Senado ordena que Trump suspenda ações contra Irã

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que impede o presidente Donald Trump de realizar novos ataques ao Irã sem a aprovação do Congresso. A medida já havia sido aprovada pela Câmara no início do mês.

O resultado da votação reflete a preocupação de parlamentares, inclusive republicanos, com o conflito. A aprovação foi vista como um raro revés para Trump no Congresso, já que o partido do presidente tem a maioria na Câmara e no Senado.

A proposta foi aprovada no Senado por 50 votos a 48. Quatro senadores republicanos votaram contra o presidente: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy.

  • Paul e Collins são vistos como aliados mais próximos de Trump, enquanto Murkowski e Cassidy frequentemente fazem críticas ao presidente.

Esta foi a primeira vez desde a promulgação da Resolução dos Poderes de Guerra, em 1973, que o Congresso dos EUA aprovou uma medida para obrigar um presidente a encerrar um conflito.

Para aprovar o texto, os democratas recorreram a uma manobra regimental para obrigar a análise da proposta em menos de um mês. A resolução não precisa ser sancionada pelo presidente. Por outro lado, não tem força de lei.

Desde o início do conflito, os democratas trabalhavam para tentar restringir os poderes de guerra de Trump. A Constituição dos EUA determina que o Congresso deve autorizar uma guerra. Entretanto, o presidente pode ordenar operações militares para responder a ameaças iminentes.

Trump usou essa brecha para atacar o Irã. Pela lei, o presidente precisaria de autorização do Congresso 60 dias após o início da ofensiva para manter os ataques. No entanto, Trump ignorou o prazo e lançou novos ataques nos últimos dois meses.

Related posts

Queda do poder de compra expõem o custo social do ajuste econômico da Argentina

Trump ameaça União Europeia com tarifas por aproximação com Canadá

EUA assumem pela 1ª vez possuir armas em órbita