ECONOMIA & NEGÓCIOS Piora projeção de déficit em 2026 e governo prevê bloqueio de R$ 1,6 bi REDAÇÃOMarço 25, 2026067 Visitas Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 Equipe econômica vê déficit primário de R$ 59,8 bi, eleva previsão de gastos e projeta corte em ministérios para cumprir limite de despesas e manter meta fiscal O governo Luiz Inácio Lula da Silva piorou significativamente nesta terça-feira sua projeção de déficit das contas federais em 2026, diante de uma previsão de receitas menores e de elevação de gastos, e indicou a necessidade de um bloqueio de R$ 1,6 bilhão em verbas de ministérios para respeitar as regras fiscais. Em relatório bimestral de avaliação fiscal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento projetaram que o governo fechará 2026 com um déficit primário de R$ 59,8 bilhões. Após o abatimento de exceções previstas em lei — como precatórios e parte de gastos com defesa, saúde e educação —, o resultado iria a um superávit de R$ 3,5 bilhões. A primeira projeção oficial para o resultado primário de 2026 é pior que a prevista no Orçamento em vigor, que estimou um déficit de R$ 22,9 bilhões antes das exclusões legais e um superávit de R$ 34,9 bilhões após esses abatimentos. O detalhamento dos cortes por ministério será apresentado até o fim do mês, por meio de decreto, que também estabelecerá um faseamento de gastos para criar uma camada adicional de contenção, segundo as pastas. De acordo com os cálculos oficiais, a receita líquida do governo — já descontadas as transferências a Estados e municípios — deve ficar R$ 13,7 bilhões abaixo do estimado no Orçamento, em R$ 2,577 trilhões.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva piorou significativamente nesta terça-feira sua projeção de déficit das contas federais em 2026, diante de uma previsão de receitas menores e de elevação de gastos, e indicou a necessidade de um bloqueio de R$ 1,6 bilhão em verbas de ministérios para respeitar as regras fiscais. Em relatório bimestral de avaliação fiscal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento projetaram que o governo fechará 2026 com um déficit primário de R$ 59,8 bilhões. Após o abatimento de exceções previstas em lei — como precatórios e parte de gastos com defesa, saúde e educação —, o resultado iria a um superávit de R$ 3,5 bilhões. A primeira projeção oficial para o resultado primário de 2026 é pior que a prevista no Orçamento em vigor, que estimou um déficit de R$ 22,9 bilhões antes das exclusões legais e um superávit de R$ 34,9 bilhões após esses abatimentos. O detalhamento dos cortes por ministério será apresentado até o fim do mês, por meio de decreto, que também estabelecerá um faseamento de gastos para criar uma camada adicional de contenção, segundo as pastas. De acordo com os cálculos oficiais, a receita líquida do governo — já descontadas as transferências a Estados e municípios — deve ficar R$ 13,7 bilhões abaixo do estimado no Orçamento, em R$ 2,577 trilhões.