ECONOMIA & NEGÓCIOS Banco Central mantém taxa de juros em 15% ao ano e não descarta novas altas REDAÇÃOSetembro 18, 2025015 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. Em comunicado nesta quarta-feira (17), os diretores do Banco Central ressaltaram que os principais indicadores da atividade econômica brasileira seguiram apresentando “certa moderação”, mas com um mercado de trabalho aquecido e inflação acima da meta de 3%, não descartando novas altas. O Copom também destacou na decisão um ambiente externo de incerteza em função da “conjuntura política e econômica nos Estados Unidos”, exigindo cautela dos países emergentes. “Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual”, disse. “O Comitê segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, afirmou o Banco Central. Destacando o cenário de “elevada incerteza”, os diretores ressaltaram que o momento exige cautela na política monetária, e que o Comitê se manterá vigilante, avaliando se a manutenção da taxa básica de juros elevado é suficiente para convergir a inflação para o centro da meta. “Os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, completou. A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Os investidores apostavam na manutenção da Selic, considerando que a inflação acumulada nos últimos 12 meses está medida em 5,13%, inclusive ultrapassando a tolerância de 1,5 ponto percentual da meta. A boa notícia foi a queda na taxa de juros dos Estados Unidos, também nesta quarta-feira (17). O Federal Reserve promoveu um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para um intervalo entre 4% e 4,25%. O movimento das duas autoridades monetárias faz com que a diferença entre os juros americanos e os brasileiros cresça, valorizando os ativos nacionais.