BRASIL DESTAQUE Senado aprova projeto que reduz prazo de inelegibilidade e enfraquece lei da Ficha Limpa REDAÇÃOSetembro 3, 202508 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (2), o projeto de lei complementar que altera a forma de contagem do prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. O texto aprovado unifica em oito anos o prazo de impedimento para candidatura de políticos punidos pela norma eleitoral. O parecer do relator, senador Weverton, do PDT do Maranhão, recebeu 50 votos favoráveis e 24 contrários. O texto agora segue para sanção do presidente Lula. A mudança pode beneficiar o ex-governador do DF, José Roberto Arruda, e o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que estariam aptos a concorrer já em 2026. O projeto original é de autoria da deputada Dani Cunha, filha do ex-deputado Eduardo Cunha. Apesar das críticas de que a mudança vai fragilizar a Lei da Ficha Limpa, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu a modernização da norma. “Eu faço questão dessa modernização, dessa atualização da legislação da Lei da Ficha Limpa, para dar o espírito do legislador quando da votação da lei. A inelegibilidade, líder Weverton, ela não pode ser eterna, está no texto da lei 8 anos. Não pode ser 9, nem 20. E o meu voto é sim.” A proposta determina que o período de inelegibilidade será um só: de oito anos, contados não mais dependendo de decisão em segunda instância ou do cumprimento de pena. Os oito anos devem começar a contar a partir da perda do mandato; das eleições em que ocorreu o crime; da renúncia do cargo; ou da condenação em segunda instância. Atualmente, pela Lei da Ficha Limpa, o prazo de oito anos começa a valer somente depois do cumprimento de pena. Na prática, o projeto encurta o período em que um político é impedido de participar das eleições.