DESTAQUE ECONOMIA & NEGÓCIOS Governo pede ao Cade para investigar aumento dos combustíveis REDAÇÃOMarço 11, 202609 Visitas Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 A Secretaria Pátrio do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, encaminhou hoje (10) um ofício ao Recomendação Administrativo de Resguardo Econômica (Cade) para que investigue os recentes aumentos nos preços dos combustíveis que foram registrados em postos na Bahia, no Rio Grande do Setentrião, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e Região Federalista. O pedido foi guiado em seguida representantes de sindicatos reclamarem que distribuidoras desses quatro estados brasileiros e do Região Federalista estavam elevando os preços de venda dos combustíveis, embora a Petrobras não tenha anunciado aumento nos preços praticados em suas refinarias. Esse aumento, disseram os sindicalistas, estaria sendo justificado pela subida no preço internacional do petróleo, associado aos ataques que vem ocorrendo no Oriente Médio. “Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta mercantil uniforme ou combinada entre concorrentes”, diz a Senacon, em nota. Por meio de nota divulgada em suas redes sociais, o SindiCombustíveis da Bahia disse que está preocupado com os efeitos do cenário internacional sobre o mercado de combustíveis no estado. “O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem pressionado as cotações do petróleo no mercado internacional e já provoca reflexos no Brasil”, escreveu. O Sindicato do Negócio Varejista de Derivados Petróleo do Rio Grande do Setentrião (Sindipostos RN), também em suas redes sociais, escreveu na semana passada que o conflito “já começa a refletir na subida do preço do petróleo no mercado internacional, acendendo um sinal de atenção para o setor de combustíveis no Brasil”. O Minaspreto alertou que a defasagem no preço do diesel já atinge mais de R$ 2 e, na gasolina, quase R$ 1. “As companhias estão restringindo a venda e praticando preços exorbitantes, principalmente para os revendedores marca própria. Já há relatos de postos totalmente secos em Minas Gerais. O Minaspetro está monitorando a situação e irá acionar os órgãos reguladores para mitigar o risco de desabastecimento”, escreveu o sindicato, em suas redes sociais. Em São Paulo, o Sindicato do Negócio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de São Paulo (Sincopetro), entidade que representa o negócio varejista de derivados de petróleo também vem observando aumento no preço dos combustíveis. Em entrevista à Sucursal Brasil, o presidente do Sincopetro, José Alberto Gouveia, disse que a investigação do Cade será importante para o setor. “O que não pode é o possuinte do posto levar a culpa uma vez que estão tentando fazer. Ele não aumentou porque ele quis, ele aumentou porque aumentou o preço para ele também. Portanto essa explicação para nós é muito importante”, disse ele.