ECONOMIA & NEGÓCIOS Alckmin critica quebra de patentes de canetas emagrecedoras REDAÇÃOFevereiro 13, 2026010 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 Os projetos em tramitação no Congresso que preveem a quebra ou a prorrogação de patentes de medicamentos, uma vez que canetas emagrecedoras, não têm base do governo, disse nesta quinta-feira (12) o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços (Mdic). Segundo ele, mudanças nas regras de propriedade intelectual geram instabilidade jurídica e afastam investimentos. A enunciação foi dada posteriormente reunião com representantes da Interfarma, associação da indústria farmacêutica. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Lei 68/26, que permite o licenciamento compulsório – na prática, a quebra de patentes – de medicamentos uma vez que Mounjaro e Zepbound, conhecidos uma vez que canetas emagrecedoras. O texto pode ser votado diretamente no plenário. “A nossa posição é contrária. Nós precisamos de inovação, de previsibilidade e de investimentos. Quando você quebra a patente, você cria instabilidade jurídica e afasta investimento”, afirmou Alckmin, em entrevista coletiva. Os medicamentos citados são indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. O projeto altera a legislação de propriedade intelectual para permitir a licença compulsória em casos de interesse público. O vice-presidente também se posicionou contra propostas que preveem a prorrogação do prazo de patentes. Para ele, a extensão além do período previsto em lei pode encarecer produtos e prejudicar diferentes setores da economia. “Nem quebrar patente, nem prorrogar prazo além do previsto. Prorrogar encarece o resultado para o consumidor e afeta setores uma vez que saúde e agro. Precisamos de regras estáveis”, disse. Alckmin destacou ainda a redução do prazo médio de estudo de pedidos no Instituto Vernáculo da Propriedade Industrial (Inpi), que, segundo ele, caiu de seis anos e dois meses, em janeiro de 2023, para quatro anos e quatro meses atualmente. A meta é perceber dois anos, padrão considerado internacional. Mesocarpo e China O vice-presidente também comentou a decisão da China de estabelecer uma quota anual de murado de 1,1 milhão de toneladas para a importação de músculos. Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,7 milhão de toneladas ao mercado chinês. Segundo Alckmin, o governo brasílio apresentou dois pedidos ao vice-presidente da China, Han Zheng, por meio da Percentagem Sino-Brasileira de Eminente Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). O primeiro é a retirada da novidade quota de embarques realizados antes de 1º de janeiro de 2026. O segundo é a possibilidade de que eventuais volumes não usados por outros países possam ser remanejados ao Brasil. “A demanda por músculos é grande. Se qualquer país não preencher a quota, queremos ocupar esse espaço”, afirmou. Alckmin disse que aguarda resposta das autoridades chinesas e classificou uma vez que positiva a retirada da músculos brasileira da lista de produtos sujeitos a sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos.