BRASIL DESTAQUE Ex-diretor da PF é preso em operação contra corrupção em órgãos ambientais REDAÇÃOSetembro 17, 2025010 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 ex-diretor da Polícia Federal, Rodrigo de Melo Teixeira, foi preso nesta quarta-feira (17) em uma grande operação deflagrada pela própria PF para apurar suspeitas de corrupção em órgãos ambientais e no setor de mineração. Teixeira é acusado de atuar de forma oculta em negócios ligados à exploração ilegal de recursos naturais e de favorecer empresários investigados quando ainda ocupava cargo de destaque na cúpula da corporação. Trajetória na Polícia Federal Teixeira foi nomeado diretor de Polícia Administrativa no início da gestão de Andrei Rodrigues, atual diretor-geral da PF, sendo o terceiro na linha hierárquica da instituição. Ele deixou o posto no fim do ano passado e, desde então, assumiu a função de diretor de administração e finanças do Serviço Geológico do Brasil/Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (SGB/CPRM). Agora, tornou-se alvo de um dos 22 mandados de prisão preventiva expedidos no âmbito da investigação. De acordo com a PF, ele teria se beneficiado de seu poder institucional para proteger interesses privados e tentar interferir em inquéritos que envolviam empresários sob suspeita. Esquema bilionário As apurações indicam que o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 1,5 bilhão em lucros indevidos. A suspeita é de que Teixeira fosse administrador oculto de uma empresa de mineração, mantendo negócios diretos com outros investigados. Além da atuação em Minas Gerais, o esquema também teria ramificações em órgãos federais. A operação desta quarta envolveu não apenas a prisão de ex-integrantes da PF, mas também de servidores públicos vinculados à Agência Nacional de Mineração (ANM) e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de estruturas estaduais ligadas ao setor mineral. Alvos na Agência Nacional de Mineração A ANM foi um dos focos da ofensiva policial. Em Brasília, o diretor Caio Seabra foi preso sob suspeita de corrupção, enquanto um ex-diretor da agência também foi alvo de mandado de prisão. A sede do órgão foi alvo de busca e apreensão, numa tentativa de ampliar o rastreamento de provas sobre as ligações entre agentes públicos e empresários envolvidos no esquema. Desdobramentos esperados A operação da PF amplia a pressão sobre o setor de mineração e deve ter reflexos políticos e administrativos em Brasília e em Minas Gerais, estado onde se concentram grande parte dos empreendimentos suspeitos. As investigações seguem em andamento, e a expectativa é que novos detalhes sejam revelados nos próximos dias.