), virou alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (7). A ação ocorreu na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
A proximidade com o núcleo bolsonarista também ajudou a projetar Canella como nome útil para o Senado. Rogéria Bolsonaro passou a ser associada à chapa, reforçando a ligação do ex-prefeito com a família Bolsonaro e ampliando sua presença no desenho político da direita no Rio.
Com a operação da PF, porém, o cenário mudou. Canella deixa de ser apenas uma alternativa eleitoral e passa a carregar o peso de uma investigação sensível, envolvendo lavagem de dinheiro, setor de combustíveis e possível participação de agentes públicos. O desgaste atinge diretamente a estratégia de Flávio Bolsonaro para 2026.
Canella, que era tratado como solução para fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro, agora se torna mais um problema político. A investigação não representa condenação, mas coloca o pré-candidato no centro de uma apuração com potencial de influenciar diretamente a eleição de 2026 no Rio de Janeiro.