DESTAQUE RIO DE JANEIRO Rio: Leme e Copacabana ficam mais de 48 horas sem robustez REDAÇÃOJaneiro 6, 2026014 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O Procon Carioca notificou a concessionária de distribuição de robustez Light nesta segunda-feira (5) posteriormente moradores dos bairros do Leme e de Copacabana, no Rio de Janeiro, permanecerem por mais de 48 horas sem fornecimento de robustez elétrica. A empresa terá 24 horas, sob pena de multa, para apresentar esclarecimentos detalhados sobre o restabelecimento do serviço, além de um projecto de ação e ressarcimento aos consumidores prejudicados.Em alguns trechos a robustez voltou nesta segunda-feira, mas muitos locais continuam sem o serviço. Devido à falta de robustez, os moradores dos dois bairros fizeram “panelaço” na noite deste domingo pedindo o retorno da robustez.Entre as medidas exigidas pelo Procon Carioca estão o ressarcimento por perdas de vitualhas, danos a eletrodomésticos e desalento proporcional nas faturas de robustez. A notificação ocorre posteriormente o recebimento de várias denúncias que apontam falta grave e reiterada na prestação de um serviço precípuo, sem notícia adequada, sem cronograma evidente de solução e sem qualquer providência imediata para mitigar os prejuízos à população, condutas que violam diretamente o Código de Resguardo do Consumidor.O Procon Carioca enfatiza que robustez elétrica é um serviço indispensável à vida cotidiana, e a interrupção prolongada gera impactos severos, porquê perda de vitualhas perecíveis, queima de aparelhos, dificuldades de notícia, aumento da sensação de instabilidade e prejuízos financeiros significativos ao negócio lugar.“O fornecimento de robustez elétrica é um serviço precípuo e não pode ser interrompido por mais de 48 horas sem explicações claras, sem planejamento e sem saudação ao consumidor. A Light precisa assumir sua responsabilidade, prestar informações transparentes e gratificar integralmente a população pelos prejuízos causados. O Procon Carioca vai atuar com rigor para prometer que os direitos dos consumidores sejam respeitados”, disse o secretário municipal de Proteção e Resguardo do Consumidor, João Pires.O órgão também destaca a falta de transparência da concessionária durante o período de interrupção, porque a empresa não apresentou informações claras sobre as causas do apagão. Aliás, a Polícia Militar informou não ter sido acionada para ocorrências de rapina de cabos na região, o que levanta questionamentos sobre a gestão da segurança da infraestrutura elétrica e a notícia da empresa com os órgãos públicos.A falta de robustez nos bairros do Leme e Copacabana começou por volta das 17h do sábado pretérito (3). O caso passou a ser escoltado pela Defensoria Pública do Rio (DPRJ) na manhã deste domingo (4), quando moradores relataram a interrupção totalidade do serviço. Segundo a Defensoria, posteriormente contato do Núcleo de Resguardo do Consumidor (Nudecon) com a Light, a previsão era de que o serviço estaria restabelecido até as 12h deste domingo, o que acabou não acontecendo. Em protesto, os moradores promoveram o panelaço das varandas dos prédios na noite do domingo.AçãoA Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) ajuizou, na manhã desta segunda-feira (5), uma Ação Social Pública para exigir o inesperado restabelecimento do serviço. A medida foi tomada durante o plantão diurno, diante da persistência da interrupção de um serviço precípuo e do repetido descumprimento dos prazos informados pela concessionária.A atuação da Defensoria teve início ainda na manhã de domingo (4), por volta das 9h, quando moradores das duas localidades procuraram a instituição relatando a interrupção totalidade no fornecimento de robustez elétrica. Sensível à seriedade da situação, a DPRJ, por meio do Núcleo de Resguardo do Consumidor (Nudecon), entrou em contato com os canais de atendimento da Light para buscar esclarecimentos e providências.A Light informou que o serviço estaria concluído no domingo, mas não deu nenhum retorno à Defensoria. Diante do silêncio, a DPRJ encaminhou ofício formal à concessionária cobrando explicações e providências urgentes para o restabelecimento da robustez ou, de forma subsidiária, a instalação de geradores nas áreas afetadas. Somente no período da noite a Light respondeu, informando que o serviço seria plenamente restabelecido até as 21h de domingo. Ainda assim, até as 11h da manhã desta segunda-feira, a maior segmento dos pontos permanecia sem robustez elétrica, e os poucos locais atendidos sofriam com a prestação precária do serviço.Com a perpetuidade das falhas e o repetido descumprimento dos prazos apresentados, a Defensoria Pública decidiu recorrer ao Judiciário para testificar o recta da população ao fornecimento regular de robustez elétrica.Os prejuízos causados pela interrupção do serviço atingem moradores e comerciantes da região. Proprietária de uma panificação no bairro, Shelley de Botton relata perdas significativas.“Estamos sem luz desde sábado à tarde. Tive que fechar o estabelecimento no sábado e ainda não consegui reabrir. São três dias sem faturamento. Também sou fornecedora de pães para outros restaurantes e não estou conseguindo atender meus clientes, pessoa jurídica. Não consigo nem terebrar a loja, e a produção está paragem, porque os equipamentos não podem ser ligados”, afirmou na tarde desta segunda-feira.Nos prédios residenciais, os impactos também são graves. A síndica Clarice Peixoto, do Prédio Copal, descreve a situação de instabilidade enfrentada pelos moradores.“Ficamos dois dias com os portões de ingressão sem robustez, portanto, sem poder terebrar ou fechar. O vigia noturno estava apreensivo e assustado. Aliás, temos três elevadores que não podem ser ligados. Muitos moradores estão impossibilitados de trespassar de morada”, relatou.Em nota, a Defensoria Pública reforça que o fornecimento de robustez elétrica é um serviço precípuo e que sua interrupção prolongada, sem resposta adequada da concessionária, viola direitos básicos dos consumidores. “A Ação Social Pública procura prometer uma solução imediata para a população afetada e prevenir que situações semelhantes voltem a ocorrer”.Procuramos a concessionária Light e aguardamos posicionamento sobre quando a situação será normalizada e os motivos da interrupção do serviço. A concessionária Águas do Rio informa que o fornecimento de chuva está normalizado nos bairros de Copacabana e Leme, na zona sul da cidade. Em nota, a concessionária informou que “nas comunidades Chapéu-Mangueira e Babilônia, [no Leme] os sistemas de bombeamento impactados pela falta de robustez já estão operando normalmente. Na Ladeira Ary Barroso, a concessionária instalou temporariamente um gerador nesta segunda-feira (5), até que o fornecimento de robustez seja normalizado”.