ECONOMIA & NEGÓCIOS Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% nascente ano REDAÇÃOFevereiro 9, 2026013 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 A previsão do mercado financeiro para o Índice Pátrio de Preços ao Consumidor Grande (IPCA) – referência solene da inflação no país – passou de 3,99% para 3,97% em 2026. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (9), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Médio (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para os dois anos. Pela quinta semana seguida, a previsão para a inflação de 2026 foi reduzida e está dentro do pausa da meta para a variação de preços que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Parecer Monetário Pátrio (CMN), a meta é de 3%, com pausa de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para inferior. Ou seja, o limite subordinado é 1,5%, e o superior, 4,5%. A primeira divulgação sobre o IPCA de 2026 será feita nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasílio de Geografia e Estatística (IBGE) com o índice de janeiro. Em dezembro, a subida no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, supra do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o IPCA apinhar subida de 4,26% em 2025. Taxa Selic Para compreender a meta de inflação, o Banco Médio usa uma vez que principal instrumento a taxa básica de juros (Taxa Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não mexeu nos juros pela quinta vez seguida. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Em expedido, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica de juros caia para 12,25% ao ano até o final de 2026, a mesma previsão do boletim Focus da semana passada. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano. Juros Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é sofrear a demanda aquecida e isso desculpa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, uma vez que risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o propagação da economia brasileira nascente ano permanece em 1,8%. Para 2027, a projeção para o Resultado Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) também ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Puxada pelas expansões da indústria e da agropecuária, no terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira cresceu 0,1%, o que é considerado pelo IBGE uma vez que segurança. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada pelo IBGE para 3 de março. Em 2024, o PIB fechou com subida de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de propagação, sendo a maior expansão desde 2021, quando ele alcançou 4,8%. A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,50 para o término deste ano. No término de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique nesse mesmo patamar.