CARNAVAL 2026 CARNAVAL NO ESTADO DO RIO Conheça os enredos das escolas do Grupo Privativo do Rio em 2026 REDAÇÃOJaneiro 7, 2026014 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 Oito dos 12 enredos das escolas de samba do Grupo Privativo do Rio de Janeiro em 2026 serão biográficos e contarão a história de personalidades de diversas expressões artísticas e da política, exaltando o papel dessas figuras públicas na geração de novos padrões estéticos, na reverência à cultura negra e na denúncia a preconceitos.Na passarela dos homenageados, estarão o compositor e pintor Heitor dos Prazeres (Vila Isabel), o cantor Ney Matogrosso (Imperatriz Leopoldinense), a cantora e compositora Rita Lee (Mocidade Independente de Padre Miguel), a escritora Carolina Maria de Jesus (Unidos da Tijuca), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Acadêmicos de Niterói). A carnavalesca Rosa Magalhães (Acadêmicos do Salgueiro) e o rabi de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Rabi Ciça (Acadêmicos do Viradouro), estão entre os ilustres do mundo do samba que serão temas de enredos, que também exaltarão a cultura negra contando a história do curandeiro amapaense Raimundo dos Santos Souza, o Rabi Sacaca (Estação Primeira de Mangueira), e do líder religioso Custódio Joaquim de Almeida, o Príncipe Custódio do Bará (Portela).O panteão das figuras negras reforça o conjunto de desfiles que resgatam a história e a cultura de origem africana, porquê propõe o enredo Lonã Ifá Lukumi (Paraíso do Tuiuti), sobre a religião afro-cubana Santeria; e o enredo Bembé do Mercado (Beija-Flor de Nilópolis), a reverência de revelação religiosa no Recôncavo Baiano.Outra escola da Baixada Fluminense, a Grande Rio, presta homenagens ao movimento músico de contracultura Manguebeat, surgido na dezena de 1990 em Recife (PE).Conheça os enredos das Escolas de Samba do Grupo Privativo do Rio de Janeiro1º dia – domingo (15/2)Acadêmicos de Niterói – Do Cimo do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil;Imperatriz Leopoldinense – Camaleônico;Portela – O Mistério do Príncipe do Bará;Estação Primeira de Mangueira – Rabi Sacacá do Maravilha Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra2º dia – segunda-feira (16/2)Mocidade Independente de Padre Miguel – Rita Lee, a Padroeira da Liberdade;Beija‑Flor de Nilópolis – Bembé do Mercado;Acadêmicos do Viradouro – Pra Cima, Ciça;Unidos da Tijuca – Carolina Maria de Jesus.3º dia – terça-feira (17/2)Paraíso do Tuiuti – Lonã Ifá Lukumi;Unidos de Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África;Acadêmicos do Grande Rio – A Região do Mangue;Acadêmicos do Salgueiro – A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha pavor de feitiçeira, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.Memória e pedagogiaPara o sociólogo Rodrigo Reduzino, “essa expertise de refletir sobre a verdade e trazer o que a oficialidade não fala foi o que originou as escolas de samba, com enunciado político, desde 1928”, diz se referindo ao ano da geração da primeira escola de samba, a Deixa Falar, no bairro do Estácio (zona setentrião do Rio).Ao laurear figuras com trajetórias disruptivas, resgatar pessoas ignoradas e recontar acontecimentos esquecidos, os enredos das escolas de samba cumprem funções pedagógicas e memorias porquê prescritas nos versos do samba História para ninar gente grande, do desfile vencedor da Mangueira em 2019: “Brasil, meu nego / deixa eu te descrever / a história que a história não conta / o avesso do mesmo lugar / na luta é que a gente se encontra”. Reduzino escreve neste momento tese de doutorado sobre “os enredos da liberdade”, pesquisa que deu origem à série homônima na plataforma Globoplay. Segundo ele, ainda na dezena de 1930, muro de 45 anos posteriormente a Supressão da Escravatura (1888), as escolas de samba já tratavam de questões raciais em seus enredos.A historiadora Nathalia Sarro, diretora do departamento cultural da de Vila Isabel, defende que “os enredos das escolas de samba educam, geram identidades e mobilizam sentimentos”.“A principal função do enredo é emocionar. E o que emociona, o que toca a gente, transforma”, acrescenta.Os dois especialistas participaram da mesa de fechamento do 1º Simpósio Temático “MIS Labareda Para Sambar”, promovido em dezembro (9 a 11) pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.Uma prévia do que serão os desfiles poderá ser assistida gratuitamente nos ensaios técnicos das escolas de samba, que acontecerão no final de janeiro e início de fevereiro do próximo ano.Veja inferior a programação dos ensaios técnicosDia 30/1, a partir das 21hAcadêmicos de NiteróiMocidade Independente de Padre MiguelEstação Primeira de MangueiraUnidos da TijucaDia 31/1, a partir das 20hUnidos de Vila IsabelAcadêmicos do SalgueiroParaíso do TuiutiPortelaDia 1/2, a partir das 19hAcadêmicos ViradouroImperatriz LeopoldinenseAcadêmicos do Grande RioBeija-Flor de NilópolisDia 6/2, a partir das 21hAcadêmicos de NiteróiMocidade Independente de Padre MiguelEstação Primeira de MangueiraUnidos da TijucaDia 7/2, a partir das 18hUnidos de Vila IsabelAcadêmicos do SalgueiroParaíso do TuiutiPortelaDomingo (8/2), a partir das 19hAcadêmicos ViradouroImperatriz LeopoldinenseAcadêmicos do Grande RioBeija-Flor de NilópolisUma vez que ocorreu pela primeira vez em 2025, os desfiles das escolas de samba do chamado “Grupo Privativo’ ocorrerão durante três dias: de domingo (15) a terça-feira (17).Até 1983, as apresentações em avenidas do meio da cidade ocorriam em um dia. De 1984 à 2024, já no Sambódromo, os desfiles passaram a ser divididos emr dois dias, em universal, aos domingos e às segundas-feiras.