Governador do Rio Ricardo Couto, que comanda interinamente o estado, nega pretensões políticas

Em seu primeiro discurso, nesta terça-feira, 16, o desembargador Ricardo Couto, que governa interinamente o Rio de Janeiro, negou qualquer pretensão política, criticou a gestão anterior, do ex-governador Cláudio Castro (PL), e prometeu encerrar o mandato-tampão com um superávit de pelo menos 1 bilhão.

“Por uma conjuntura política não esperada, aquele que se coloca no executivo não pretende eleição, reeleição, não pretende nada”, disse o magistrado em um almoço com empresários no Copacabana Palace, organizado pelo Lide.

Sem citar o ex-governador Cláudio Castro (PL), Ricardo Couto criticou o controle que vinha sendo exercido por deputados nas secretarias estaduais, com cotas de indicações políticas. O desembargador cortou mais de 3 mil servidores comissionados e iniciou uma auditoria ampla nos contratos públicos. Até o momento, não há informações sobre as conclusões do pente-fino.

“Conversando com alguns deputados, eles falavam ‘essa secretaria é minha’. Essa modalidade de gestão está certa? Quem é o gestor? É o chefe do Executivo ou o Legislativo? Nós devemos refletir até onde há uma captura e se ela é correta”, alertou o governador em exercício.

A meta do desembargador, que assumiu o cargo no final de março, é deixar os cofres estaduais com um superávit de 1 a 5 bilhões de reais – cenário muito diferente do que vinha sendo projetado na gestão anterior, de 19 bilhões de déficit. “Eu não sei se nós vamos conseguir. Estabeleci uma meta ousada para pelo menos chegar a 1 bilhão”, contou. “Me coloco como governador por força constitucional, de forma passageira sim, mas buscando entregar a gestão dentro do adequado.”

A Secretaria da Fazenda traçou um plano de ajuste de contas baseado na redução de despesas de pessoal, adesão ao Propag, reestruturação da dívida bancária e das barreiras fiscais, cerco aos devedores contumazes, melhoria do ambiente econômico por meio da redução da burocracia e renovação de convênios de incentivos fiscais.

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