BRASIL DESTAQUE Mendes define que só PGR pode pedir impeachment de ministros do STF REDAÇÃODezembro 3, 202507 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, definiu que só o Procurador-Geral da República pode pedir o impeachment de ministros da Corte. O magistrado apresentou, nesta quarta-feira, uma decisão liminar que suspende vários artigos da lei do impeachment, de 1950. A decisão, que ainda vai passar pelo plenário do Supremo, vem em resposta a duas ações, uma do partido Solidariedade e outra da Associação dos Magistrados Brasileiros. Um dos artigos invalidados permitia que qualquer pessoa poderia apresentar um pedido de impeachment. Segundo o ministro, a regra permitia a “proliferação de denúncias motivadas por interesses político-partidários, desprovidas do rigor técnico necessário”. Gilmar Mendes afirma que essa atribuição exclusiva do PGR funciona como um filtro para garantir a seriedade na apresentação da denúncia. Mendes destaca que o processo não pode ser usado para intimidar ministros de altas Cortes. Na declaração, Gilmar Mendes afirma que “ao atacar a figura de um juiz da mais alta Corte do país, a ponto de se buscar sua destituição, não se está apenas questionando a imparcialidade ou a conduta do magistrado, mas também minando a confiança pública nas próprias instituições que garantem a separação de poderes e a limitação do poder”. O ministro também decidiu que o quórum para aceitar um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados deve ser de dois terços, assim como é o do Presidente da República. A lei questionada prevê apenas maioria simples. Além disso, segundo Gilmar Mendes, o processo contra juízes não pode se basear apenas no mérito das decisões. Isso poderia criminalizar a interpretação jurídica, o que é característica legítima da autonomia da Justiça.