O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou publicamente o Irã de derrubar um helicóptero militar americano nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em enunciação feita nesta terça-feira (9), o líder da Vivenda Branca subiu o tom diplomático e afirmou que os EUA “precisarão responder” ao ataque iraniano, elevando a temperatura geopolítica na região.
De contrato com informações reveladas por uma mando militar dos EUA ao portal norte-americano Axios, um drone de origem iraniana teria atingido diretamente a aeroplano de protótipo Apache, provocando a queda. Apesar da sisudez do ocorrido, as investigações oficiais conduzidas pelo Pentágono ainda estão em curso e não determinaram se a investida do drone foi um ato premeditado ou um erro técnico.
A possante retórica adotada por Trump contrasta radicalmente com o oração pacificador que ele vinha sustentando nos últimos dias. O presidente norte-americano vinha hipotecado em costurar um extenso contrato de tranquilidade para o Oriente Médio, tendo inclusive comunicado claramente Israel para que não retomasse as hostilidades e a guerra contra o Irã. Na última segunda-feira, Trump chegou a provar otimismo, declarando que o tratado estava em “período final” e que um desfecho positivo poderia ser obtido em exclusivamente “dois ou três dias”.
Detalhes do Incidente: O helicóptero Apache operava na estratégica região do Estreito de Ormuz quando caiu por volta das 18h30 de segunda-feira, segundo o Comando Médio do Tropa dos EUA. Felizmente, os dois tripulantes a bordo foram resgatados em exigência seguro tapume de duas horas em seguida a queda.
A resposta de Teerã não demorou a suceder. Logo em seguida o pronunciamento de Trump, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicou uma mensagem em tom altamente reptador nas redes sociais. Sem fazer menção direta ao caso do helicóptero Apache, Araghchi ironizou a postura de Washington e sugeriu que, “para reduzir o risco” de novos conflitos na dimensão, as forças militares dos EUA deveriam simplesmente se retirar da região.
Para exacerbar o cenário de instabilidade no Oriente Médio, as frentes de combate continuam ativas em outras fronteiras. Israel voltou a brigar o território do Líbano também nesta terça-feira (9). O escopo dos novos bombardeios foi a cidade histórica de Tiro, onde ao menos 8 pessoas morreram em decorrência das explosões. O ataque gerou pânico generalizado na população social, e já há relatos oficiais de milhares de pessoas fugindo desesperadamente da região em procura de refúgio.