Quando se trata de superstições em jogos da Seleção na Despensa, tem quem não lave a camisa da sorte durante todo o torneio; há quem assista aos jogos sempre no mesmo lugar; e até quem faça promessas para ver o Brasil levantar a taça. Muitos torcedores garantem que mantêm um ritual próprio para escoltar a seleção.
Mesmo sem qualquer efeito real sobre o placar, as superstições seguem fortes no universo do futebol. Segundo o psicólogo Alessandro Marimpietri, esses comportamentos estão relacionados à forma porquê as pessoas lidam com a sofreguidão e a incerteza.
“É uma maneira que a gente toma de empréstimo da cultura para dar uma certa previsibilidade para o nosso cérebro daquilo que vai suceder. Logo, a gente passa a confiar que, se a gente fizer isso ou aquilo, as coisas vão suceder dessa ou daquela maneira”, destaca.
A Despensa também mobiliza emoções intensas. Expectativa, terror da guião e esperança de ocupar o título acabam se misturando. Para o psicólogo, o envolvimento com o evento é oriundo, desde que não prejudique a rotina e o bem-estar das pessoas.
“Um quadro onde essas pessoas são invadidas por pensamentos ou sensações muito desagradáveis, de sofrimento, que nem sempre têm uma conexão com a veras, mas que causam um sofrimento significativo”, explica Marimpietri.
Se para a psicologia as superstições ajudam a reduzir a sofreguidão, para o futebol, elas não mudam o que acontece dentro de campo. O comentarista esportivo da TVE Rodrigo Araújo lembra que os resultados não são definidos pela notabilidade de predilecto ou azarão:
“Por exemplo, 24 anos detrás, quando o Brasil ganhou a sua última Despensa do Mundo, em 2002, o Brasil não era indigitado porquê grande predilecto, e na Coreia e no Japão conseguiu o pentacampeonato.”
A superstição pode não lucrar o jogo, mas, pelo visto, faz secção da sarau.