DESTAQUE ECONOMIA & NEGÓCIOS Petrobras assina contrato bilionário para fabricar navios no RS REDAÇÃOJaneiro 21, 2026012 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 Um evento na cidade de Rio Grande, no extremo sul gaúcho, nesta terça-feira (20), marcou a assinatura de contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças. Ao todo, o investimento é de R$ 2,8 bilhões, com potencial de geração de mais de 9 milénio empregos diretos e indiretos, segundo o governo federalista. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, além de ministros, parlamentares e outras autoridades.As embarcações foram encomendadas e serão operadas pela Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pela logística do transporte de petróleo e derivados. Elas serão construídas em estaleiros de três estados. No Rio Grande do Sul, o estaleiro Rio Grande Ecovix será responsável pela obra dos gaseiros, no valor totalidade de R$ 2,2 bilhões. Esse tipo de navio é projetado para armazenar e transportar gases liquefeitos, uma vez que o GLP, usado diariamente por milhões de consumidores no país. A primeira entrega está prevista para daqui a 33 meses, com as entregas seguintes ocorrendo a cada semestre.No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, em Manaus, construirá as 18 barcaças, fortalecendo o modal de navegação no interno da Transpetro. Essas embarcações são utilizadas no transporte de grandes volumes de trouxa em contêineres. O valor do investimento chega a R$ 295 milhões.Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Navegantes, vai edificar os 18 empurradores, que são embarcações a propulsão utilizadas na movimentação de barcaças. O dispêndio totalidade será de R$ 325 milhões.Com as embarcações, de tratado com a Petrobras, a frota de gaseiros da Transpetro irá subir de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de GLP e derivados. O objetivo, segundo a empresa, é reduzir a subordinação do afretamento desse tipo de navios. Os novos gaseiros, informou a estatal, serão até 20% mais eficientes no consumo de virilidade, reduzirão as emissões de gases de efeito estufa em 30% e poderão operar em portos eletrificados. “Isso significa que serão top em tecnologia embarcada”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante o evento. Indústria navalTodas as contratações ocorrem no contextura do Programa Mar Cândido, do governo federalista, criado para ativar a indústria naval brasileira. O programa prevê R$ 32 bilhões em investimentos na fabricação de navios e embarcações até 2030. A iniciativa prevê a construção de 20 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores, muito uma vez que o afretamento de 40 novas embarcações de pedestal destinadas à renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P).“A retomada da indústria naval também se dá porque o governo do Brasil desenvolveu política industrial específica para o setor. Sem a política de teor sítio, os recursos do fundo da Marinha Mercante, os mecanismos uma vez que a desfavor acelerada [incentivo fiscal], não seria verosímil estarmos cá assinando esses contratos”, destacou o presidente da Transpetro, Sergio Bacci.Geração de empregosSomente no estaleiro de Rio Grande, é esperada a geração de 7 milénio novos empregos diretos e indiretos, que demandarão qualificação especializada.“Essas encomendas vão solicitar um número significativo de profissionais qualificados e já vão solicitar a partir de março deste ano. E é por isso que nós estamos apoiando a indústria naval com o nosso programa [de] autonomia e renda. Esse programa vai oferecer mais 1,6 milénio vagas em cursos de capacitação com bolsa auxílio. Nesse contexto, vai ser inaugurado agora em março, cá no Rio Grande, uma novidade escola do Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial]”, anunciou Magda Chambriard. Segundo a presidente da Petrobras, essa novidade escola será destinada à formação de mão de obra para a indústria naval do país.Ainda segundo Magda, o setor naval ampliou de 18 milénio empregos, em 2022, para 50 milénio empregos no termo do ano pretérito. “Esses empregos vão ser ampliados em 2026, 2027 e 2028, ou seja, vamos nos aproximar de volta do número de 80 milénio empregos na indústria naval brasileira”, projetou.“Hoje temos cá 400 colaboradores. Com os contratos já assinados deveremos saber no segundo semestre de 2027 um patamar da ordem de 4 milénio colaboradores, ou seja, os próximos recrutamentos serão intensivos”, afirmou José Antunes Sobrinho, acionista da Ecovix, que atua no estaleiro gaúcho.