Suprema Incisão dos EUA derruba tarifaço imposto por Trump

A Suprema Incisão dos Estados Unidos derrubou nesta sexta-feira (20) as tarifas sobre produtos importados impostas globalmente pelo presidente Donald Trump. Por seis votos a três, o tribunal manteve a decisão de um tribunal subordinado que definiu excesso de poder de Trump.

A Incisão decidiu que a versão do governo Trump de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na {sigla} em inglês) concede ao presidente poder para impor as tarifas interferiria nos poderes do Congresso e violaria um princípio jurídico chamado teoria das questões importantes.

A teoria exige que ações do Poder Executivo de “vasta influência econômica e política” sejam claramente autorizadas pelo Congresso. Anteriormente, o tribunal usou o mesmo argumento para barrar ações executivas- chaves aplicadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden.

Em voto, o presidente da Suprema Incisão, John Roberts, citando a decisão anterior, destacou que Trump deve “indicar uma autorização clara do Congresso para justificar sua certeza extraordinária do poder de impor tarifas”, acrescentando: “Ele não pode fazer isso”.

A decisão do tribunal veio em seguida uma oposição judicial movida por empresas afetadas pelas tarifas e por 12 estados norte-americanos, a maioria deles governados por democratas, contra o uso sem precedentes da lei por Trump para impor unilateralmente impostos de importação.

Brasil

Em janeiro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Negócio e Serviços divulgou que, em meio ao tarifaço imposto por Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, somando US$ 37,716 bilhões, perante US$ 40,368 bilhões registrados em 2024.

No sentido oposto, as importações de produtos norte-americanos cresceram 11,3% no ano pretérito, alcançando US$ 45,246 bilhões, contra US$ 40,652 bilhões no ano anterior. Com a queda das exportações e a subida das importações, o Brasil encerrou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança mercantil com os Estados Unidos.

Em novembro de 2025, o mandatário estadunidense anunciou a retirada da tarifa suplementar de 40% aplicada a uma série de produtos brasileiros. Ainda assim, conforme cálculos do próprio ministério, 22% das exportações do Brasil para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas estabelecidas em julho.

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