NOTÍCIAS CATÓLICAS SOU CATÓLICO Cada vocação é dom para a Igreja e para quem a acolhe, diz Papa REDAÇÃOMarço 26, 2026079 Visitas Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 A Santa Sé divulgou, nesta quarta-feira, 25, a mensagem do Papa Leão XIV para o 63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, cujo tema é “A descoberta interior do dom de Deus”. A data, celebrada no 4º Domingo da Páscoa (conhecido como “Domingo do Bom Pastor”), neste ano será comemorada em 26 de abril. Refletindo sobre algumas dimensões específicas, o Santo Padre aborda primeiramente a beleza. Ele recorda que, no Evangelho de São João, Jesus se define como o “pastor belo”. Tal expressão, explica Leão XIV, indica um pastor perfeito, autêntico, exemplar, na medida em que se mostra disposto a dar a vida pelas suas ovelhas, manifestando assim o amor de Deus. “É o Pastor que deslumbra: quem olha para Ele descobre que, seguindo-o, a vida é realmente bela. Para conhecer esta beleza, não bastam apenas os olhos do corpo ou critérios estéticos: são necessárias a contemplação e a interioridade. Só quem se detém escuta, reza e acolhe o seu olhar pode dizer com confiança: ‘Acredito n’Ele, com Ele a vida pode ser realmente bela, quero percorrer a via desta beleza’”, expressa o Papa. Transfigurados pela beleza de Cristo Segundo o Pontífice, na medida em que alguém se torna discípulo de Jesus, também torna-se belo pela beleza do Cristo que o transfigura. Essa é uma das características que distinguem os santos: a luminosa beleza espiritual que irradia de quem vive em Cristo. “Assim, a vocação cristã revela-se em toda a sua profundidade: participar da sua vida, partilhar a sua missão, brilhar a partir da sua própria beleza”, observa o Santo Padre. Ele pontua que tal relação com Jesus constrói-se na oração e no silêncio. Neste contexto, o Papa convida todos a se empenharem cada vez mais em criar ambientes favoráveis para que este dom possa ser acolhido, alimentado, protegido e acompanhado. “Somente se os nossos ambientes brilharem pela fé viva, pela oração constante e pelo acompanhamento fraterno, o apelo de Deus poderá florescer e amadurecer, tornando-se caminho de felicidade e salvação para cada um e para o mundo”, frisa. Intimidade com Deus Em seguida, o Pontífice enfatiza a dimensão do conhecimento recíproco. Ele salienta que cada vocação só pode começar a partir da consciência e da experiência de um Deus que é Amor. “Somos convidados a conhecer Deus através da oração, da escuta da Palavra, dos Sacramentos, da vida da Igreja e da doação aos irmãos e irmãs”, sinaliza. “Nós devemos criar espaços de silêncio interior para intuir o que o Senhor deseja para a nossa felicidade”, prossegue o Santo Padre. “Não se trata de um saber intelectual abstrato ou de um conhecimento erudito, mas de um encontro pessoal que transforma a vida. Deus habita no nosso coração: a vocação é um diálogo íntimo com Ele. Leão XIV recomenda que os jovens invistam tempo na adoração eucarística e na meditação da Palavra de Deus e participem ativa e plenamente da vida sacramental. “Desta forma, conhecereis o Senhor e, na intimidade própria da amizade, descobrireis como doar-vos (…): cada vocação é um dom imenso para a Igreja e para quem a acolhe com alegria. Conhecer o Senhor significa, antes de tudo, aprender a confiar n’Ele e na sua Providência, que superabunda em cada vocação”, orienta. Confiança no Ressuscitado Prosseguindo, o Pontífice destaca que do conhecimento nasce a confiança, essencial tanto para acolher a vocação como para perseverar nela. “A vida, efetivamente, revela-se como um contínuo confiar e abandonar-se ao Senhor, mesmo quando os seus planos perturbam os nossos”, afirma. Leão XIV recorda o Jubileu da Esperança, vivido ao longo do último ano e que ensinou a necessidade de cultivar uma confiança sólida e permanente nas promessas de Deus, sem nunca ceder ao desespero, superando medos e incertezas. “O Ressuscitado é o Senhor da história do mundo e da nossa história pessoal: Ele não nos abandona nas horas mais sombrias, mas vem dissipar com a sua luz todas as nossas trevas. E é precisamente graças à luz e à força do seu Espírito que, mesmo através de provações e crises, podemos ver a nossa vocação amadurecer, refletindo cada vez mais a beleza d’Aquele que nos chamou, uma beleza feita de fidelidade e confiança, apesar de nossas feridas e quedas”, escreve o Papa. Vocação, caminho a percorrer Aproximando-se do fim de sua mensagem, o Pontífice sinaliza que a vocação não é uma meta estática, mas um processo dinâmico de amadurecimento, favorecido pela intimidade com o Senhor. “Toda a nossa existência deve constituir-se num vínculo forte e essencial com o Senhor, de modo a tornar-se uma resposta cada vez mais plena ao seu chamamento, através das provações e das inevitáveis podas”, afirma. Enfatizando a importância do discernimento e da reflexão à luz do Espírito Santo para que a vocação se realize em toda a sua beleza, o Santo Padre escreve que a vocação é um caminho que se desenvolve de forma análoga à vida humana. Nele, o dom recebido, além de ser guardado, deve alimentar-se de uma relação quotidiana com Deus para poder crescer e dar fruto. “Caríssimos jovens, encorajo-vos a cultivar a relação pessoal com Deus através da oração diária e da meditação da Palavra. Parai, escutai, confiai: deste modo, o dom da vossa vocação amadurecerá, far-vos-á felizes e dará abundantes frutos para a Igreja e para o mundo”, conclui Leão XIV. .: Leia a mensagem do Papa Leão XIV na íntegra