POLÍTICA PGR investiga autenticidade de bilhete aéreo de Anderson Torre REDAÇÃOJulho 16, 2025020 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 A Procuradoria-Geral da República (PGR) está analisando a autenticidade de um bilhete aéreo apresentado pela defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, que visa justificar sua ausência durante os ataques de 8 de janeiro de 2023. A companhia Gol Linhas Aéreas não conseguiu localizar registros do bilhete em nome de Torres, o que levanta questionamentos sobre a veracidade do documento. A defesa alega que a viagem foi devidamente planejada e apresenta alguns documentos para respaldar sua versão. A PGR encontrou indícios de possível falsificação no bilhete apresentado por Torres, afirmando que ele não se alinha aos registros da companhia aérea. A defesa apenas anexou uma captura de tela da passagem, que supostamente foi emitida em novembro de 2022, mas não forneceu o bilhete original ou um comprovante de compra. A Gol confirmou que não há registros de voos em nome de Torres para o trajeto entre Brasília e Orlando. Diante dessa situação, a PGR considera que há uma “grave suspeita” sobre a veracidade das informações apresentadas. A tentativa de justificar a ausência de Torres com um documento que pode ser fraudulento compromete a alegação de que sua viagem foi planejada. Além disso, não há evidências de que a viagem tenha sido comunicada ao então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Anderson Torres era secretário do DF quando ocorreram os eventos de 8 de Janeiro. A defesa afirma que não houve qualquer conduta criminosa e que a viagem estava programada durante a transição de governo. Os advogados contestam as alegações da PGR e afirmam ter documentação que comprova a veracidade da viagem. Segundo a defesa, as acusações são infundadas e a PGR teve tempo suficiente para investigar a autenticidade dos documentos apresentados. Anderson Torres é um dos principais alvos da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado que envolveu aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A PGR argumenta que sua omissão como secretário de Segurança Pública do Distrito Federal foi crucial para a invasão das sedes dos Três Poderes. A ausência de Torres no dia dos ataques é considerada um elemento central na apuração, especialmente após a descoberta de um rascunho de um suposto decreto golpista em sua residência.