Os passageiros de ônibus de Niterói poderão, no futuro, pagar a tarifa por Pix ou com cartões de débito e crédito por aproximação, assim como já ocorre no Rio. A possibilidade está prevista em um projeto de lei apresentado pelo vereador Michel Saad Neto, em tramitação na Câmara Municipal desde março.
A proposta autoriza a adoção de meios eletrônicos de pagamento instantâneo e cartões com tecnologia NFC nos coletivos municipais, sem extinguir as formas atuais de pagamento, como dinheiro, Riocard e Bilhete Único Municipal.
Pelo texto, caberá à prefeitura regulamentar a eventual implementação do sistema, definindo cronograma de adaptação, regras de fiscalização e possíveis penalidades. O projeto também prevê que os investimentos em equipamentos, manutenção e atualização dos sistemas de bilhetagem sejam custeados pelas empresas de ônibus.
Segundo Michel Saad, a iniciativa busca ampliar as opções disponíveis aos passageiros e acompanhar a transformação dos meios de pagamento. O vereador afirma que a proposta foi bem recebida por motoristas e rodoviários. Segundo ele, “conversamos com rodoviários e motoristas no Terminal de Niterói e houve aceitação unânime da proposta. Muitos relataram situações em que acabam recebendo Pix na conta pessoal para pagar a passagem de quem esqueceu o dinheiro ou o cartão e não pode ficar sem transporte”.
Na justificativa do projeto, o parlamentar argumenta que o uso do Pix e dos cartões por aproximação pode agilizar o embarque, reduzir problemas com troco e diminuir a necessidade de recarga presencial dos cartões de transporte.
Outro argumento é o reforço da segurança. A redução da circulação de dinheiro em espécie nos coletivos, segundo o vereador, pode tornar os ônibus menos atrativos para ações criminosas. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que Niterói registrou dois roubos em coletivos entre janeiro e maio deste ano, contra 11 no mesmo período de 2025. Em todo o ano passado, foram contabilizados 36 casos.
O projeto ainda precisa ser analisado e votado pela Câmara Municipal. Se aprovado, a implementação dependerá de regulamentação do Poder Executivo.