MEIO AMBIENTE Desmatamento na Amazônia recua 17,4% em 2025 e atinge menor nível da série do Inpe REDAÇÃOMarço 28, 2026084 Visitas Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O desmatamento na Amazônia Legal diminuiu 17,4% em 2025 na comparação com 2024 e alcançou o ponto mais baixo desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), iniciada em 2008. Entre 1º de janeiro e 19 de dezembro, foram registrados 5.013 quilômetros quadrados de áreas desmatadas. Em relação ao primeiro ano do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a redução chega a 35,8%. O resultado contrasta com o pico observado em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), quando a devastação na Amazônia somou 12.479 quilômetros quadrados, o maior índice da série. Desde 2019, os números de desmatamento no bioma amazônico vinham se mantendo acima dos patamares registrados em anos anteriores. Até então, o maior volume havia sido observado em 2008, primeiro ano do monitoramento sistemático do Inpe. Apesar do avanço na Amazônia, o Cerrado permaneceu como o bioma com maior área desmatada em 2025. Ao todo, foram contabilizados 7.235 quilômetros quadrados, volume que, ainda assim, representa uma retração de 11,4% em relação a 2024. Na comparação com 2023, primeiro ano do atual governo, a queda chega a 34,2%, quando o desmatamento no bioma havia alcançado 11.011 quilômetros quadrados. Desde então, o Cerrado passou a superar a Amazônia em área devastada anual. A meta de zerar o desmatamento faz parte dos compromissos assumidos por Lula durante a campanha eleitoral. Neste ano, o Brasil sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), realizada em Belém, no Pará. Durante o encontro, o governo federal lançou o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), voltado ao financiamento da preservação ambiental com recursos internacionais. O fundo prevê um modelo híbrido, que combina remuneração a investidores com incentivos financeiros a países que mantiverem suas florestas conservadas. O Banco Mundial atuará como agente fiduciário e gestor inicial da iniciativa, cuja meta é captar até US$ 125 bilhões, sendo 20% provenientes de países participantes e 80% de empresas privadas.