DESTAQUE RIO DE JANEIRO Começa a retirada da água da estação Gávea do metrô REDAÇÃOAgosto 14, 2025016 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O Governo do Rio iniciou, na manhã desta quinta-feira (14), o esvaziamento dos cerca de 60 milhões de litros d’água que ajudam a sustentar a estrutura da estação do metrô da Gávea, na Linha 4. Monitorada em tempo integral, a retirada do líquido que preenche os poços desde 2018 será feita lentamente, por questões de segurança, e está prevista para durar quatro meses. O deságue é feito por tubulações subterrâneas provisórias instaladas sob a Avenida Padre Leonel Franca, passando por uma caixa de decantação, até o curso do canal do Rio Rainha, de onde segue para o canal da Avenida Visconde de Albuquerque e, de lá, para o mar. A previsão é de que 250 mil litros de água sejam esgotados do local a cada 24 horas, o que representa a retirada de meio metro de altura por dia. “Este é o marco inicial da retomada da construção da estação Gávea. A partir deste momento, a obra só será interrompida quando for concluída e entregue à população, com previsão de 36 meses (três anos) de intervenção. O Governo do Estado trouxe a solução para um problema que representava risco para a região e, quando a obra terminar, mais de 20 mil pessoas serão beneficiadas. O Estado pretende investir na expansão do sistema metroviário e está trabalhando para melhorar a mobilidade em várias frentes”, disse o governador Cláudio Castro.Interligados, os dois poços têm, atualmente, 18 metros de diâmetro e 45 metros de profundidade cada um. Após o término das escavações da construção da estação, serão 52 metros cada. Os poços tiveram que ser inundados devido à pressão exercida pela água do lençol freático sobre a estrutura, que ainda não havia sido finalizada.Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) e a Riotrilhos acompanham o processo de esgotamento dos dois poços, realizado pelo Consórcio Construtor Gávea, contratado pela concessionária MetrôRio. A obra conta com as licenças ambientais aprovadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e têm monitoramento constante do local por equipamentos eletrônicos. “Antes de serem esvaziados, foram instalados instrumentos que farão o monitoramento em tempo real da estrutura até a finalização das intervenções. Durante toda a obra, o bombeamento do lençol freático seguirá ativo”, explicou o diretor de Engenharia da Riotrilhos, Rodrigo Faur. Inea atestou boa qualidade da água dos poços O Inea realizou vistorias técnicas durante os últimos 40 dias e analisou os dados do processo de decantação, que será utilizado durante a liberação gradual e segura dos 60 milhões de litros de água. O consórcio construtor mantém uma equipe especializada, dedicada a cumprir todas as condicionantes presentes na licença, incluindo o monitoramento da qualidade do líquido, que será lançada no Rio Rainha. Todos os laudos analisados pelo órgão atestaram a boa qualidade da água.