DESTAQUE ECONOMIA & NEGÓCIOS BC confirma golpe da Selic em março, mas manterá juros restritivos REDAÇÃOFevereiro 3, 2026010 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O Banco Meão (BC) confirmou que começará a reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março. Entretanto, a autonomia não indicou a magnitude do golpe e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos. As informações estão na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira (3). Na ocasião, o colegiado manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano, pela quinta vez seguida. “Em envolvente de inflação menor e transmissão da política monetária [impacto da Selic para queda da inflação] mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para confirmar a convergência da inflação à meta”, diz a ata. “O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior crédito no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a meio da política monetária”, afirmou o BC. Definida pelo Juízo Monetário Pátrio (CMN), a meta é de 3%, com pausa de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para reles. Ou seja, o limite subalterno é 1,5%, e o superior, 4,5%. Para oriente ano, a previsão do mercado financeiro para o Índice Pátrio de Preços ao Consumidor Extenso (IPCA) – referência solene da inflação no país – está em 3,99%, ou seja, dentro da meta. A taxa Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para conseguir a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é moderar a demanda aquecida; isso motivo reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. “O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na meio da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para confirmar a convergência da inflação à meta”, diz a ata. Resiliência Segundo a autonomia, a manutenção dos juros ainda em níveis restritivos se deve à resiliência de alguns fatores que pressionam preços “tanto correntes quanto esperados”, em privativo do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho. Ainda assim, o BC acrescenta que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no desenvolvimento, operando supra do seu potencial de expansão sem pressionar a inflação. “No período mais recente, a taxa de desemprego tem se mantido em patamares historicamente baixos enquanto os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação supra do desenvolvimento da produtividade do trabalho. O Comitê segue cauteloso ao debate sobre as dimensões manante e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a urgência dessa estudo para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia”, diz a ata. “A moderação e a própria heterogeneidade das trajetórias de desenvolvimento entre diferentes setores e mercados são compatíveis com a política monetária em curso. Mercados mais sensíveis às condições financeiras apresentam maior desaceleração, ao passo que mercados mais sensíveis à renda apresentam maior resiliência”, explicou o BC. Para o mercado financeiro, de tratado com a última edição do boletim Focus, a Selic deve ser reduzida para 14,5% ao ano na próxima reunião do Copom, em março, e conseguir 12,25% ao ano até o final de 2026. Cenários Para o BC, o envolvente extrínseco ainda se mantém incerto em função da lance e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. “Tal cenário exige cautela por secção de países emergentes em envolvente marcado por tensão geopolítica”, diz a ata. Sobre o envolvente doméstico, a ata do Copom afirma que a saúde das contas públicas também é fator determinante para o sucesso do controle da inflação. Segundo o BC, a política fiscal não unicamente estimula a demanda no pequeno prazo, mas molda a crédito dos investidores na sustentabilidade da dívida brasileira. O Copom enfatizou que uma política fiscal contracíclica — aquela que ajuda a lastrar a economia em momentos de euforia ou retração — é necessário para reduzir o “prêmio de risco”. Quando o mercado percebe incerteza sobre o pagamento da dívida pública, exige juros mais altos para emprestar quantia ao país. “O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de enaltecer a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o dispêndio de desinflação em termos de atividade. O Comitê manteve a firme persuasão de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas”, diz a ata.