DESTAQUE RIO DE JANEIRO Polícia Civil realiza operação para prender 43 membros de quadrilha de roubo e extorsão no Rio REDAÇÃOFevereiro 18, 2025024 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 Na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil deflagrou uma operação para cumprir 43 mandados de prisão contra membros de uma organização criminosa especializada em roubo de celulares e extorsão. A ação, coordenada pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), revelou que os criminosos ameaçavam as vítimas por mensagens e e-mails, buscando obter senhas de acesso a contas bancárias e desbloquear os aparelhos para revenda, aumentando seu valor de mercado. As investigações mostraram que a organização operava de forma estruturada, com núcleos dedicados a diferentes funções, como roubo, desbloqueio e revenda. O primeiro passo do crime era o roubo dos celulares em áreas de grande movimentação, como Duque de Caxias, Bangu e Central do Brasil. Após o furto, o núcleo de extorsão entrava em ação, utilizando ameaças diretas via WhatsApp, SMS e e-mail, muitas vezes acompanhadas de fotos de armas para intimidar as vítimas. Os criminosos também aplicavam golpes de phishing, induzindo as vítimas a fornecer informações em sites falsos. Isso permitia o desbloqueio dos celulares e acesso a aplicativos bancários. A organização utilizava informações da dark web para reforçar as ameaças e exigia pagamentos para não divulgar dados pessoais. Quando não conseguiam as informações necessárias, desmontavam os celulares e vendiam as peças para assistências técnicas clandestinas. A quadrilha era dividida em três núcleos operacionais, cada um com funções específicas. O núcleo de Duque de Caxias liderava as operações, enquanto o de Bangu cuidava da adulteração e venda dos aparelhos. O núcleo da Central do Brasil focava em golpes de phishing e revenda. Para dificultar o rastreamento do dinheiro, a organização implementou um esquema de lavagem de dinheiro, distribuindo valores em diversas contas e realizando saques estratégicos. Parte do lucro era repassada a traficantes, garantindo a continuidade do esquema. Conversas interceptadas revelaram detalhes sobre os locais de assalto e transferências de grandes quantias, como R$ 100 mil de uma vítima.