Sábado, Março 21, 2026
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Vorcaro mantinha estrutura de intimidação de pessoas, cita ministro

por REDAÇÃO
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O banqueiro Daniel Vorcaro, possessor do Banco Master, mantinha com comparsas uma estrutura voltada à vigilância e intimidação de pessoas vistas uma vez que contrárias aos interesses do grupo financeiro, apontou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federalista (STF), nesta quarta-feira (4). Ele foi recluso na manhã de hoje, na terceira temporada da Operação Compliance Zero.

O banqueiro também mantinha interlocução próxima com dois servidores que ocupavam posições estratégicas no Banco Medial (BC) e trabalhavam uma vez que “uma espécie de empregado/consultor” de Vorcaro, fornecendo informações privilegiadas.

Os servidores são o ex-diretor de fiscalização do Banco Medial Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana. 

A ordem de prisão partiu de Mendonça, que atendeu a pedido feito pela Polícia Federalista (PF). A prisão preventiva do banqueiro e de mais três pessoas envolvidas no caso foi a primeira decisão do ministro no caso, em seguida ele ter assumido a relatoria em substituição a Dias Toffoli. 

Toffoli já havia determinado a prisão do banqueiro, ainda em novembro, mas pouco depois substituiu a medida pelo uso de tornozeleira eletrônica.

As investigações indicam que o caso do Master pode simbolizar a maior fraude financeira já praticada no país. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estima, por exemplo, que os ressarcimentos a clientes prejudicados devem ultrapassar os R$ 50 bilhões.

O processo foi parar no Supremo em novembro, em seguida surgirem indícios de envolvimento de autoridades com mensalidade privilegiado. Todavia, até o momento não figuram pessoas com mensalidade no STF entre os investigados.

Estrutura criminosa

Além de Vorcaro, Mendonça determinou a prisão de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e espécie de contador informal do grupo, responsável por pagamentos e cobranças, segundo as investigações.

Era Zettel, por exemplo, que realizava os pagamentos para A Turma, um grupo estruturado e exclusivamente devotado a monitorar e intimidar pessoas vistas uma vez que inimigas. 

Com base em relatórios da PF, Mendonça descreve A Turma uma vez que: “estrutura utilizada para realizar atividades de monitoramento e coleta de informações de interesse do grupo investigado, muito uma vez que pela prática de atos de filtração e intimidação de pessoas”, dentre as quais concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas.

Em mensagens trocadas com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado no celular de Vorcaro uma vez que Felipe Mourão e denominado Sicário, o banqueiro diz ao sócio, por exemplo, ter que “moer essa vagabunda”, referindo-se a uma empregada que o estaria ameaçando.

Mourão teve a prisão decretada por Mendonça, que o descreveu uma vez que “responsável pela realização de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado”.

Segundo as investigações, o Sicário recebia pagamentos mensais de R$ 1 milhão.

Sucursal  tenta contato com a resguardo dos citados e está oportunidade a manifestações.

Violência contra jornalista

O ministro destacou a “dinâmica violenta” do grupo dando uma vez que exemplo também mensagens trocadas entre Mourão e Vorcaro sobre um jornalista que havia publicado uma notícia contrária aos interesses do banqueiro.

Na manhã desta quarta-feira (4), o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Mundo, declarou ser ele o meta das conversas citadas na decisão do ministro.

“Tinha que colocar gente seguindo esse faceta. Pra pegar tudo dele”, diz Vorcaro, ao que Mourão responde: “Vou fazer isto.”

Em outra troca de mensagens, Vorcaro afirma: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”, referindo-se ao jornalista.

Em seguida, Mourão pergunta: “Pode? Vou olhar isso”, e Vorcaro confirma: “Sim.”

“A partir de todos esses diálogos verifica-se a presença de fortes indícios de que Vorcaro determinou a Mourão que forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para prejudicar violentamente o jornalista em questão e, a partir do incidente, silenciar a voz da prensa que ousasse exprimir opinião contrária aos seus interesses privados”, escreveu o ministro André Mendonça.

Integrava também A Turma o policial federalista reformado Marilson Roseno da Silva, também meta de mandado de prisão preventiva.

Segundo as investigações, ele atuava na obtenção de informações e dados sensíveis, valendo-se de sua experiência e contatos na curso policial. Ele também vigiava alvos escolhidos por Vorcaro.

Oficialmente, a PF informa investigar a prática dos seguintes crimes:

  • crimes contra o sistema financeiro pátrio,
  • prevaricação ativa e passiva,
  • organização criminosa,
  • lavagem de numerário,
  • violação de sigilo funcional,
  • fraude processual e
  • obstrução de justiça.

PGR

A Procuradoria-Universal da República (PGR) manifestou-se contrariamente às medidas solicitadas pela PF, que foram feitas em 27 de fevereiro.

Mendonça deu prazo de 72 horas para parecer do órgão recriminador, prazo descrito pela PGR uma vez que impossível de satisfazer.

A PGR disse ainda não ver nos pedidos “a indicação de risco iminente, repentino, que induza à extraordinária premência de tão rápida e necessariamente sucinta estudo do pleito”.

Em resposta, Mendonça disse lamentar que a PGR não tenha visto a urgência das medidas, mesmo “diante da concreta possibilidade de se prevenir possíveis condutas ilícitas contra a integridade física e moral de cidadãos comuns, de jornalista e até mesmo de autoridades públicas”. 

O ministro apontou ainda para os indícios de que o grupo criminoso teve chegada a sistemas sigilosos do próprio Ministério Público e da PF, indicando “risco concreto de interferência” nas investigações.

“A liberdade dos investigados compromete, assim, de modo direto, a efetividade da investigação e a crédito social na Justiça penal. Permitir que permaneçam em liberdade significa manter em funcionamento uma organização criminosa que já produziu danos bilionários à sociedade”, afirmou Mendonça.

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