Paes pretende transformar BRT em VLT

Um novo estudo do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP Brasil), intitulado “Acelerando a Transição: Estratégia para Eletrificar a Frota Brasileira de Ônibus até 2030”, apontou que a Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem grande potencial para trocar parte de sua frota de ônibus por veículos elétricos.

A pesquisa identificou que o RJ tem muitos veículos a diesel que poderiam ser substituídos por modelos elétricos com base em sua idade (superior a 5 anos) e consumo energético diário compatível com a capacidade média de bateria.

Segundo Clarisse Cunha Linke, diretora-executiva do ITDP Brasil, os pesquisadores mapearam os ônibus a diesel em operação e analisaram seus padrões de uso, traduzindo essas informações em estimativas de consumo energético compatíveis com a autonomia dos modelos elétricos disponíveis no mercado. Ela explicou que assim foi possível identificar o potencial de substituição tecnológica, priorizando a retirada de circulação dos veículos mais poluentes.

O levantamento vai ao encontro de uma iniciativa da Prefeitura do Rio, que pretende converter os atuais corredores BRT (TransCarioca e TransOeste) para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), Veículo Leve sobre Pneus (VLP) ou tecnologia similar.

O projeto, que foi enviado na última terça-feira (5) à Câmara de Vereadores, também pretende expandir o sistema VLT do Centro para São Cristóvão. O objetivo é apostar em modelos mais sustentáveis, com veículos movidos a eletricidade.

Nova concessão do serviço
Se for aprovado na Câmara do Rio, o projeto de lei assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) vai autorizar o Poder Executivo a buscar parceiros para a gestão do serviço de transporte coletivo de passageiros nesses trajetos.

O prefeito Eduardo Paes disse que o estudo básico do projeto ficou pronto com apoio do BNDES. Ele estimou que a mudança vai custar R$ 12 bilhões e depende de uma parceria público-privada.

“A gente já tem projeto básico. Isso vai ser feito uma PPP. O que nós estamos pedindo para a Câmara é autorização legislativa para fazer uma PPP. Vai ter que ter privado e a gente vai ter que ter uma cesta de recursos públicos. Então isso ainda não tem prazo”, comentou Paes.
“Eu estou falando de algo em torno de R$ 12 bilhões. É muito dinheiro. Precisa de financiamento, recurso privado. Então é um avanço. Essa ‘vltização’ é um compromisso nosso, mas ainda não tem data para começar a obra. A gente ta modelando esse sistema”, completou o prefeito.

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