ECONOMIA & NEGÓCIOS Brasil amplia presença no mercado chinês REDAÇÃOAgosto 18, 2025012 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 A relação comercial entre Brasil e China avançou de forma significativa neste fim de semana, com a habilitação de centenas de novos estabelecimentos brasileiros para exportar café, gergelim e farinhas de origem animal ao país asiático — o maior mercado consumidor global. No setor cafeeiro, 183 novas empresas brasileiras passaram a ter autorização para exportar para a China, conforme anúncio da Embaixada chinesa no Brasil. O movimento já era esperado, uma vez que o interesse chinês pelo café brasileiro vem crescendo gradualmente nos últimos anos. A medida reforça o protagonismo do Brasil como maior produtor e exportador mundial da bebida e amplia o acesso a um mercado em expansão fora do eixo tradicional de consumo. Outro avanço relevante foi o aumento das habilitações para exportação de gergelim. A Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) elevou de 31 para 61 o número de estabelecimentos brasileiros autorizados a vender a oleaginosa. A China responde por 38,4% do consumo global e lidera as importações mundiais da semente. Já o Brasil, sétimo maior exportador, tem ampliado sua produção com destaque para estados como Mato Grosso, Goiás, Pará e Tocantins, além do crescimento em áreas da Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Rondônia. Na cadeia de proteínas, 46 plantas brasileiras foram habilitadas a exportar farinhas de aves e suínos. A autorização foi possível após a assinatura do Protocolo Sanitário bilateral em abril de 2023, a realização de auditorias conduzidas pela GACC e a definição conjunta do modelo de certificado sanitário entre os dois países. Os anúncios acontecem na mesma semana em que entram em vigor as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a uma série de produtos brasileiros, como carne bovina, frutas, pescados, etanol e também o café — que ficou de fora da lista de exceções. As alíquotas adicionais, de até 40%, colocam pressão sobre o setor exportador e aumentam a relevância de parceiros estratégicos como a China. O contraste entre os dois movimentos ressalta a importância da diversificação de mercados e da diplomacia comercial para o futuro do agronegócio brasileiro.