DESTAQUE ESTADO Mortes decorrentes de mediação policial cresceram 13% em 2025 no RJ REDAÇÃOJaneiro 17, 2026013 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 Em 2025, 797 pessoas morreram em decorrência de mediação policial em todo o estado do Rio de Janeiro, o que representa um aumento de 13% em relação às 703 mortes registradas em 2024. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do governo do estado do Rio de Janeiro.Ao todo, seis policiais civis e 13 policiais militares também foram mortos em 2025, número superior ao de 2024, quando foram mortos um social e 11 militares. Em 2025 ocorreu a maior e mais mortal operação policial na cidade do Rio, nos complexos do Boche e da Penha, na Zona Setentrião da cidade, deixando 121 pessoas mortas, entre elas dois policiais militares e dois civis.Crimes contra a vidaAinda segundo os dados divulgados pelo ISP, em 2025, 3.881 pessoas morreram em decorrência da violência, 2% a mais que em 2024, quando foram 3.809 vítimas.Esse oferecido inclui homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, roubo seguido de morte e também as mortes decorrentes de mediação policial.O latrocínio, que é o roubo seguido de morte, diminuiu 22% em 2025, quando comparado com 2024. Em 2025 foram 77 vítimas. Em 2024, 99.Considerando unicamente o mês de dezembro, a mortandade violenta recuou 8,1% (340 mortes) em verificação com dezembro de 2024 (370 mortes), e os homicídios dolosos caíram 11,7%, registrando o menor número de vítimas para dezembro nos últimos três anos, 271. Em dezembro de 2024, 307 pessoas foram mortas.Em todo o ano de 2025, foram registrados ainda 5.867 estupros no estado do Rio de Janeiro, um aumento de 0,8% em relação ao ano pretérito. Em 2024, 5.819 pessoas foram estupradas.Crimes contra o patrimônio No caso dos roubos de veículos, os 25.239 registros representam queda de 18,4% em verificação 2024 (30.930).Os roubos de rua também caíram, 2,7%, passando de 58.521 ocorrências, em 2024, para 56.937 registros, em 2025.Já o roubo de fardo teve 3.114 registros em 2025, queda de 9,4% em verificação a 2024 (3.437). ApreensõesO ano de 2025 registrou também consumição recorde de fuzis. Os dados do ISP mostram que as polícias Social e Militar apreenderam, em 2025, 920 fuzis ─ um aumento de 25,7% em relação a 2024. Oriente é o maior número de apreensões já registrado desde o início da série histórica, em 2007.Segundo a diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, o aumento da consumição de fuzis e a redução dos crimes contra o patrimônio “confirma a efetividade das estratégias de enfrentamento à criminalidade, com base em Lucidez, estudo de dados e evidências, além da integração entre as corporações”, afirmou em nota.O governador Cláudio Castro destacou os investimentos em tecnologia e perceptibilidade, além das operações integradas das polícias Social e Militar.“É impressionante que em um estado que não produz fuzis sejam apreendidas tantas armas de guerra. Sigo reafirmando que precisamos da colaboração de outros entes na fiscalização das fronteiras e de uma legislação mais rígida”, disse.