ECONOMIA & NEGÓCIOS Lula sanciona Orçamento de 2026 e veta R$ 400 milhões em emendas REDAÇÃOJaneiro 15, 202608 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A norma, que fixa as despesas públicas e estima as receitas ao longo do ano, foi publicada em edição extra do Quotidiano Solene da União (DOU).O texto havia sido legalizado pelo Congresso Pátrio no termo do ano pretérito.Alegando inconformidades legais, o presidente decidiu vetar dois dispositivos que somam quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Eles foram incluídos durante a tramitação do texto, e não constavam na programação orçamentária enviada pelo Poder Executivo, porquê determina a lei federalista que trata das emendas (Lei Complementar 210/24), segundo o governo.O veto terá que ser respeitado por deputados e senadores, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo.Ao todo, o Orçamento da União para 2026 será de R$ 6,54 trilhões, com meta de superávit de R$ 34,2 bilhões. O salário mínimo sai de R$ 1.518 e sobe para R$ 1.621.As áreas de Saúde e Ensino contarão com recursos totais de R$ 271,3 bilhões e R$ 233,7 bilhões, respectivamente.Para o Bolsa Família, foram reservados R$ 158,63 bilhões, enquanto o programa de incentivo financeiro para estudantes do Ensino Médio, o Pé de Meia, contará com R$ 11,47 bilhões. Outros R$ 4,7 bilhões estão previstos para o programa que garante chegada a botijão de gás a famílias de baixa renda.EmendasO texto da Lei Orçamentária legalizado no Congresso prevê aproximadamente de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse totalidade, tapume de R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas, de pagamento obrigatório.As emendas individuais, dos deputados e senadores, somam R$ 26,6 bilhões; as de bancada, destinadas às bancadas estaduais, ficaram com R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de percentagem, que não têm realização obrigatória, somam R$ 12,1 bilhões.Além do veto de quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares, há a expectativa de que o governo federalista edite outros atos normativos para remanejar mais R$ 11 bilhões em emendas parlamentares para outras ações.