DESTAQUE INTERNACIONAL “Não posso dizer se os Estados Unidos vão atacar o Irã, diz Donald Trump: ‘A paciência acabou’” REDAÇÃOJunho 19, 2025018 views Share on Facebook Share Share Share on Twitter Share Share Share on Pinterest Share Share Share on Linkedin Share Share Share on Digg Share Share 0 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (18) que “não pode dizer” se o país vai atacar o Irã. Na terça-feira (17), Trump levantou a possibilidade de os EUA entrarem no conflito ao lado de Israel. Nesta quarta, questionado se atacará o Irã, ele respondeu: “Não posso dizer ainda”. Trump também afirmou ter sido procurado pelo governo iraniano, que, segundo ele, queria se reunir com o presidente norte-americano na Casa Branca. “Eu disse que é tarde demais. O Irã deveria ter negociado antes. A paciência acabou”, disse Trump a repórteres na entrada da Casa Branca nesta manhã. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta quarta que qualquer ataque direto dos EUA ao país terá “consequências sérias e irreparáveis” para os americanos, e prometeu uma resposta caso seja alvo de bombardeios. Na segunda-feira, Trump abandonou antecipadamente a reunião do G7 para voltar a Washington e “resolver assuntos muito importantes”. Nas horas seguintes, a Casa Branca subiu o tom sobre o conflito. Em uma rede social, ele usou a palavra “nós”, em provável referência à aliança com Israel, ao afirmar que já tinha “o controle do céu do Irã”. Antes do início dos conflitos diretos entre Irã e Israel, Washington vinha negociando com Teerã um acordo nuclear entre os dois países — do qual o próprio Trump se retirou durante a sua primeira gestão na Casa Branca, em 2017. Desde que Israel atacou o Irã, há quase uma semana, o presidente dos EUA e autoridades iranianas não deixaram claro se continuariam as conversas pelo acordo nuclear ou abandonariam as negociações. O conflito direto entre Irã e Israel, com dezenas de ataques aéreos, entrou em seu sexto dia nesta quarta. Desde sexta-feira (13), bombardeios cruzados deixaram mais de 240 mortos e milhares de feridos nos dois países, segundo balanços oficiais divulgados pelos países. Instituições independentes indicam que o número de mortos pode ser maior.