BRASIL MP denuncia 7 empresários e ex-auditores fiscais por prevaricação em SP REDAÇÃOFevereiro 6, 2026010 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou nesta quinta-feira (5) à Justiça sete pessoas ligadas a um esquema de prevaricação envolvendo empresários e ex-auditores fiscais tributários que trabalhavam na Secretaria da Rancho e Planejamento de São Paulo. Entre os denunciados, informou o MP, estão auditores-fiscais, além de um diretor contábil e o proprietário e fundador da rede de farmácias Ultrafarma, Sidney Oliveira.Os denunciados foram investigados na Operação Ícaro, deflagrada em agosto do ano pretérito. Na ação, foram presos Sidney Oliveira e o diretor estatutário do grupo Fast Shop, Mario Otávio Gomes. Eles foram soltos dias depois.Segundo os promotores João Ricupero, Roberto Bodini, Murilo Perez e Igor Bedone, que assinam a denúncia, os crimes de prevaricação ativa e passiva ocorreram entre os anos de 2021 e 2025. De conformidade com eles, o possuidor da Ultrafarma tinha conhecimento dos atos de prevaricação, “que causaram prejuízo significativo aos cofres públicos”.À estação, os auditores-fiscais que trabalhavam na Secretaria da Rancho – e que agora foram denunciados – teriam solicitado vantagens para beneficiar a Ultrafarma em procedimentos de ressarcimento de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Em contrapartida, os representantes da empresa teriam oferecido pagamentos ilícitos aos auditores para que eles facilitassem e acelerassem a liberação desses créditos tributários, além de inflarem os valores ressarcidos.De conformidade com os promotores, esse esquema pode ter gerado mais de R$ 327 milhões em ressarcimento indevido para a empresa.Depois a deflagração da operação, a secretaria informou ter revogado as alterações que haviam sido realizadas em 2022 em uma portaria que disciplinava os procedimentos de complemento e ressarcimento do ICMS retido por Substituição Tributária (ICMS-ST) e de um decreto que previa o procedimento de apropriação acelerada.Até levante momento, não houve revelação da Ultrafarma. O jurisconsulto de Sidney Oliveira não foi localizado pela reportagem para comentar sobre o caso.A secretaria, por sua vez, informou que as irregularidades “dizem reverência a procedimentos iniciados em gestões anteriores e que, desde 2023, a atual governo vem adotando medidas para fortalecer o controle e a transparência dos processos de ressarcimento de ICMS”. Segundo a secretaria, uma ampla operação de fiscalização foi deflagrada “para revisar mais de 3,4 milénio lançamentos de créditos”.“A Corregedoria da Fiscalização Tributária instaurou 33 procedimentos administrativos, que resultaram em afastamentos e exoneração, sempre que identificadas irregularidades. Atualmente, um grupo de trabalho específico revisa todos os pedidos relacionados às investigações em curso, em pronunciação com os órgãos de controle, para asseverar a correta emprego dos recursos públicos e coibir práticas ilegais”, informa a secretaria, em nota.