NOTÍCIAS CATÓLICAS Papa Leão XIV defende tranquilidade desarmada espelhada em luta de Cristo REDAÇÃODezembro 25, 2025020 views Papa Leão XIV defende paz desarmada espelhada em luta de Cristo Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O papa Leão XIV celebra, pela primeira vez, na noite desta quarta-feira (24), os ritos de Natal. Da Basílica de São Pedro, no Vaticano, ele deve substanciar a mensagem com um pedido de tranquilidade, que já vem divulgando nos últimos dias, diante de um multíplice cenário mundial, com conflitos em curso no Sudão, na Ucrânia e em Gaza, por exemplo.Na mensagem preparada para o 1º de Janeiro, o Dia Mundial da Tranquilidade, divulgada antemão, Leão XIV apresentou um pedido de tranquilidade “desarmada e desarmante” e incentivou a construção de uma cultura de tranquilidade na vida doméstica e pública.Para o Dia Mundial da Tranquilidade, o Papa Leão XIV defendeu o desarmamento e aconselhou cristãos e, principalmente, autoridades políticas, a se espelharem em Jesus Cristo, que travou uma luta “desarmada”.Ele criticou também a corrida armamentista dos países, com crescente despesas militares, associada a discursos “difundindo a percepção de que se vive sob ameaço e que a segurança deve ser armada”.O pontífice também condenou o uso bélico da perceptibilidade sintético (IA), que “radicalizou a tragédia nos conflitos armados”. Em Gaza, por exemplo, de forma pioneira, Israel usou drones guiados por IA porquê ferramentas de intimidação, vigilância e ataques.“Está-se a delinear até mesmo um processo de desresponsabilização dos líderes políticos e militares, devido ao crescente ‘delegar’ às máquinas as decisões relativas à vida e à morte das pessoas”, alertou, na mensagem.“É uma lesma de devastação sem precedentes, que compromete o humanismo jurídico e filosófico do qual qualquer cultura depende e pelo qual é protegida”, criticou Leão XIV, sobre uso de tecnologias no contexto militar.Há sete meses no função, o papa procura, com a mensagem, incentivar que as nações se apoiem, com diálogo e crédito mútua, e que as pessoas cultivem, além da reza, o diálogo com outras tradições e culturas.“Em todo o mundo, é desejável que cada comunidade se torne uma ‘morada de tranquilidade’, onde se aprende a neutralizar a hostilidades através do diálogo, se pratica a justiça e se guarda o perdão”, reforçou.“Hoje, mais do que nunca, é preciso mostrar que a tranquilidade não é uma utopia, através de uma originalidade pastoral atenta e generativa”.Líderes de outras religiões reforçam apeloOs católicos apostólicos romanos são maioria no Brasil, país formado também pela crescente proporção de evangélicos. Ao investigar a mensagem do Papa Leão XVI, o teólogo e pastor batista Marco Davi de Oliveira avaliou que o papa foi feliz em provocar uma “profunda reflexão sobre a tranquilidade” para iniciar o ano de 2026.O evangélico disse que, muitas vezes, é preciso, primeiro, encontrar a tranquilidade dentro de si, enfrentando conflitos interiores, para, depois, refletir sobre o todo a nossa volta.“Muitas vezes, atitudes violentas são revérbero de guerras interiores e de falta de Justiça”, disse, citando um trecho profético do Livro de Isaías.“O papa está correto em falar da tranquilidade desarmante. Ele nos ajuda a compreender que devemos usar todas as nossas estratégias, nossa fé, nossa compreensão de mundo, para produção da tranquilidade. Primeiro, em nós mesmos, e, depois, no outro”, avaliou.Na visão do pastor, esta é uma construção de médio e longo prazo, que envolve o reverência e a alteridade. “A produção da tranquilidade não é necessariamente uniforme. Mas, se há vontade, há jeito, no Brasil e no mundo”.Essa é a mesma avaliação do pastor e cantor gospel Kleber Lucas. Ele acredita que o Papa Leão XIV dá perpetuidade ao legado do papa Francisco ao invocar atenção para a urgência da tranquilidade no mundo.“A partir do momento que ele [papa] coloca essas reflexões, ele acaba sendo um agente do Reino de Deus em um mundo que precisa praticar mais a tranquilidade”, afirmou.“Praticar a tranquilidade é um repto do nosso tempo, através do diálogo, do reverência, da tolerância, de uma prática cotidiana de conciliação”.Da Federação Brasileira Espírita, o vice-presidente Geraldo Campetti também destacou que a tranquilidade faz segmento das “bem-aventuranças da felicidade” e que, diante de tantos conflitos, ela é mais do que necessária.“A tranquilidade é uma conquista que a gente deve empreender todos os dias na nossa vida”, reforçou.“O papa foi perceptível na sua estudo, e o espiritismo vai na mesma sintonia, porque todos nós queremos ser felizes, não é? E não há porquê ser feliz plenamente se não houver tranquilidade”, reivindicou o líder espírita.O primeiro passo, segundo ele, é olhar para si. “Muitas vezes, criamos muros, por preconceito, por julgamentos, e a gente precisa aprender a ter um olhar mais inclusivo, tal qual Jesus nos ensinou, de entendimento, de procura de uma relação fraternal, entre as pessoas e os povos”, disse.Toda a grande liderança religiosa defende um envolvente de simetria diálogo e reverência, completou, sobre a mensagem papal, o babalaô Ivanir dos Santos. No Brasil, assim porquê o papa alertou na mensagem, a fé tem sido desviada para a mobilização de interesses políticos e de discórdia.Interlocutor da Percentagem de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), representando as religiões de matriz afro-brasileira, e professor da Universidade Federalista do Rio de Janeiro, Ivanir ofídio que a mensagem se transforme em gestos concretos dos cristãos. “O papa fala em uma direção, mas tem autoridades cristãs católicas que têm ação dissemelhante”, denunciou.