DESTAQUE RIO DE JANEIRO Paes pretende transformar BRT em VLT REDAÇÃOAgosto 8, 2025012 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 Um novo estudo do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP Brasil), intitulado “Acelerando a Transição: Estratégia para Eletrificar a Frota Brasileira de Ônibus até 2030”, apontou que a Região Metropolitana do Rio de Janeiro tem grande potencial para trocar parte de sua frota de ônibus por veículos elétricos.A pesquisa identificou que o RJ tem muitos veículos a diesel que poderiam ser substituídos por modelos elétricos com base em sua idade (superior a 5 anos) e consumo energético diário compatível com a capacidade média de bateria. Segundo Clarisse Cunha Linke, diretora-executiva do ITDP Brasil, os pesquisadores mapearam os ônibus a diesel em operação e analisaram seus padrões de uso, traduzindo essas informações em estimativas de consumo energético compatíveis com a autonomia dos modelos elétricos disponíveis no mercado. Ela explicou que assim foi possível identificar o potencial de substituição tecnológica, priorizando a retirada de circulação dos veículos mais poluentes. O levantamento vai ao encontro de uma iniciativa da Prefeitura do Rio, que pretende converter os atuais corredores BRT (TransCarioca e TransOeste) para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), Veículo Leve sobre Pneus (VLP) ou tecnologia similar.O projeto, que foi enviado na última terça-feira (5) à Câmara de Vereadores, também pretende expandir o sistema VLT do Centro para São Cristóvão. O objetivo é apostar em modelos mais sustentáveis, com veículos movidos a eletricidade.Nova concessão do serviçoSe for aprovado na Câmara do Rio, o projeto de lei assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) vai autorizar o Poder Executivo a buscar parceiros para a gestão do serviço de transporte coletivo de passageiros nesses trajetos.O prefeito Eduardo Paes disse que o estudo básico do projeto ficou pronto com apoio do BNDES. Ele estimou que a mudança vai custar R$ 12 bilhões e depende de uma parceria público-privada.“A gente já tem projeto básico. Isso vai ser feito uma PPP. O que nós estamos pedindo para a Câmara é autorização legislativa para fazer uma PPP. Vai ter que ter privado e a gente vai ter que ter uma cesta de recursos públicos. Então isso ainda não tem prazo”, comentou Paes.“Eu estou falando de algo em torno de R$ 12 bilhões. É muito dinheiro. Precisa de financiamento, recurso privado. Então é um avanço. Essa ‘vltização’ é um compromisso nosso, mas ainda não tem data para começar a obra. A gente ta modelando esse sistema”, completou o prefeito.